Câmera Aberta desta quarta (14) é com o
Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST)

São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 14 de julho, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
Guarulhos:TV Guarulhos, BIG TV, Canal 20 – dia 15 de julho, das 19 às 20 horas.
 São José dos Campos: Canal 95, Vivax – 21 de julho, das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas.
São José do Rio Preto: TV da Cidade, Canal 16 – 18 de julho, das 20 às 21 horas.
Reprises: terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas.
Presidente Venceslau: TVC - TV a Cabo Venceslau, Canal 4 – 18 de julho, das 13 às 14 horas
Rede Brasil de TV – quartas-feiras, às 11h30, para todo o Brasil. Via Satélite - Canais UHF:
14, 45 e 59 (São Paulo); 59 e 42 (Minas Gerais); 57 (Rio de Janeiro); 59 (Distrito Federal);
50 (Espírito Santo); 26 (Goiás); 27 (Mato Grosso); 23 (Mato Grosso do Sul); 4, 22 e 30 (Paraná);
13 (Santa Catarina); 55 e 58 (Rio Grande do Sul); 15 (Bahia); 20 (Pernambuco);
55 (Maranhão); 38 (Rondônia); 20 (Amazonas); 17 (Pará); 13 (Acre); e 5 (Tocantins).


Programa anterior, com Ilmar Ferreira, Zenaide Honório,
João Franzin e Silvestre Prado

O Câmera Aberta Sindical desta quarta (14) é sobre o Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST). A entidade reúne 15 Confederações, mais de 250 Federações e milhares de Sindicatos de todo o País, tendo uma posição marcadamente forte em defesa da unicidade sindical, da contribuição sindical e pelo fim do Fator Previdenciário.

O Fórum Sindical, sediado em Brasília,
onde se encontram também as sedes das Confederações de trabalhadores, se destaca, ainda, pelo forte trabalho dentro do Congresso Nacional – acompanhando, passo a passo, a tramitação de matérias de interesse dos trabalhadores e da estrutura sindical.

Neste programa, foi entrevistado o coordenador-geral do Fórum, José Augusto da Silva Filho, que também é 1º secretário da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC). José Augusto é sindicalista do setor de segurança no trabalho.

Com esta entrevista, o Câmera Aberta Sindical encerra a série de programas com os presidentes das seis Centrais (CUT, Força, UGT, Nova Central, CTB e CGTB), além do Fórum, que é uma entidade plural. Mais informações, ligue nos telefones (61) 3217.7100 e 3217.7138 ou acesse o site do Fórum (www.fstsindical.com.br).

Site - O Câmera é transmitido pela TV Aberta São Paulo (NET 9/ TVA 72 ou 99 e TVA Digital 186) e apresentado pelo jornalista João Franzin. Assista também na internet pelo site da TV Aberta São Paulo (www.tvaberta.tv.br).

Participe: faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Assista pela internet: www.tvaberta.tv.br

E-mail: cameraabertasindical@agenciasindical.com.br

Furp e governo de São Paulo são
condenados por litigância de má fé

A seção de dissídio coletivo de greve do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região (São Paulo) determinou, na última quinta-feira (8), que a Furp (Fundação para o Remédio Popular) – laboratório farmacêutico oficial do Estado de São Paulo, pague os dias parados durante a greve na empresa, de 17 a 24 de junho. O TRT também garantiu estabilidade de 60 dias aos trabalhadores.

A Furp e o governo do Estado foram condenados ainda a pagar multa de R$ 16 mil ao Sindicato por litigância de má fé, uma vez que alterou a realidade dos fatos na tentativa de induzir o judiciário a erro. O tribunal reconheceu que a greve pelo cumprimento da Convenção Coletiva não foi abusiva.

O presidente do Sindicato dos Químicos de Guarulhos e Região (Sindiquímicos), Antonio Silvan Oliveira, ressalta que a vitória resultou da grande mobilização dos trabalhadores, coordenada pelo Sindicato. “Ao reconhecer a legitimidade da greve e outros itens a nosso favor, os desembargadores legitimaram a mobilização justa pelo cumprimento de Convenção Coletiva de Trabalho”, diz.

A audiência foi acompanhada por uma comissão de trabalhadores da empresa, diretores do Sindicato e o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar), Sérgio Luiz Leite.

Avaliação - Silvan agradeceu ainda o apoio de outras entidades, como Sindicatos ligados à Força Sindical na região, a Fequimfar e Confederação dos Trabalhadores no Ramo Químico (CNTQ). Nesta segunda (12) haverá nova assembleia com os trabalhadores da Furp, a partir das 13h30, para definir os novos passos do movimento.

Mais informações:
www.sindiquimicos.org.br

Metalúrgicos do ABC estimam valor recorde em PLR em 2010

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informa que os acordos de Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) fechados na base, até o final de junho, atingiram a soma total de R$ 187,8 milhões – valor referente à primeira parcela do benefício, mas que já supera em 13% a soma registrada no mesmo período de 2008 (R$ 167 milhões).

A previsão da entidade é que o pagamento de participação nos lucros deve injetar na economia da região até o final de 2010 uma soma superior aos R$ 352 milhões de 2008 (soma da primeira e segunda parcela) – ano em que a PLR não teve impacto da crise econômica internacional.

Crescimento - Segundo o Sindicato do ABC, em 2009 a crise atingiu de forma diferente as negociações e os acordos. Na Volkswagen, por exemplo, a PLR foi 17% maior que a de 2008, mas em outras empresas da base houve redução. No entanto, os resultados de 2010 já refletem a recuperação do setor.

Mais informações:
www.smabc.org.br

Bancos geram 2.840 novos empregos no primeiro trimestre

Os bancos criaram 2.840 novos postos de trabalho no País de janeiro a março de 2010, quando admitiram 11.053 trabalhadores e desligaram 8.213. O indicador mostra recuperação no estoque de emprego do setor, na comparação com o primeiro trimestre de 2009, quando os bancos fecharam 1.354 postos de trabalho. Com relação ao quarto trimestre do ano passado, o indicador teve crescimento de 95,2%.

Os dados são da Pesquisa de Emprego Bancário (PEB), realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.

“A geração de novos postos de trabalho no setor financeiro é uma ótima notícia para a categoria bancária, que na campanha salarial do ano passado tinha a defesa do emprego como uma de suas principais bandeiras”, avalia o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro. Ele explica que, em 2009, a entidade assinou acordo com o Banco do Brasil e com a Caixa Econômica Federal, assegurando a contratação de 15 mil novos trabalhadores.

Salários - Na comparação com outros segmentos da economia, no entanto, os dados mostram que o sistema financeiro foi um dos setores que menos gerou empregos no primeiro trimestre deste ano: apenas 0,43% dos 657.259 novos postos criados no período. A remuneração média dos admitidos também foi 37,85% inferior em relação à dos desligados (R$ 2.197,79 contra R$ 3.536,38). A disparidade maior é em relação às mulheres.

Mais informações:
www.contrafcut.org.br

Brasil universaliza uso do telefone celular

Até maio, os brasileiros adicionaram 9,7 milhões de linhas à base de celulares existente no início de 2010 – um recorde para os últimos dez anos. Com 183,7 milhões de assinaturas, o mercado atingiu densidade de 95% da população. A expectativa é que nos próximos três meses o número atinja os 100%, segundo uma consultoria do setor.

 


Luiz Inácio Lula da Silva é presidente da República Federativa do Brasil

 

Indústria naval
renasce das cinzas

Por Luiz Inácio Lula da Silva

A indústria naval brasileira chegou a ser a segunda maior do mundo, empregando, em 1979, 39 mil trabalhadores. Nas décadas seguintes, quando os navios e plataformas de exploração passaram a ser importados, o setor começou a definhar até quase virar pó, com o número de empregados caindo para 1,9 mil, no ano de 2000. Hoje, no entanto, a indústria naval está renascendo das cinzas.
O setor já superou em muito o número de empregados da época áurea, empregando atualmente 46,5 mil trabalhadores.

Esta reviravolta fantástica está sendo proporcionada sobretudo pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef), um dos principais projetos do PAC. As encomendas do Promef somam 49 navios de grande porte. As premissas do Promef são de que os navios devem
ser construídos no Brasil
e com índice de nacionalização de 65% na primeira fase e de 70% na segunda, além da exigência de que sejam competitivos internacionalmente.

No mês passado, nós participamos do lançamento ao mar do primeiro navio concluído:
o João Cândido, construído pelo Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco, com 274 metros de comprimento, duas vezes
e meia a distância de uma trave à outra do campo do Maracanã. Na última quinta-feira, o segundo navio, o Celso Furtado,
foi lançado ao mar no Estaleiro Mauá, em Niterói, no Rio de Janeiro. Nós estamos resgatando uma tradição cara ao nosso País, uma vez que este estaleiro foi fundado em 1846 pelo Barão de Mauá, pioneiro da indústria naval
e do desenvolvimento industrial do nosso País.

A grande maioria dos trabalhadores do Atlântico Sul ganhava a vida como pescador, cortador de cana ou doméstica. Todos eles receberam formação em três fases, até a qualificação final para as atividades de soldador, caldeireiro, mecânico, montador e pintor. Não há nada que pague ver a expressão de felicidade estampada no rosto dos trabalhadores, pessoas
que jamais imaginaram
que um dia seriam capazes de construir um verdadeiro monumento, como é o navio João Cândido.

A retomada da indústria naval é irreversível. Além das encomendas atuais, não é difícil imaginar quantas encomendas serão geradas com o início da exploração do pré-sal. Além da revitalização dos antigos estaleiros e da construção, por exemplo, do Atlântico Sul, o Estaleiro Aliança, de Niterói, vai construir uma nova unidade em São Gonçalo (RJ); o Estaleiro Rio Grande, em Rio Grande (RS), construirá oito cascos de navios-plataforma para a Petrobrás, e o grupo Wilson Sons anunciou,
na semana passada, a construção de outro estaleiro na mesma cidade. Outros quatro serão instalados no País, para atender à demanda crescente: Paraguaçu, na Bahia, Eisa, em Alagoas, Promar, no Ceará ou Pernambuco, e Corema, em Manaus. Os reflexos desta verdadeira explosão da indústria naval estão se espraiando por toda a economia e beneficiando, direta ou indiretamente, todos os brasileiros.

Luiz Inácio Lula da Silva é presidente da República Federativa do Brasil