Metalúrgicos das montadoras
aprovam estado de greve

Os metalúrgicos das montadoras da base cutista nas regiões do ABC e Taubaté aprovaram, em assembleias no sábado (11), estado de greve e a realização de mais protestos nas fábricas. Os trabalhadores rejeitaram, por unanimidade, o índice de reajuste de 7% proposto pelos representantes patronais.

A mesma orientação foi aprovada pelos metalúrgicos de São Carlos (CGTB) e Tatuí (Força Sindical), que estão em campanha junto com a Federação dos Sindicatos Metalúrgicos (FEM-CUT/SP).

O aviso de greve foi encaminhado nesta segunda (13) à bancada patronal do Sinfavea (Sindicato Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), que terá 48 horas para se manifestar. A categoria determinou que se a bancada patronal não avançar na proposta econômica a greve geral por tempo indeterminado será deflagrada. 

Além das Montadoras, o Grupo 10 (lâmpadas, equipamentos odontológicos, iluminação e material bélico, entre outros) também não avançou na proposta econômica e a paralisação também atingirá as empresas do setor.

Acordos - Até agora houve acordo com as bancadas patronais do Grupo 3 (autopeças), Grupo 8 (trefilação, laminação de metais ferrosos; refrigeração, equipamentos ferroviários, rodoviários), Grupo 2 (máquinas e eletrônicos) e Fundição, que pagarão aumento salarial de 9% (4,29% de reposição da inflação, mais 4,52% de aumento real).

Mais informações:
www.fem.org.br

Crescimento econômico diminui
jornada de trabalho no País

O crescimento econômico reduziu a jornada de trabalho do brasileiro que, nos dois últimos anos, registrou uma queda de 3,4 pontos percentuais nas principais regiões metropolitanas do País. Do total de ocupados, 32% trabalhavam 45 horas ou mais por semana em julho de 2008. Em julho deste ano, o número de trabalhadores nessa situação recuou para 28,6%, segundo levantamento do jornal Valor Econômico, a partir de dados de três pesquisas do IBGE.

A queda de 3,4 pontos percentuais foi quase toda incorporada entre os ocupados que trabalham entre 40 horas e 44 horas por semana, que representavam 50,1% do total de ocupados, em 2008, e hoje são 53,8%.

A média de horas trabalhadas no País tende a cair também nos próximos anos, uma vez que uma série de acordos coletivos fechados pelos Sindicatos desde o início do ano prevê redução da jornada apenas a partir de 2011.

É o caso do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados (Sindpd) de São Paulo, que em março conquistou a jornada de 40 horas a partir de janeiro de 2011. O Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos, na Grande São Paulo, também acertou a redução da jornada de 44 para 42 horas, em 2011, e para 40 horas, a partir de 2012, para quase 500 empregados na Umicore. Outras fábricas já praticam jornada menor.

Jornada menor - Várias outras categorias têm negociado, nos últimos anos, reduções efetivas da jornada semanal de trabalho. Desde setembro de 2009, os 38 mil trabalhadores das indústrias farmacêuticas de São Paulo cumprem jornada de 40 horas. Os 81 mil metalúrgicos da região do ABC paulista também têm jornada reduzida.

Fonte: Valor Econômico
www.valoronline.com.br

Barão de Itararé lança gibi em defesa da Banda Larga

O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé acaba de lançar o gibi “Eu também quero internet com Banda Larga!”, que tem por objetivo ampliar o debate e a mobilização para garantir o direito ao acesso à internet de alta velocidade, usando uma linguagem leve e acessível para todos os públicos.

O gibi procura mostrar que o direito à comunicação e, portanto, o direito à Banda Larga depende da ação direta do Estado na garantia da oferta desse serviço. Como a principal iniciativa em curso nesse campo, apresenta o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que define metas e responsabilidades para massificar a internet no Brasil até 2014.

Informações - Para saber mais ou adquirir o gibi, entre em contato através do site www.baraodeitarare.org.br, do e-mail contato@baraodeitarare.org.br ou com Danielle Penha no telefone (11) 30541829.

Será que ele renuncia?

Chilena com dificuldades, compreensíveis, de entender o Brasil real (mestiçagem, trabalhadores, donas de casa, estudantes, aposentados, agricultores, pequenos negociantes, marreteiros etc.), Sylvia Mónica Allende Serra (1943) vem sendo escalada para atacar o governo/Dilma, buscando dar um tom mais emocional à disputa eleitoral.

Quem deveria fazer esse serviço? Fernando Henrique, pelo peso de ter sido Presidente e por sua inegável formação política (e ele é o passado) ou Aécio Neves (devido ao peso político de Minas e à sua trajetória política vitoriosa), que é o futuro tucano.

Colocar a mulher nessa pendenga revela enormes fragilidades e denuncia a completa solidão de Serra. Será que ele vai renunciar?

João Franzin
Jornalista da Agência Sindical

UGT sedia seminário sobre imigração no Mercosul

A União Geral dos Trabalhadores (UGT) sediará na próxima terça (14) e quarta-feira (15), a partir das 9h30, o “Seminário Internacional de Migrações e Livre Circulação: Estratégias sindicais para firmar as normas do Mercosul”, que tem o objetivo de trocar visões e traçar propostas de ação relacionadas às migrações trabalhistas na região. O local será o auditório da sede (rua Formosa, 367, 4º andar, Centro, São Paulo/SP).

O projeto é organizado pelo Instituto Internacional de Estudos e Capacitação do Sul (Incasur) e pela Confederação Sindical de Trabalhadores das Américas (CSA). A meta das duas entidades é promover políticas com os Sindicatos para que os imigrantes tenham livre circulação, igualdades de direitos e condições para um trabalho decente.

Informações - Os participantes devem confirmar a presença nos contatos:
Incasur (Ricardo Alvarellos – alvarellos1957@hotmail.com), IPROS (Paulo do Nacimento – pauloroberto-1@ig.com.ar) e CSA (Ingrid Pavezi – ingrid.pavezi@csa-csi.org).

 


João Franzin é jornalista
e assessor sindical




Informar certo,
reagir na hora

Por João Franzin

Os boatos que corriam, sexta, sobre os ataques da imprensa na reta final da campanha eleitoral se confirmaram. O objetivo dessa ação articulada – observe que o “Estadão” repercutiu em manchete domingo a matéria que iria sair na “Veja” – é criar um clima de histeria que: 1) Não deixe Serra levar uma surra nas urnas; 2) Leve o pleito para o segundo turno – e aí passe a imperar o vale-tudo; 3) Impeça o avanço eleitoral de candidatos a governos e ao Senado mais à esquerda; 4) Faça o denuncismo ter peso eleitoral.

Como outras denúncias virão – já que se trata de uma campanha articulada – vale adotar cautelas e providências, seguindo a velha fórmula de desmanchar/desorganizar com uma das mãos e construir/organizar com a outra mão.

Sendo assim, proponho a blogs, sites, veículos sindicais e outros não-alinhados ao denuncismo:

1. Sempre divulgar e repercutir as boas/ótimas notícias da economia, relacionando ganhos concretos para a Nação: crescimento do PIB; 14 milhões de empregos gerados; ascensão social de milhões de brasileiros; aumento no salário mínimo – e mais uma tonelada de boas notícias, ações governamentais e conquistas sindicais;

2. Relembrar e difundir as mazelas dos anos FHC e governos tucanos: desemprego em massa; achatamento do salário mínimo; privatizações criminosas; subserviência à política dos Estados Unidos; afundamento da plataforma da Petrobrás; compra do segundo mandato de FHC; pedágios abusivos – e mais uma tonelada e meia de problemas e ações governamentais contra os interesses do povo;

3. Criar o plantão 24 horas dos blogs, sem parar, até a apuração, dia 3. Ou seja, contra a ação de tropas regulares, respostas guerrilheiras, que desorganizem o campo adversário e orientem ações no nosso campo;

4. Divulgar, nos materiais sindicais, nos veículos não-conservadores e nos próprios blogs dos nossos candidatos os endereços desses blogs do nosso lado;

5. No campo sindical – uma vez massificadas as informações sobre os ganhos concretos e os riscos representados pela direita – promover atos unitários com as entidades e os trabalhadores;

6. No campo estritamente eleitoral, massificar as campanhas dos nossos aliados; aumentar a presença física das campanhas; distribuir o máximo de material à população e aos eleitores, ocupando o mais possível o espaço no terreno da batalha.

João Franzin é jornalista
e assessor sindical

joaofranzin@agenciasindical.com.br