A CUT divulgou nota lamentando a morte da fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, uma das vítimas brasileiras do terremoto que devastou o Haiti, na última terça-feira (12). O corpo da médica sanitarista deve chegar ao País nesta quinta-feira (14), em avião da Força Aérea Brasileira. “A notícia nos causou tristeza e pesar, pois com ela veio a certeza de que não apenas o Brasil, mas o mundo, perdeu uma das maiores lutadoras das causas humanitárias”, diz o texto. “Queremos expressar nossos sentimentos à família e amigos de Zilda e ao povo haitiano, juntamente com nossa solidariedade”. A direção da Força Sindical também manifestou pesar pela morte da médica, lamentando a “perda irreparável para toda a sociedade brasileira”. A Central expressou seu pesar “à família e todas as vítimas” do terrível desastre. “O Brasil perdeu um ícone da luta contra a ditadura e uma incansável e exemplar lutadora pelos direitos das crianças e adolescentes. Vale destacar que seu trabalho em prol das causas humanitárias é reconhecido mundialmente”, ressalta. Causas sociais - A Nova Central foi outra entidade que manifestou solidariedade ao povo haitiano e às famílias das vítimas brasileiras do terremoto, “entre elas a fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns”. “Ela era um exemplo de dedicação às crianças”, destaca. A Central lembra que a médica recebeu diversas menções especiais e títulos por seu trabalho humanitário. O presidente da UGT, Ricardo Patah, assinalou que a Central junta-se à dor das famílias dos brasileiros e de todas as vítimas da catástrofe. “Estamos consternados com a notícia de que a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança e do Idoso, encontra-se também entre as vítimas”, afirma Patah.
A Central manifestou seu “profundo pesar” aos familiares da grande humanista e dos militares mortos na tragédia, além de expressar solidariedade a todo o povo do Haiti. Exemplo - “Foi com muita tristeza que tomamos conhecimento da catástrofe que assolou o Haiti, causando mais dor e sofrimento para este povo irmão. Mais doloroso ainda para nós brasileiros foi a notícia de que perdemos inúmeros compatriotas nesta tragédia, em especial, a Dona Zilda Arns, mulher lutadora, sinônimo de solidariedade e exemplo de vida para todos”, exortou o presidente da CGTB, Antonio Neto.
PAC da habitação popular terá mais R$ 3 bilhões O governo federal anunciou, terça-feira (12), a liberação de R$ 3 bilhões para construção de casas populares no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sendo que R$ 1 bilhão será destinado à ampliação do programa Minha Casa, Minha Vida para os municípios com menos de 50 mil habitantes. Os recursos são do Orçamento da União e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
O programa Pró-Moradia vai receber R$ 2 bilhões para 54 projetos em 13 estados. O dinheiro deve ser aplicado em ações de urbanização de assentamentos precários e áreas de risco, construção de casas populares e desenvolvimento institucional. Minha Casa - A previsão é construir 74 mil habitações para famílias com renda de até R$ 1.395 com os recursos do Minha Casa, Minha Vida, num total de 2.014 municípios atendidos. Cidades que foram vítimas de calamidades, como as enchentes em Santa Catarina, tiveram prioridade na seleção. Os contratos garantirão subsídio de até R$ 16 mil no valor dos imóveis, com contrapartida de valor simbólico pelos beneficiários. Fonte: Agência Brasil
Metalúrgicos homenageiam Manoel Fiel Filho
O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo vai comemorar o Dia do Delegado Sindical, nesta sexta-feira (15), com um evento em homenagem a Manoel Fiel Filho, metalúrgico assassinado no DOI-Codi, em 17 de janeiro de 1976. O evento será às 18 horas, no auditório da sede da entidade (rua Galvão Bueno, 782, Liberdade). A data é celebrada, oficialmente, em 17 de janeiro, mas, como será um domingo, o evento foi antecipado. A entidade também lançará um Selo Comemorativo em memória de Fiel Filho. “O Dia do Delegado Sindical foi aprovado no 11º Congresso da categoria, em junho passado. Naquela ocasião, fizemos uma retrospectiva das lutas e conquistas do Sindicato, relembramos a morte do companheiro Fiel e, em sua homenagem, aprovamos a criação desse dia, que, para nós, é um marco não só da luta dos metalúrgicos como de todos os trabalhadores brasileiros”, explica o presidente do Sindicato, Miguel Torres. Mais informações:
Vendas do comércio acumularam alta de 5,5%
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Um bom começo Por João Guilherme V. Netto Estes inícios de 2010 estão muito diferentes dos inícios de 2009. Para quem se lembra, vivíamos as agudas dificuldades da crise externa que se abateu sobre nossa economia e nossa sociedade com apavorantes notícias diárias sobre demissões e colapso do desenvolvimento. Mas enfrentamos a crise com mobilização, acerto estratégico e unidade de ação e viramos o jogo. Hoje posso selecionar duas notícias, aparentemente díspares e que dão todo o sentido ao otimismo do movimento sindical dos trabalhadores e orientam nossas iniciativas nos inícios de 2010. A primeira delas, cuja origem é o Dieese, informa que durante o ano passado o custo da cesta básica caiu em 16 das 17 capitais de estados pesquisadas (só não caiu em Belém). Em São Paulo, por exemplo, a despesa com a cesta básica passou a equivaler a menos da metade do salário mínimo e isto acontece pela primeira vez desde 1972. Este resultado é decorrente da política governamental de valorização do salário mínimo, conquista unitária do movimento sindical e resultado efetivo das seis marchas à Brasília com esta reivindicação. O reajuste de 12,05% do salário mínimo em fevereiro de 2009, em plena crise, foi a maior vitória dos trabalhadores no ano passado e um poderoso antídoto à crise. A outra notícia, cuja origem é a Fiesp, informa que as empresas planejam ampliar a produção em ritmo superior às contratações, aumentando a produtividade que havia caído 4,1% em 2009 durante a crise. Segundo os empresários, o emprego industrial só deve recuperar o nível anterior à crise no segundo semestre de 2010; há, portanto, uma grande necessidade de ampliar os ritmos das contratações acelerando o processo de crescimento. Se combinarmos as duas notícias compreendemos claramente a possibilidade e a necessidade da redução da jornada de trabalho, sem redução de salário. A vitória do salário mínimo nos dá a garantia de que é possível vencer, com benefícios para todos. O crescimento da produtividade nos informa sobre a necessidade da redução, para aumentar o emprego, sem prejuízo da competitividade. Como disse o Paulinho da Força: “Como a produtividade vai crescer muito podemos garantir grandes aumentos de salário (como garantimos o aumento do salário mínimo) e obter conquistas inéditas, como a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. Vamos lutar, juntos, para isto”. João Guilherme V. Netto é membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores |
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