A 1ª Semana de Saúde do Trabalhador, iniciada em 14 de maio de 1979, foi um marco na história das lutas do movimento sindical. Com o lema “Saúde não se Troca por Dinheiro”, apontava para a necessidade da atenção à saúde dos trabalhadores pelo Estado e alertava para o perigoso desrespeito às condições de trabalho e vida em troca de poucos benefícios econômicos. A partir daquele momento, as Cipas, os Sesmts e os trabalhadores em geral perceberam a importância da defesa de sua saúde. Nas Convenções Coletivas de Trabalho daquele ano, já começaram a ser inseridas cláusulas sobre prevenção de acidentes de trabalho. Convite - Diante da importância histórica do fato e a repercussão que traz para o presente, o Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região promove uma atividade comemorativa desta importante data, na próxima quarta-feira (14), na praça de eventos do Osasco Plaza Shopping. Cada participante receberá um exemplar do Gibi dos Trabalhadores, produzido naquela data por 49 Sindicatos e seis Federações que se uniram para dar visibilidade a este grave problema social. Clemente - Se um nome marca esses 30 anos, é o nome de Carlos Aparício Clemente, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e, sem dúvida, o sindicalista brasileiro mais qualificado nesse tema. Uma das bandeiras atuais de Clemente é a inclusão profissional e cidadã dos portadores de deficiência. Como dizia Brecht, “há os que lutam sempre...” Serviço: Clique aqui e confira a programação Mais informações:
Metalúrgicos de São Paulo preparam 11º Congresso
As próximas reuniões serão realizadas nos dias 15 de maio (com delegados da Zona Sul), 22 (das Zonas Oeste e Norte) e 29 (na sede de Mogi das Cruzes). Segundo o presidente do Sindicato, Miguel Torres, o objetivo das reuniões é aprofundar a discussão sobre os temas que serão levados ao Congresso, além de uma oportunidade para os delegados de base opinarem sobre o que desejam incorporar às ações da entidade. A mobilização para a Campanha Salarial deste ano entrará na pauta de discussão, diante das dificuldades impostas ao País pelas repercussões da crise financeira internacional. Diretrizes - “O Congresso vai tirar linhas da organização da categoria e as ações da diretoria no novo mandato. Vamos ter uma campanha salarial difícil, por causa da crise financeira, e precisamos discutir como vamos fazer esta campanha, para garantir o aumento real e demais benefícios da nossa Convenção Coletiva”, afirma Miguel Torres. Mais informações:
Fórum Sindical mobiliza bases contra votação da Emenda 3O enfrentamento da Emenda 3, que acaba com o registro em Carteira, une e mobiliza o sindicalismo. Uma das forças que atuaram contra a emenda foi o Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST), que tem sua principal base de apoio nas Confederações. O FST relata que, desde terça-feira (12), sindicalistas ligados às Confederações, Centrais, Aposentados (Cobap) e diversas entidades sindicais dos Correios estiveram num trabalho de mobilização no Aeroporto de Brasília, fazendo corpo a corpo junto aos parlamentares (senadores e deputados), presidentes de partidos, lideranças partidárias no Congresso e ministro do Trabalho. O esforço concentrado deu resultado. Graças ao empenho dos sindicalistas, que depois estiveram no Congresso Nacional, buscando convencer as lideranças em seus gabinetes e nas audiências públicas que ocorriam em diversas comissões, vários líderes partidários solicitaram a retirada dos projetos polêmicos da pauta de votação dos vetos presidenciais. Adiamento - O presidente do Congresso, senador José Sarney, deferiu liminarmente os requerimentos, ficando para outra data, ainda a ser definida, a votação exclusiva das matérias polêmicas, conforme informou o senador Paulo Paim à coordenação nacional do FST. O resultado da intensa mobilização sindical foi a garantia de que o veto não será submetido a votação. Isso não significa, no entanto, que a Emenda 3 não possa ser apreciada em nova data. Cabe, portanto, manter a vigilância e a mobilização. Mais informações:
Bancárias da Nossa Caixa terão licença-maternidade maior Foto: Gerardo Lazzari Agora, os bancos que garantem às suas funcionárias o direito de permanecer dois meses a mais com o filho são Nossa Caixa e BNB, Banco do Brasil, VR, Caixa Federal e ING. As negociações também estão em andamento com a direção do Intercap e do Safra. Mais informações:
Seminário da UGT discute participação
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O Congresso Nacional está prestes a apreciar o veto presidencial à Emenda 3, incluída no projeto de lei que criou a Receita Federal do Brasil. A emenda, proposta pelo Senado, foi rejeitada pelo presidente Lula em 2007 após forte campanha do movimento sindical. A emenda propõe condicionar a atuação fiscalizadora do Ministério do Trabalho e Emprego e da Receita Federal do Brasil quando constatada relação de trabalho fraudulenta ao prévio exame da situação pela Justiça Federal e do Trabalho. Caso aprovada, essa norma retirará do trabalhador o direito de ser protegido pelo Estado contra práticas de contratação precarizantes, disfarçadas de trabalho autônomo, eventual ou sem vínculo de emprego, além de inviabilizar o combate ao trabalho escravo. Os prejuízos dessa medida são imensuráveis para a classe trabalhadora. O primeiro efeito prático será a suspensão de toda legislação que protege o empregado. Isso porque todo o ato praticado entre empregador e empregado terá validade jurídica, mesmo que for contrário aos princípios básicos do direito trabalhista. A medida prevê o afastamento de qualquer agente estatal, deixando a possível sanção apenas após provimento judicial que venha reconhecer o trabalhador como empregado. Na prática, todo e qualquer empregador poderá trocar empregados por autônomos e ter o direito de não sofrer qualquer ação administrativa do Estado brasileiro. Assim, não haverá como exigir pagamento de férias, FGTS, 13º salário, horas extras, aposentadoria, licença-maternidade, cumprimento de normas de segurança e saúde, entre outros direitos previstos pela lei. Décadas de legislação produzida pelo próprio Congresso Nacional para efeito de regulação dos fenômenos trabalhistas, prevenção de fraude e em favor do equilíbrio social poderão ter sua eficácia comprometida. A aprovação da medida também ferirá os compromissos internacionais assinados pelo País, especialmente em relação ao conjunto de convenções firmadas perante a Organização Internacional do Trabalho (OIT), deixando o Brasil em situação delicada. Igualmente, viola frontalmente o princípio da separação dos poderes, na medida em que vincula, previamente, a atividade de fiscalização do Poder Executivo ao Poder Judiciário. O dispositivo também fere o artigo 7º, inciso II da Lei Complementar 95, que dispõe sobre a elaboração das leis, e também o artigo 59, Parágrafo Único, da Constituição Federal, pois não guarda afinidade, pertinência ou conexão com o projeto em que foi incluída, o de criação da Receita Federal do Brasil. Pelas razões apresentadas o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), a Associação Nacional dos Magistrados Trabalhistas (Anamatra), a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Sindical), a Federação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Fenafisp), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), a Central Sindical de Profissionais (CSP), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), a Força Sindical, a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) alertam a sociedade e, de forma especial os trabalhadores, para a gravidade do tema, ao tempo em que expressam publicamente a certeza e confiança de que o Congresso Nacional manterá o veto presidencial, num ato de respeito à legislação trabalhista, tributária e constitucional e à valorização dos trabalhadores brasileiros. |
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