Na política, a fama, justa ou injusta, derruba ou ergue reputações. Esse critério vale para todos, inclusive para Guilherme Afif Domingos, político de origem malufista e hoje colado no tucanato, na condição de vice de Geraldo Alckmin. E Afif carrega o peso de uma fama. A fama de ter tirado zero, segundo avaliação do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), quando era deputado constituinte, no final dos anos 80, cavalgando 508.931 votos.
Na análise do comportamento do parlamentar, o livro do Diap aponta: “De discurso progressista e prática conservadora, sua atuação na Constituinte certamente contrariou seu eleitorado. Votou contra a proteção da empresa nacional e disse não à nacionalização das reservas minerais. Absteve-se quanto à licença-paternidade, mas não teve dúvidas em apoiar a UDR, votando contra a reforma agrária. Disse não ao direito de voto aos 16 anos e votou contra o tabelamento de juros”. Está tudo lá no livro (editado em 1988 pela Oboré e pela Cortez) que mede, criteriosamente, o comportamento dos constituintes em dez matérias trabalhistas. Amanhã, publicaremos o voto de Afif item por item.
Diap repudia agressão de Afif Domingos no programa CQC O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), entidade criada, mantida e dirigida por entidades sindicais de trabalhadores, vem a público repudiar a declaração do ex-constituinte Afif Domingos, do DEM de São Paulo, veiculada no dia 10 de maio de 2010 no programa televisivo CQC, da TV Bandeirantes, na qual chama o órgão de fascista. O ex-deputado foi um dos mais ausentes dos trabalhos constituintes, como bem demonstrou o saudoso Mário Covas no debate entre os candidatos presidenciais na eleição de 1989, e, quando compareceu ao plenário, foi para votar contra o povo e os interesses nacionais. Foi nota zero na Constituinte por ter votado contra: 1) os direitos sociais dos trabalhadores, 2) a reforma agrária, 3) o direito de voto aos 16 anos, 4) a proteção da empresa nacional e do subsolo brasileiro (Fonte Diários da Assembleia Nacional Constituinte e página 579 do livro “Quem foi Quem na Constituinte”). Além disto, foi a favor da comercialização de sangue humano ao votar contra a emenda que vedava a mercantilização de órgãos, tecidos e substâncias humanas para fins de transplantes, pesquisa e tratamento, bem como a coleta, processamento e transfusão de sangue e seus derivados. (Fonte Diário da Assembleia Nacional Constituinte, 18 de maio 1988, páginas 10458 a 10463). Uma das características dos fascistas é não tolerar que suas atitudes, comportamentos e votos, mesmo no exercício de cargos públicos, sejam divulgados à população. Celso Napolitano
Deu no Blog do Miro O programa CQC, da TV Bandeirantes, registrou uma cena insólita na cobertura do lançamento do tucano Geraldo Alckmin ao governo paulista. O seu vice, o demo Guilherme Afif Domingos, conhecido por suas posições direitistas, teve a caradura de rotular o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) de “órgão fascista”. Ele perdeu a compostura quando a repórter Mônica Iozzi lembrou que o ex-constituinte tirou nota zero por votar contra os anseios dos trabalhadores. A Agência Sindical foi a primeira a registrar, indignada, esta atitude desrespeitosa do dirigente do DEM. “Além de agredir uma instituição honrada, Afif faltou com a verdade, porque o Diap nunca teve poder deliberativo e não se conhece qualquer pressão que tenha exercido sobre parlamentares. Afif é um vice problemático para Alckmin, tendo em vista sua arrogância ante as organizações dos trabalhadores. Vale lembrar que, além daquele zero, em 1988, 20 anos depois – como secretário de Emprego e Relações do Trabalho, na gestão de José Serra no governo – ele fechou o Ceret (Centro Educativo Recreativo e Esportivo do Trabalhador), em São Paulo, acabando com o único espaço público de lazer da classe trabalhadora em todo o Estado”. Altamiro Borges é jornalista e editor da revista Debate Sindical
Força repudia agressão infeliz de Afif ao Diap A Força Sindical repudia veementemente a infeliz declaração e a agressão gratuita por parte do sr. Afif Domingos, que chamou o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) de “órgão fascista” durante entrevista concedida ao programa CQC, exibido pela TV Bandeirantes. Ressaltamos a importância e o valoroso trabalho prestado pelo Diap não somente às entidades sindicais, mas para o fortalecimento da democracia em nosso País. Suas conceituadas análises, e a divulgação objetiva e transparente dos atos do Congresso Nacional, tornaram o órgão um instrumento de credibilidade perante toda a sociedade brasileira. Direção Executiva
Lei Áurea completa 122 anos de liberdade A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) da Presidência da República anuncia, nesta quinta-feira, dia 13 de maio, uma série de novas medidas e projetos para marcar os 122 anos da Abolição da Escravidão no Brasil. Programas - As novas ações, que serão desenvolvidas ao longo do ano, contemplam, sobretudo, as áreas de educação e segurança pública, incluindo aquelas destinadas à qualificação de gestores públicos para lidar com a discriminação racial e de gênero nas instituições. Mais informações:
Grito da Terra 2010 rechaça ataque ruralista à agricultura familiar A 17ª edição do Grito da Terra Brasil reuniu em Brasília, na quarta-feira (12), delegações de trabalhadores rurais de todo o País. A Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), que organiza o evento, concentrou a manifestação em frente ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), alvo dos ruralistas que querem acabar com o ministério. “Não somos iguais aos ruralistas, somos os que plantam para alimentar o campo e a cidade. A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) só produz grão para exportação, não se preocupa com a segurança e soberania alimentar”, afirma a Contag, denunciando que a entidade ruralista “faz campanha para que o capital estrangeiro compre terras no Brasil”. Atos - À tarde, os manifestantes se concentraram em frente ao prédio do Ministério do Trabalho. Após a manifestação, seguiram em passeata até o Congresso Nacional – onde foram cobrar dos parlamentares a aprovação de projetos importantes como a PEC contra o trabalho escravo e os que tratam da remuneração pela prestação de serviços ambientais, do enquadramento sindical, entre outros. Os dirigentes sindicais também foram recebidos pelo presidente Lula. Mais informações:
Lucro do Banco do Brasil é o segundo da história do setor O lucro líquido do Banco do Brasil no primeiro trimestre de 2010 foi de aproximadamente R$ 2,4 bilhões, o segundo maior da história dos bancos brasileiros, atrás apenas do resultado do Itaú Unibanco. O resultado é 41,2% superior ao apurado em igual período do ano passado. |
Apelo à UGT Por João Guilherme Vargas Netto Nos últimos anos, o movimento sindical brasileiro tem sido vitorioso em suas lutas. Uma das chaves desse sucesso é a unidade de ação das Centrais Sindicais. Esta unidade tem impulsionado o movimento e garantido o fortalecimento de todos os seus componentes. Agora, face aos desafios colocados à sociedade e aos trabalhadores pela disputa eleitoral de 2010, o conjunto amplo do movimento vai realizar dia 1º de junho, no Pacaembu, a grande Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, para aprovar a plataforma unitária de reivindicações e lutas e o manifesto dos trabalhadores – documentos a serem apresentados a todos os candidatos. Ao conseguir avançar com esse propósito, as direções sindicais têm evitado os dois obstáculos que, em 1982, inviabilizaram a realização da Conclat II: a disputa burocrática sobre “quem participa e quem vota” (o famoso artigo 8º) e a incapacidade de resolver sindicalmente os desafios eleitorais (1982 foi o ano em que, apesar da ditadura militar, os governadores voltaram a ser eleitos diretamente, com as candidaturas apresentadas pelos partidos que já existiam e os novos). Com as lições do passado bem assimiladas e com o empenho unitário, o movimento fará um ato maciço e representativo, de cunho eminentemente sindical, fortalecendo-se nas legítimas disputas partidárias eleitorais de 2010. Mas ainda falta alguma coisa de peso. É preciso que a UGT – Central respeitável e respeitada – participe junto com a maioria do movimento na realização do encontro sindical. As razões que levaram a entidade a se afastar da preparação e da realização da conferência do Pacaembu podem ter sido razoáveis; afinal, tratava-se de garantir o caráter não partidário do evento de junho, que não estava assegurado. Hoje, é consenso o tratamento sindical unitário e apartidário do evento. Mudaram as circunstâncias e, portanto, deve-se reavaliar a decisão abstencionista da UGT. Esse é o apelo. Ainda é tempo e esperamos que a UGT, sob a presidência de Ricardo Patah e com a sensibilidade provada de suas direções, vá ao Pacaembu. Este apelo encontra eco em inúmeras entidades fortes filiadas à UGT e goza do crédito decorrente das experiências positivas de unidade, nas quais a UGT tem se mostrado valorosa. Reforço o apelo citando o grande poeta Bertolt Brecht: “Não se afaste de nós |
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