Contag pede políticas públicas voltadas
à melhoria da renda do produtor

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), Alberto Broch, afirmou que o ano de 2009 foi muito importante para a agricultura familiar brasileira, mas o País ainda necessita de políticas no sentido de melhorar a renda do pequeno agricultor.

Broch destaca que, além dos R$ 15 bilhões para o Pronaf, houve avanços como o programa aprovado no Congresso Nacional da lei da merenda escolar, onde 30% de todos os produtos comprados devem ser provenientes dos pequenos produtores. Ele cita também as melhorias do Programa de Aquisição de Alimentos. Outra iniciativa importante conforme o sindicalista foi o seguro investimento, negociado no último Grito da Terra.

Melhorar renda - Segundo o presidente da Contag, apesar dos avanços, a falta de políticas voltadas à melhoria da renda é preocupante porque a alta dos preços agrícolas não se transfere para o pequeno agricultor e fica nos intermediários.

“Tememos que, mesmo com todas estas políticas públicas, mesmo com todas as conquistas, nós tenhamos um aumento do endividamento. Existe um descompasso enorme entre os nossos custos de produção e aquilo que o produtor recebe”, ressaltou.

Fonte: Diap (Canal Rural)
www.diap.org.br

Novas coberturas não terão impacto
em reajuste de planos de saúde

O presidente em exercício da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Alfredo Cardoso, afirma que a nova relação de 70 procedimentos e coberturas obrigatórias não aumentará o valor do reajuste anual dos planos de saúde particulares. A lista com as novas coberturas médicas e odontológicas foi anunciada terça-feira (12) e deve entrar em vigor a partir do dia 7 de junho.

Alfredo Cardoso lembra que em 2008, quando a ANS divulgou novos procedimentos obrigatórios, o reajuste foi de 6,76%, sendo 1% referente ao rol divulgado no ano. Na ocasião, foram anunciados 150 novos procedimentos, mais do que o dobro do divulgado ontem.

As mudanças atendem cerca de 44 milhões de pessoas que têm planos de saúde contratados a partir de 2 de janeiro de 1999. O transplante de medula óssea feito por doação de outra pessoa viva é um dos novos procedimentos obrigatórios a partir de junho. O plano é obrigado a cobrir todas as consultas necessárias, mas não está incluído na cobertura o medicamento domiciliar.

Cobertura - Até agora os planos de saúde eram obrigados a cobrir transplantes apenas quando eram feitos de forma autóloga (da pessoa para a mesma pessoa). Os planos cobriam também transplantes de rim e de córnea com doações de terceiros.

Fonte: Agência Brasil
www.agenciabrasil.gov.br

FGTS amplia investimento em infraestrutura urbana


Paulo Furtado, Marcio Fortes e André Figueiredo no Conselho

O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aprovou, na terça-feira (12), a ampliação do investimento em infraestrutura para este ano. Serão aplicados, ao todo, R$ 8 bilhões em obras de mobilidade urbana sobre trilhos ou pneus, com ênfase nas cidades onde ocorrerão as Olimpíadas e a Copa do Mundo no Brasil.

Com a ampliação, o orçamento do FGTS para este ano salta de R$ 23,6 bilhões para R$ 31,6 bilhões, sendo R$ 19 bilhões para aplicação em habitação popular, R$ 4.6 bilhões para obras de saneamento básico e R$ 8 bilhões destinados a infraestrutura urbana por meio do Pró-Transporte.

Obras - Serão beneficiadas prioritariamente as cidades de Brasília (DF), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE), Cuiabá (MT), Salvador (BA), Recife (PE), Manaus (AM), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG), locais onde serão realizadas competições da Copa 2014 e Olimpíadas 2016.

Mais informações:
www.mte.gov.br

Bancários param agência devido ao calor em São Paulo

Os funcionários de uma agência da Nossa Caixa, localizada na avenida Guilherme Cothing, na Zona Norte da capital paulista, decidiram entrar em greve, na terça-feira (12), em protesto contra as péssimas condições de trabalho, em razão do forte calor que faz nas instalações devido à falta de ar-condicionado.

Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, a agência não possui janelas e desde outubro de 2009 o equipamento parou de funcionar. “Não tem condição de trabalho, os clientes desmaiam e os funcionários passam mal”, afirma Francisca Albuquerque, representante do Sindicato na região.

Conserto - O Sindicato informa que os funcionários da agência solicitaram diversas vezes à Nossa Caixa a manutenção do equipamento quebrado, mas não obtiveram sucesso. E, devido à insalubridade do local, decidiram realizar a paralisação.

Fonte: Uol
www.uol.com.br

Sindicalistas fundam UGT Rondônia
em congresso no sábado (16)

Sindicalistas de várias categorias profissionais realizarão no próximo sábado (16), em Porto Velho, o congresso de fundação da União Geral dos Trabalhadores (UGT) em Rondônia. O evento de criação da UGT Rondônia será realizado no Hotel Vila Rica (Avenida Carlos Gomes, 1.616, Centro), a partir das 8 horas.

A programação do congresso inclui a aprovação do regimento interno, apresentação do Manifesto da UGT, uma exposição sobre a situação do mercado de trabalho em Rondônia, apresentação do projeto social “De um Sorriso de Alegria”, aprovação do estatuto, eleição e posse da nova executiva estadual e integrantes do Conselho Fiscal.

Segundo o presidente da UGT Nacional, Ricardo Patah, a entidade chega a mais um estado brasileiro, para “levar sua proposta de sindicalismo ético, transparente e inovador”. “A UGT estabelecerá junto aos Sindicatos e associações de Rondônia uma agenda propositiva, que terá como elemento fundamental a cooperação e a construção de políticas que valorizem a ação sindical e fortaleçam as organizações”, afirma.

Mais informações:
www.ugt.org.br

Crédito habitacional da Caixa quase dobrou em 2009

O crédito habitacional ofertado pela Caixa superou R$ 45 bilhões em 2009. Em 2008, esse valor ficou em cerca de R$ 23 bilhões. Para este ano a expectativa de crescimento nas operações da instituição é principalmente para o crédito habitacional.

 


Carlos Cordeiro é presidente da Contraf/CUT; Artur Henrique é presidente nacional da CUT

Lucros e demissões
nos bancos

Entra ano, sai ano e os bancos continuam lucrando muito no Brasil, com escassas contrapartidas sociais. Em 2009 não foi diferente. Eles não foram atingidos pela crise financeira mundial, ficaram ainda mais concentrados em grandes instituições, seguiram praticando altas taxas de juros, tarifas abusivas e spread (a diferença entre o custo de captação e de empréstimo do dinheiro) elevadíssimo e cortaram empregos.

Os números apurados até o terceiro trimestre antecipam nova safra de ganhos astronômicos. Os cinco maiores bancos acumularam lucro líquido de R$ 22,1 bilhões, a maior rentabilidade da economia brasileira. No mesmo período, entretanto, eles fecharam 2.076 postos de trabalho, segundo levantamento trimestral elaborado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Os bancos desligaram 22.803 bancários e contrataram 20.727. É uma inversão do que ocorreu nos primeiros nove meses do ano passado, quando houve um aumento de 14.366 vagas (44.614 contratações e 30.248 dispensas). O estudo toma por base dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.

Os dados do Caged não permitem separar as contratações e desligamentos por instituição, mas apenas por segmento do sistema financeiro: bancos comerciais, bancos múltiplos, bancos de investimentos e caixas econômicas. Como neste último segmento só existe a Caixa Econômica Federal, que abriu só no primeiro semestre um total de 3.172 empregos, e não tem havido demissões no Banco do Brasil e outros bancos públicos, a conclusão é de que o fechamento de vagas está mesmo concentrado nos bancos privados, principalmente por causa dos processos de fusão do Itaú Unibanco e do Santander e Real, ainda em andamento.

Os bancos andam, portanto, na contramão do movimento que a economia brasileira está trilhando. Enquanto os demais setores criaram 932 mil postos de trabalho de janeiro a setembro com a retomada do crescimento, os bancos, que não sofreram nenhum impacto com a crise, fazem o contrário, revelando que responsabilidade social virou apenas peça de marketing.

A pesquisa mostra ainda que os bancos usam a rotatividade para reduzir a média salarial dos trabalhadores – a remuneração média dos admitidos é 41,28% inferior à dos desligados. Além disso, eles mantêm a discriminação em relação às mulheres, que estão sendo contratadas com salários 30,21% inferiores aos dos homens.

Além de impactar os trabalhadores, essa política dos bancos é nociva também a toda a economia brasileira, uma vez que cobra os mais altos juros e spread do planeta. Os bancos estrangeiros abusam dos clientes brasileiros, ao contrário do que fazem em seus países de origem. O Santander cobra 10,81% de taxa anual de juros total sobre empréstimos pessoais na Espanha, e 55,74% no Brasil. Na mesma modalidade de empréstimo, o HSBC cobra taxa de 6,60% no Reino Unido e 63,42% no Brasil.

Por isso, os trabalhadores seguirão defendendo em 2010 a regulamentação do sistema financeiro, visando definir funções, estabelecer controles, baratear o crédito e estimular a produção para a geração de empregos e o desenvolvimento. Também cabe aos bancos abrir mais agências ao invés de correspondentes, investir mais em segurança para evitar assaltos e sequestros e, sobretudo, contratar mais funcionários para acabar com as filas e melhorar o atendimento dos clientes. A sociedade brasileira precisa exigir a contrapartida social dos bancos.

Artur Henrique é presidente nacional da CUT; Carlos Cordeiro é presidente da Contraf/CUT