Câmera Aberta Sindical discute II Marcha
dos Vigilantes a Brasília

São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 14 de outubro, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
Guarulhos:
TV Guarulhos, BIG TV, Canal 20 – dia 15 de outubro, das 19 às 20 horas.
São José dos Campos
: Canal 95, Vivax – 21 de outubro, das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas.
São José do Rio Preto
: TV da Cidade, Canal 16 – 18 de outubro, das 20 às 21 horas.
Reprises: terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas.
Presidente Venceslau:
TVC - TV a Cabo Venceslau, Canal 4 – 21 de outubro, das 13 às 14 horas

A II Marcha que os vigilantes farão a Brasília dias 20 e 21 de outubro será o tema do Câmera Aberta desta quarta-feira, dia 14 de outubro. A Marcha tem como objetivos fortalecer a luta da categoria por adicional de risco de vida, retorno da aposentadoria especial do vigilante, por garantia contra os calotes das empresas nas verbas trabalhistas e para que não seja implantada a tecnologia do “malote de tinta” no transporte de valores.


Programa anterior - dirigentes da CTB falam sobre o 2º Congresso da Central

José Boaventura Santos, presidente da Confederação Nacional da categoria, afirma: “Serão dois dias de intensas manifestações no Congresso Nacional e junto a órgãos do governo encarregados dos assuntos da segurança privada”. O líder nacional da categoria informa que já há dois projetos aprovados no Senado implantando o pagamento do adicional de risco. Os autores são Paulo Paim (PT-RS) e Serys Slhessarenko (PT-MT).

Participantes - Participam do Câmera da quarta, dia 14, José Boaventura Santos, presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes; Amauri Rodrigues, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Guarulhos; e outros sindicalistas.

Você faz a pauta - Para divulgar sua entidade ou propor um tema para o programa, ligue 3231.3453 e fale com Dhayane/Gisele.

Faça sua pergunta - Mande sua pergunta aos convidados do programa pelo e-mail cameraabertasindical@agenciasindical.com.br ou ao vivo pelo telefone 3877.0078.

Sindicalistas da Força preferem Dilma

(ela tem 39,6% da preferência; Serra, 13,3%)

Durante o 6º Congresso Nacional da Força Sindical, realizado em Praia Grande, dias 29, 30 e 31 de julho, a Central distribuiu questionário e colheu a preferência dos delegados para a sucessão do Presidente Lula. Votaram 1.740 sindicalistas.

Resultados:  
Dilma: 39,6%
Paulinho fala aos sindicalistas durante 6º Congresso da Força
Serra: 13,3%
Aécio: 11,7%
Ciro: 9,5%
Ninguém/não sabem: 8,6%
Não responderam: 8,2%
Heloísa Helena:  4,7%
Outros: 4,4%

Dieese - O questionário, elaborado pelo Dieese, era amplo, contendo uma série de questões referentes ao perfil dos congressistas e de suas entidades. O preenchimento não era obrigatório.

A pergunta eleitoral foi a seguinte: “Se a eleição para Presidente da República fosse hoje, em qual dos nomes abaixo-relacionados você votaria?”

Dilma - O resultado do levantamento feito no 6º Congresso Nacional da Força Sindical  foi apresentado à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, no encontro da ministra com a bancada pedetista, terça, dia 6 de outubro. A delegação trabalhista foi liderada por Paulo Pereira da Silva (Paulinho), presidente da Força Sindical e deputado federal pelo PDT paulista.

Mais informações:
www.fsindical.org.br

Comerciários de São Paulo conquistam reajuste de 7,5%

O acordo salarial dos comerciários de São Paulo, fechado na última quinta-feira (8) entre o Sindicato dos Comerciários e a federação patronal (Fecomercio), assegura reajuste de 7,5% no Piso da categoria e 7% para as demais faixas salariais. Os índices representam um aumento real de 3% e 2,5%, respectivamente, retroativo a 1º de setembro – data-base dos cerca de 450 mil trabalhadores no comércio da Capital.

Segundo o presidente do Sindicato, Ricardo Patah, o acordo foi uma vitória pois, além do aumento real, a categoria estabeleceu novas regras para a abertura do comércio aos domingos e feriados. O sindicalista lembra ainda que o aumento real de 3% é o maior dos últimos anos.

Sardinhada - Patah ressalta que a decisão do Sindicato de São Paulo de fazer um ato na manhã da quinta-feira, que reuniu trabalhadores e familiares na frente da Fecomercio e teve o apoio de 50 Sindicatos e da Federação da categoria (Fecomerciários), funcionou como pressão e acabou fazendo com que os empresários cedessem. O protesto constou de uma “sardinhada”, com a distribuição de 100 quilos do pescado assado.

Mais informações:
Ricardo Patah – Telefone (11) 9490.9438
www.comerciarios.org.br

Metalúrgicos de São Paulo reúnem mais
de 7 mil em atos por aumento real

O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo reuniu, na sexta-feira (9), cerca de 7.500 trabalhadores em mais duas grandes manifestações da campanha salarial da categoria, nas zonas Oeste e Norte da Capital. Os metalúrgicos aprovaram o indicativo de greve, a partir do dia 19, caso as negociações da pauta de reivindicações não avancem.

A manifestação na Zona Oeste ocorreu na Estrada Turística do Jaraguá, em Pirituba, com cerca de cinco mil trabalhadores de fábricas da região. Na Zona Norte, o ato reuniu cerca de 2.500 trabalhadores na avenida Guarajás, no Jaçanã.

“Entregamos a pauta de reivindicações com antecedência, as negociações estão acontecendo, mas não temos contraproposta salarial e querem tirar cláusulas sociais importantes da nossa Convenção”, destaca o presidente do Sindicato, Miguel Torres.

Pauta - A categoria reivindica 10% de aumento salarial, Piso salarial único, jornada de 40 horas semanais, estabilidade para os acidentados no trabalho e portadores de doenças profissionais, entre outros. As manifestações da campanha salarial, que envolve 52 Sindicatos metalúrgicos do Estado filiados à Força Sindical, segue nesta quarta-feira (14) com manifestações dos metalúrgicos da região de Osasco. A data-base da categoria é em 1º de novembro.
 
Mais informações:
www.metalurgicos.org.br

Trabalhadores da Telefônica aprovam acordo coletivo

Os trabalhadores da Telefônica aprovaram o Acordo Coletivo 2009/2010, em assembleia realizada no Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações do Estado de São Paulo (Sintetel) na semana passada. O reajuste salarial foi de 4,5%, a partir da data-base em 1º de setembro. Foram mantidas as demais cláusulas do acordo anterior.

Os principais pontos da proposta aprovada são: reajuste de 5,88% no vale-refeição/alimentação; reajuste de 4,5% no auxílio creche (limite de reembolso passa de R$ 225,00 para R$ 235,12); conquista do auxílio babá para filhos de até 3 anos, limitando-se ao valor de R$ 200; e manutenção das condições do convênio médico.

Mais informações:
www.sintetel.org.br

Mais de 50 mil empreendedores individuais estão formalizados

O Programa do Empreendedor Individual já formalizou mais de 51.185 trabalhadores nos estados do Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e do Distrito Federal. O programa teve início em 1º de julho e o Portal do Empreendedor já registrou 1.729.797 consultas. O programa garante cobertura da Previdência Social e acesso a juros diferenciados na rede bancária.

 

 

Adi Lima é presidente da CUT/SP

 

Ingredientes da vitória
dos trabalhadores

Por Adi Lima

Depois de 15 dias, chegou ao fim a paralisação dos bancários dos bancos privados, do Banco do Brasil e da Nossa Caixa. Enfim, os trabalhadores do ramo financeiro conseguiram fazer com que a federação dos bancos (Fenaban), um dos setores que mais ganha dinheiro no Brasil, apresentasse uma proposta contemplando aumento real e participação nos lucros e resultados atrelada ao lucro e não à variação de crescimento, conforme queiram os banqueiros.

Apenas quem já participou de uma greve sabe quantas dificuldades os Sindicatos enfrentam. Da pressão dos chefes para que os trabalhadores voltem aos seus postos até o enfrentamento à polícia, sempre utilizada pelos patrões para coibir a democracia, é preciso, acima de tudo, ter coragem e a certeza dos motivos comuns que levam à luta.   

Neste ano, as dificuldades foram ainda maiores, já que os empresários tiveram uma desculpa a mais para tentar evitar a divisão dos lucros que acumularam durante 2008: a crise econômica.

Mesmo o Brasil sendo o primeiro país a sair da crise, mesmo com a economia apresentando crescimento e mesmo com a produção e as vendas retornando aos índices do período anterior à turbulência, muitos espertalhões tentaram usar o argumento da recessão para evitar a distribuição de tudo que conquistaram graças aos trabalhadores.

Somente entidades representativas com poder de negociação são capazes de enfrentar uma postura patronal como essa. Caso também dos metalúrgicos do ABC, que precisaram paralisar as fábricas para conquistar 6,53% de reajuste salarial e abono igual a um terço do salário médio.

Os resultados seguem a tendência dos cinco primeiros meses deste ano. Conforme avaliação do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), 96% das negociações asseguraram ao menos a recomposição das perdas, contra 89% do ano passado, no mesmo período. O percentual de negociações que não alcançaram aumento real também caiu de 11%, em 2008, para 4%, em 2009.

No final das contas, os aumentos obtidos favorecem tanto trabalhadores como empresários, já que a elevação do poder de compra resulta em aumento da produção e consequentemente, dos lucros. Um exemplo é a região do ABC, que deve receber a injeção de R$ 94 bilhões na economia após os acordos firmados pelos metalúrgicos.

Porém, a lógica não parece ser inteligível para muitos governos. É o caso do Estado de São Paulo. Mais uma vez, o ponto negativo das campanhas salariais cabe ao governador José Serra, que ainda recusa estabelecer um canal de negociação e permanece defendendo a privatização, terceirização e sucateamento dos serviços públicos, mesmo após a crise ter ensinado a importância do Estado como indutor do desenvolvimento.

Na capital paulista, a Guarda Civil Metropolitana mostrou qual a linguagem que as gestões comandadas por DEM e PSDB entendem, ao conseguir estabelecer uma mesa de negociação permanente, depois de entrar em greve pela primeira vez na história.

A Central Única dos Trabalhadores surgiu para defender um país mais justo e democrático, por isso, mesmo durante o recente período de dificuldade, defendeu o desenvolvimento com emprego e renda.

Permaneceremos nesse caminho ao lado de nossos Sindicatos e agora em defesa da redução da jornada sem redução de salário para que todos possam ter emprego e receber decentemente por colaborar com a formação de um novo Brasil baseado na distribuição de renda.

Adi Lima é presidente da CUT/SP