Centrais Sindicais lançam manifesto denunciando impostura de Serra As Centrais Sindicais lançaram manifesto conjunto, na última quarta-feira (7), alertando a população sobre a manipulação de informações que o candidato do PSDB à presidência, José Serra, tem feito no rádio e na televisão a respeito de supostas medidas que teria proposto em prol dos trabalhadores. O manifesto repercutiu até mesmo na mídia serrista, que está pedindo uma resposta do tucano – que até agora não veio. O texto assinado pela Força Sindical, CUT, Nova Central, CGTB e CTB denuncia que o candidato tem se apresentado como o responsável pela criação do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e por tirar do papel o seguro-desemprego. “Não fez nenhuma coisa, nem outra. Aliás, tanto no Congresso Nacional quanto no governo, sua marca registrada foi atuar contra os trabalhadores”, diz. O manifesto esclarece, por exemplo, que o seguro-desemprego foi criado pelo decreto presidencial nº 2.284, de 10 de março de 1986, assinado pelo então presidente José Sarney. Sua regulamentação ocorreu em 30 de abril daquele ano. O FAT, foi criado pelo Projeto de Lei nº 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB-RS). As Centrais lembram ainda que o candidato tucano votou reiteradamente contra os trabalhadores durante a Assembleia Nacional Constituinte (1987/1988). Constituinte - “Serra não votou pela redução da jornada de trabalho para 40 horas; não votou pela garantia de aumento real do salário mínimo; não votou pelo abono de férias de 1/3 do salário; não votou para garantir 30 dias de aviso prévio; não votou pelo aviso prévio proporcional; não votou pela estabilidade do dirigente sindical; não votou pelo direito de greve; não votou pela licença paternidade; não votou pela nacionalização das reservas minerais”, desmascara o manifesto. Clique aqui para ler a íntegra.
LDO prevê mesmo reajuste para salário mínimo e aposentadorias A política de ganho real do salário mínimo deve ser estendida, em 2011, às aposentadorias e pensões com valor acima do salário mínimo. Apesar do índice de reajuste ter ficado em aberto, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovada no Congresso Nacional, na última quinta-feira (8), incorporou uma emenda do senador Paulo Paim (PT-RS), que beneficia os aposentados e pensionistas.
A emenda, fruto de negociações com as Centrais Sindicais, teve a intenção de garantir o mesmo reajuste dado ao salário mínimo que vai vigorar a partir de 1º de janeiro do ano que vem aos benefícios previdenciários. “Essa é uma grande vitória, que temos buscado incansavelmente há vários anos”, ressalta Paim. “É uma conquista importante. Afinal de contas estamos num ano eleitoral e precisávamos de mecanismos para garantir os direitos dos aposentados e pensionistas brasileiros”, disse o presidente nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, que participou ativamente das negociações. Aposta - O acordo fechado também abre caminho para a busca de reajuste mais vantajoso para o mínimo, em relação ao que seria garantido pela proposta inicial do relator da LDO, senador Tião Viana (PT-AC). Segundo Patah, as Centrais apostaram nesse entendimento, tendo invocado ainda o acordo para que o princípio do ganho real seja aplicado aos aposentados do regime geral da Previdência. Fonte: UGT
América Latina salva Europa O jornal Brasil Econômico, da segunda (12 de julho de 20107), deu com destaque matéria de capa e manchete interna dizendo: “América Latina é a bola da vez da Europa”. O texto diz: “Diante de um quadro recessivo, países europeus enxergam os latinos com demanda interna aquecida como parte da solução dos problemas globais”. O periódico econômico vai mais além e entrevista cinco altos executivos (Santander, FMI, BID, Sobeet e BC do Chile), que, unanimemente, mostram otimismo com relação à região. Henrique Iglesias, ex-presidente do BID, é claro: “A América Latina tem hoje uma grande capacidade de demanda, assim como de oferta. E se torna uma grande oportunidade para países europeus. É parte da solução, e não dos problemas”. Como se vê, os fatos derrubam as teses econômicas e principalmente os preconceitos. Afinal, segundo a elite branca da mídia, Chávez, Correa, Lula, Evo, Lugo e os Kirchner iriam acabar com o continente! Mais informações:
São Paulo: centro da batalha Toda luta tem um centro, um fator que decide. Numa eleição, esse fator é a quantidade de votos.O Brasil tem hoje cerca de 130 milhões de eleitores. Destes, mais de 29 milhões estão concentrados no Estado de São Paulo. O movimento sindical, que, em sua esmagadora maioria, está com Dilma, precisa ficar atento a esse fato, ou seja, aos mais de 29 milhões de paulistas, onde 51,99% são votos femininos. Deve levar em conta, também, que, hoje, José Serra, ganha a batalha nesse terreno, pela forte presença do PSDB entre os paulistas, pela hegemonia do partido que já dura duas décadas e pelo fato óbvio de que Serra é amplamente conhecido do povo paulista. Portanto, é aqui, no Estado mais rico e estruturado da União, que a campanha de Dilma deve ir pra ofensiva com o movimento sindical. É uma ação, que se fosse eu, faria assim: 1) Divulgaria amplamente, entre os próprios trabalhadores, os ganhos dos trabalhadores e do povo mais pobre durante o governo Lula; 2) Compararia, mais com números e menos com discursos, os governos Lula e FHC; 3) Organizaria ações específicas para a mulher trabalhadora, porque, além de ser maioria no eleitorado, é junto às eleitoras que Dilma tem pior performance. Isso ajuda. Mas não basta. O trabalhador formal já tem, de certa forma, consciência dos avanços com Lula. Falta fazer com que ele multiplique esse conhecimento para seu círculo profissional, familiar e social. É precisar crescer ainda mais para baixo. Há uma grande faixa da população de pobres, de informais, de moradores das periferias extremas que não têm consciência clara dos avanços por meio dos aumentos no salário mínimo, dos ganhos dos aposentados, dos benefícios do Luz Para Todos, do Bolsa Família e de outros avanços. É nessa faixa que Dilma pode crescer mais. E o movimento sindical é uma das poucas forças da sociedade que podem chegar nesse povão e que sabe como conversar com esses eleitores. João Franzin
Terceiro Programa de Sensibilização terá encerramento na SRT
Além de fazer uma retrospectiva do programa, que teve duração de cinco meses, os participantes também conhecerão os resultados do trabalho de fiscalização desenvolvido pela Superintendência, que tem colocado o Estado de São Paulo na liderança do respeito ao trabalho das pessoas com deficiência, em relação a outros estados brasileiros. Lançado em 24 de fevereiro, o programa foi composto de 9 encontros de sensibilização, um fórum de atualidades e visitas a 12 experiências bem sucedidas em fábricas, escritórios, rede de distribuição farmacêutica, setor de carnes e derivados, escolas, órgãos públicos e entidades. Participe - O endereço da Superintendência é rua Martins Fontes, 109, Centro de São Paulo (Próximo à estação Anhangabaú do metrô). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até a próxima sexta-feira (16) através do e-mail do Espaço Cidadania (ecidadania@ecidadania.org.br). Mais informações:
Produção de automóveis bate recorde no primeiro semestre A produção de veículos no Brasil saltou para 1,75 milhão de unidades no primeiro semestre de 2010, contra 1,47 milhão no primeiro semestre de 2009 – um recorde da indústria automobilística brasileira. As vendas no mercado doméstico subiram 4,6%. Em maio foram licenciados 251,1 mil veículos, enquanto em junho o número subiu para 262,8 mil. |
Governo precisa criar PAC da qualificação Por Miguel Torres O governo está apostando todas as suas fichas na solidez da economia e nos Programas de Aceleração do Crescimento (PACs), mas as atuais condições de trabalho e a falta de profissionais qualificados para sustentar o crescimento e a conclusão das obras podem transformar nosso futuro num pesadelo. Por isso, defendo um PAC 3 – o PAC da qualificação e da valorização do trabalhador, de forma a garantir os PACs 1 e 2. E o que seria o PAC 3? Um programa para a qualificação profissional com investimentos em programas de treinamento e para a criação de condições efetivas para mais segurança no trabalho (menos horas extras), mais tempo para consumir cultura, educação (redução da jornada semanal para 40 horas) e se relacionar de forma democrática com o empregador, buscando mais qualidade e produtividade. Qual é a situação hoje? Jornadas extenuantes, com excesso de horas extras, acidentes de trabalho, pouco tempo para a cultura e educação, relações conflituosas com empregadores e desemprego por falta de qualificação (6,5 milhões de desempregados). Uma empresa como a ThyssenKrupp, que acabou de inaugurar uma siderúrgica no Rio, mandou 210 empregados estudarem na Alemanha, treinou por sua própria conta outros 1.700 e “importou” 600 chineses para a obra. O estaleiro Atlântico Sul (PE) trouxe de volta do Japão 200 soldadores brasileiros. Isso acontece porque Senai, Senac e Senar, órgãos do “Sistema S”, treinam apenas 20% de sua mão de obra, com recursos milionários arrecadados das folhas de pagamento. E cobram para fazer isso, numa atitude a meu ver irregular, que o MEC tentou, mas não conseguiu mudar. As grandes empresas investem recursos próprios na qualificação de profissionais para suas vagas, mas as pequenas e médias não têm esses recursos, embora sejam quem mais oferece empregos. De pouco vale os ministérios do Trabalho, da Educação e da Ciência e Tecnologia afirmarem que também as empresas têm de contribuir. Têm, mas poucas podem fazer isso por terem acesso ao crédito barato do BNDES. As menores, não. Faltam soldadores, operadores de máquinas, técnicos de manutenção, pedreiros, azulejistas, padeiros, caixas, garçons etc. Embora perto de 6 milhões de trabalhadores já recebam, anualmente, algum tipo de qualificação, será preciso formar mais 1,3 milhão neste ano, quando mais 1,7 milhão de pessoas entrarão no mercado de trabalho. Os programas de qualificação do governo FHC, que chegaram a treinar 2 milhões de trabalhadores por ano, foram interrompidos e muito pouco foi colocado no lugar. O programa similar, tocado pelo Ministério do Trabalho, não treina 300 mil pessoas por ano! O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, tem pregado no deserto, pleiteando mais recursos para a qualificação, mas a equipe econômica cortou o orçamento. No último ano de seu governo, Lula precisa ouvir três ministérios (Trabalho, Educação, Ciência e Tecnologia), aprovar créditos suplementares e iniciar programa de qualificação significativo. Basta ir ao Sine (Site Nacional de Empregos) ou ao Centro de Solidariedade da Força Sindical para ver a tragédia: empresas oferecendo vagas, trabalhadores se candidatando, mas não as preenchendo por falta de qualificação. O governo precisa criar um PAC 3 e apoiar, entre outras coisas, a redução da jornada semanal para 40 horas, sem horas extras. Com mais tempo livre, o trabalhador poderá melhorar sua qualidade de vida consumindo cultura ou requalificando-se profissionalmente. Miguel Torres é presidente em exercício da Força Sindical e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes. Publicado originalmente no jornal Folha de S.Paulo (12 de julho de 2010) |
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