Câmara adia comissão geral sobre
redução da jornada para 25 de agosto

A pedido de empresários, o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB/SP), transferiu do dia 19 para o dia 25 de agosto o debate em comissão geral sobre a proposta de redução da jornada de trabalho, já aprovada pela comissão especial e que o movimento sindical pressiona para que a votação no plenário ocorra logo.

Em reunião com Temer, na terça-feira (11), os empresários pediram ao presidente da Casa que cancelasse o debate, sob a alegação de que se trata “de uma questão tão delicada”. Mas o debate foi mantido, porém com nova data, a fim de que todos os convidados possam participar.

Pressão - A mobilização das Centrais Sindicais continua na Câmara, com dirigentes sindicais percorrendo os gabinetes dos deputados e pedindo apoio à aprovação da PEC 231/95, que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário e com acréscimo de 75% sobre as horas extras.

Jornada Nacional Unificada de Lutas
Confira aqui a programação dos atos pelas 40 horas na próxima sexta-feira (14) em todo o País.

Fonte: Diap
www.diap.org.br

Centrais, governo e aposentados não
chegam a acordo sobre reajuste

Foto: Wilson Dias / ABr

A reunião entre as Centrais Sindicais, entidades que representam os aposentados e o governo, a fim de definir um aumento real para o reajuste das aposentadorias daqueles que recebem benefícios acima do salário mínimo terminou sem acordo, na quarta-feira (12). Segundo sindicalistas, o governo sequer apresentou uma proposta de reajuste.

“A proposta do governo é que as Centrais e os aposentados deveriam concordar com a retirada de quatro projetos que estão no Congresso que tratam de aposentadoria, de fator previdenciário de aumento de salário mínimo, essas coisas todas. Com isso, o governo apresentaria uma proposta para cada um desses itens”, afirma o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira (Paulinho).
 
Sem decisão - Segundo Paulinho, o governo quer compromisso de rejeição dos projetos. “Como nós não temos autoridade dos nossos trabalhadores para decidir sobre isso, nós marcamos uma nova reunião para a próxima terça-feira, às 16 horas”, explica.

Mais informações:
www.cobap.org.br

Campanha pela aprovação da contribuição assistencial continua

Foto: Márcia Kalume / Ag Senado

Após sua aprovação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o parecer do senador Inácio Arruda ao projeto de lei que cria a taxa a ser descontada a favor dos Sindicatos, em razão da negociação da Convenção Coletiva de Trabalho, será submetido a mais uma votação, agora na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.

Segundo o coordenador nacional do FST (Fórum Social dos Trabalhadores), José Augusto da Silva, em audiência com a presidente da Comissão, senadora Rosalba Ciarlini Rosado, ficou acertado que a matéria entrará na pauta da reunião do colegiado marcada para o dia 19 de agosto, às 10 horas.
 
José Augusto ressalta que a mobilização das entidades e dirigentes sindicais das Confederações e Centrais Sindicais no Senado deve ser mantida, pois será fundamental para a aprovação do projeto.
 
Mais informações:
Telefone (61) 3217.7100
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Nestlé anuncia nova fábrica de leite no Interior paulista

A Nestlé Brasil planeja a construção de uma unidade de leite longa vida em Araraquara, Interior paulista, com capacidade de produção anual de 100 milhões de litros. O investimento previsto é de R$ 120 milhões.

A expectativa na cidade é que sejam criados 150 empregos diretos e 500 indiretos somente no processo de produção do leite. Outros mil empregos devem ser criados com o incremento da produção leiteira no município.

O investimento anunciado pela Nestlé foi o segundo no setor, nas últimas semanas. Em julho, a empresa fechou um acordo para arrendar uma fábrica da Parmalat, em Carazinho, no Rio Grande do Sul, por um prazo de 15 anos.

Lucros - Segundo o presidente da Nestlé, Ivan Zurita, o faturamento da empresa no Brasil cresceu 7,2% no primeiro semestre de 2009, na comparação com igual período do ano passado. As vendas tiveram crescimento real de 5,8%.

Fonte: O Estado de S. Paulo
www.estadao.com.br

 



João Guilherme V. Netto é consultor sindical



Emprego nas telecomunicações


Por João Guilherme V. Netto

Não me canso de elogiar o trabalho do Dieese como fonte privilegiada de informações úteis para o movimento sindical. Recentemente, em julho deste ano, foi publicado em “Estudos e pesquisas” número 46 o texto “O Emprego no Setor de Telecomunicações 10 anos após a Privatização”. Merece ser lido.

Estruturado em três partes, além de uma introdução, apresenta um histórico do setor, do processo de privatização e dos rumos recentes da prestação de serviços telefônicos; em seguida analisa as mudanças ocorridas no emprego formal do setor e dedica especial atenção ao teleatendimento (que não é considerado pela Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE – como pertencente ao setor de telecomunicações).

O Dieese registra que o emprego formal nas telecomunicações caiu entre 1994 e 1998 (imediatamente antes das privatizações), recuperou-se em 1999 e 2000, voltou a cair de 2001 a 2003 e, somente depois de 2004, voltou a crescer de forma acelerada.

O estudo, ao englobar o teleatendimento, apesar do olhar vesgo da CNAE, é a primeira contribuição para um conhecimento mais aprofundado do setor como um todo e um estímulo para novos estudos que levem em conta também os terceirizados do setor e até mesmo os informais.

Qualquer ativista ou dirigente sindical telefônico deveria fazer do estudo do Dieese um ponto de partida para suas informações sobre o emprego no setor.

O estudo pode ser obtido pelos associados do Dieese (www.dieese.org.br) ou através do Departamento de Imprensa do Sintetel (sintetel@sintetel.org.br).

João Guilherme V. Netto é membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores