Manifestantes ocuparão ruas do Brasil
na Jornada Unificada de Lutas

Na próxima sexta-feira, dia 14 de agosto, milhares de trabalhadores e a militância dos movimentos sociais tomarão as ruas de todo o País na Jornada Nacional Unificada de Lutas. As manifestações fazem parte do esforço das Centrais Sindicais na defesa do emprego, salário, direitos e pela redução da jornada de trabalho para 40 horas.

Atos foram convocados unitariamente pela Força Sindical, CUT, Nova Central, UGT, CTB e CGTB e diversas organizações dos movimentos sociais. Nas capitais e demais municípios onde ocorrerão, serão realizadas panfletagens, comícios, atos públicos e passeatas.

No Rio de Janeiro, as Centrais realizam panfletagem na Central do Brasil, nesta quarta (12), às 17 horas, a fim de convocar a população para a concentração na Candelária, a partir das 10 horas, na próxima sexta. Após, haverá passeata pelas avenidas Rio Branco e Chile, que termina com ato em frente aos prédios da Petrobrás e do BNDES.

Atos - Em São Paulo, a Jornada terá passeata na avenida Paulista, com concentração na Praça Osvaldo Cruz, a partir das 10 horas, e ato público às 13 horas no MASP. No Recife, a manifestação vai começar às 9 horas, em frente à Celpe, na avenida João de Barros, bairro da Boa Vista. Em seguida, uma passeata vai percorrer as ruas e avenidas do Centro do Recife.

Em Aracaju, as Centrais Sindicais estão mobilizando os trabalhadores sergipanos a participarem do ato no Calçadão da João Pessoa, em frente ao prédio da Caixa Econômica, a partir das 8h30. Os gaúchos farão ato público, a partir das 11 horas, em frente ao Palácio Piratini (sede do governo).

Em Salvador, a manifestação será realizada em frente à superintendência regional do Trabalho e Emprego (SRTE), na avenida Sete de Setembro, 698, Mercês, a partir das 10 horas.

Senadores aprovam contribuição assistencial em comissão

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, terça-feira (11), o projeto de lei (PLS 248/06), que regulamenta a cobrança da taxa assistencial em favor dos Sindicatos. O parecer favorável do relator, senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), foi aprovado com apenas um voto contrário e vai ao exame do plenário.

O coordenador nacional do Fórum Social do Trabalho (FST), José Augusto, destaca que a regulamentação da taxa assistencial foi “uma vitória do FST, das Confederações que fazem parte do fórum e das Centrais”. Ele ressalta o trabalho feito pelo FST nos estados junto aos membros da comissão, a fim de construir apoio à aprovação da matéria.

Valor - O projeto, do senador Paim, regulamenta a contribuição assistencial a ser descontada de todos os trabalhadores da categoria profissional, sindicalizados ou não, em razão da assinatura da Convenção Coletiva de trabalho. O projeto fixa em 1%, o percentual devido.

Mais informações:
www.senado.gov.br

Reajuste salarial deve ser maior no 2º semestre, avalia Dieese

O Dieese avalia que as categorias que têm data-base agora no segundo semestre podem obter ganhos maiores que as negociações salariais da primeira metade do ano. “Existe um cenário melhor para a negociação salarial no segundo semestre do que houve no primeiro”, afirma José Silvestre Prado, coordenador de Relações Sindicais do órgão,

Segundo Silvestre, a recuperação da economia e a inflação mais baixa propiciam um cenário mais favorável à negociação de reajustes salariais acima da inflação. Levantamento do Dieese aponta que 78% dos acordos salariais realizados entre janeiro e maio foram fechados com ganhos acima da inflação, diante de 77% do total em 2008.

“A redução do IPI para veículos e eletrodomésticos de linha branca fez com que esses segmentos voltassem a produzir em patamares muito próximos aos do ano passado. E há um consenso de que o pior da crise já passou”, avalia. Para ele, apenas os setores voltados à exportação devem demorar mais a fechar os acordos de reajuste salarial.

Fonte: Valor Econômico
www.valoronline.com.br

Confederação metalúrgica diz que 40 horas
não encarece produção

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM/Força Sindical), Clementino Vieira, afirma que o aumento do custo total de produção das empresas com a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução de salários, “é irrisório” diante do aumento da produtividade da indústria nos últimos anos.

“O grande aumento de produtividade alcançado desde 1988 (última redução da jornada de trabalho no Brasil) leva a um pequeno aumento de custo gerado pela redução da jornada de trabalho”, destaca Clementino.

Ele explica que, dados da própria Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que, em 1999, a participação dos salários no custo da indústria de transformação era de 22% em média e que uma redução de quatro horas semanais na jornada (9,09%) representaria um aumento no custo total de produção de apenas 1,99%.

“Este é mais um argumento que o movimento sindical deve difundir para sensibilizar os parlamentares na hora da votação do projeto que prevê a redução da jornada”, afirma.

Mais informações:
www.cntm.org.br

Anuário do trabalho, emprego e renda é lançado em São Paulo

A superintendência regional do Trabalho em São Paulo e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) lançaram, nesta quarta (12), o Anuário do Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda com dados estaduais.

O Anuário reúne, em cinco livretos, dados relacionados às políticas públicas de emprego, trabalho e renda, entre eles dados sobre o mercado de trabalho, a intermediação de mão-de-obra e qualificação social e profissional.

Evento - A iniciativas tem como objetivo difundir os dados relativos às ações do Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda entre os diversos atores sociais e promover e facilitar o uso dessas informações.

Mais informações:
www.mte.gov.br

Cai preço médio de livros no País

O preço médio do livro caiu nos últimos anos no Brasil e, com isso, aumentou o volume de exemplares vendidos. Pesquisa da Câmara Brasileira do Livro (CBL) revela que entre 2004 e 2008 a queda no preço médio foi de 24,5% no livro didático, 22,4% no segmento de obras gerais e 23,3% nas publicações científicas, técnicas e profissionais.

 



Carlos Cordeiro da Silv
a é presidente da Contraf-CUT



O que escondem
as filas dos bancos

Estão cobertos de razão os clientes e a população quando reclamam das filas intermináveis nos bancos. Elas não somente escondem a falta de funcionários para agilizar o atendimento, como também refletem o fechamento de centenas de postos de trabalho, apesar dos altos lucros dos bancos, mesmo com a crise mundial.

Conforme pesquisa de emprego no sistema financeiro, lançada recentemente pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) em conjunto com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), os bancos fecharam 1.364 postos de trabalho no primeiro trimestre deste ano. Eles desligaram 8.236 bancários e contrataram apenas 6.882. No ano passado, ao contrário, houve um aumento de 3.139 vagas no mesmo período.

Esse primeiro levantamento trimestral se baseia nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. As dispensas estão concentradas nos grandes bancos privados, demonstrando os efeitos das fusões do Itaú-Unibanco e Santander-Real e contrariando os compromissos assumidos publicamente pelos presidentes dessas empresas de que não haveria fechamento de postos de trabalho. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) do Ministério da Justiça, que aprovou essas fusões, precisa dizer para a nação quais foram as contrapartidas sociais.

O corte de empregos não foi maior porque houve mais contratações nos bancos públicos, sobretudo no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal. Mas ainda existe carência de pessoal para acabar com as filas. A Contraf-CUT e os Sindicatos, junto com outras entidades representativas, têm feito mobilizações, como a campanha “Mais empregados para a Caixa, mais Caixa para o Brasil”.

Além de fechar vagas, a pesquisa aponta que os bancos reduziram a remuneração média dos bancários. Os desligados no primeiro trimestre recebiam renda média de R$ 3.939,84. Já os admitidos têm salários médios de R$ 1.794,46, uma diferença de menos 54,45%. É a tradicional política da rotatividade para achatar salários e turbinar lucros.

Essa facilidade dos bancos em dispensar, sobretudo os que têm mais tempo de casa e salários mais elevados, o que envolve o pagamento de indenizações maiores, rasga o discurso patronal de flexibilizar a legislação trabalhista para enxugar os encargos rescisórios. Além disso, nenhuma medida foi tomada para reduzir os bônus dos executivos, ao contrário de outros países.

Os dados mostram também que cresceu a discriminação contra as bancárias. Os bancos pagaram às mulheres contratadas menos do que aos homens. O salário médio das trabalhadoras admitidas nos três primeiros meses de 2009 foi de R$ 1.535,34, enquanto a remuneração média dos homens no mesmo período chegou a R$ 2.022,56 – uma diferença de 24,09% em prejuízo das bancárias.

Os bancos evidenciam, assim, que não fizeram a lição de casa, dando um mau exemplo para o País. E recursos não lhes faltam. Apesar da crise, os 50 maiores bancos lucraram R$ 7,5 bilhões no primeiro trimestre, segundos dados do Banco Central. Por isso, os trabalhadores defendem a ratificação do Brasil à Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que dificulta a demissão imotivada.

Está na hora de os bancos pararem de esconder essa realidade atrás de propagandas milionárias. Responsabilidade social se faz com geração de empregos, melhores salários, redução das filas, queda de juros, tarifas e spread, mais segurança e condições dignas de trabalho. Um outro sistema financeiro é urgente e necessário para o Brasil e o mundo!

Carlos Cordeiro da Silva é presidente da Contraf-CUT