Afif chama Diap de “órgão fascista”

O programa CQC da Band (misto de humor e jornalismo) estava cobrindo o lançamento da candidatura de Geraldo Alckmin, em São Paulo, quando se deparou com o Afif Domingos, vice na chapa.

A repórter Mônica Iozzi lembrou ao ex-constituinte do antigo PL que ele tirou zero nas matérias de interesse do trabalhador, pela avaliação do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar). Pego em flagrante pela jornalista, e sem argumentos, Afif respondeu: “O Diap é um órgão fascista, que carimbava aqueles que não concordavam com aquilo que eles queriam fazer”.

Além de agredir uma instituição honrada, Afif faltou com a verdade, porque o Diap nunca teve poder deliberativo e não se conhece qualquer pressão que tenha exercido sobre parlamentares.

Afif é um vice problemático para Alckmin, tendo em vista sua arrogância ante as organizações dos trabalhadores. Vale lembrar que, além daquele zero, em 1988, 20 anos depois – como secretário de Emprego e Relações do Trabalho, na gestão de José Serra no governo – ele fechou o Ceret (Centro Educativo Recreativo e Esportivo do Trabalhador), em São Paulo, acabando com o único espaço público de lazer da classe trabalhadora em todo o Estado.

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Sindicalistas pedem a Temer
votação da emenda das 40 horas

Os presidentes da Força Sindical e o do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, deputado Paulo Pereira da Silva (Paulinho) e Miguel Torres, respectivamente, a diretoria financeira do Sindicato, Elza Pereira, além de membros da diretoria executiva do Sindicato e da Força, estiveram com o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, na última terça-feira (11), para cobrar a votação das 40 horas.

Michel Temer disse que precisa do apoio dos líderes dos partidos para levar a proposta à votação no plenário. A emenda constitucional reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário, podendo gerar emprego e mais qualidade de vida para a classe trabalhadora. O movimento sindical vai continuar a vigília em Brasília, pressionando para que a Câmara vote a matéria.

Conclat - Os sindicalistas, que foram a Brasília participar de uma plenária da Força Sindical – com a finalidade de organizar a presença da Central na 2ª Conferência da Classe Trabalhadora, que será realizada no dia 1º de junho, em São Paulo – aproveitaram a viagem para audiências também com o ministro Carlos Lupi (Trabalho) e o senador Paulo Paim.

Reajuste aposentados - Na conversa com Paim, Paulinho pediu para o senador liderar a mobilização em busca de apoio para a votação no Senado do projeto que aumenta em 7,7% os benefícios dos aposentados que ganham acima do salário mínimo.

Mais informações:
www.fsindical.org.br

Construção civil deve gerar 200 mil empregos em 2010

A construção civil deverá bater a marca de 200 mil postos de trabalho com Carteira assinada criados em 2010. “Levando em consideração o crescimento da economia e o número de postos abertos no primeiro trimestre, estimamos um crescimento forte do emprego no setor, para mais de 200 mil”, afirma o coordenador de Relações Sindicais do Dieese, José Silvestre Prado.

O Dieese divulgou, na terça-feira (11), um quadro do setor no que se refere a emprego, renda, reajustes salariais e Pisos, além de analisar as perspectivas diante dos investimentos em obras de infraestrutura e programas habitacionais em curso. Na avaliação do Departamento, o bom desempenho do setor nos últimos anos não tem se refletido na melhoria das condições de trabalho e no rendimento dos trabalhadores.

 “É preciso que o movimento sindical negocie com o sindicato patronal a melhoria das relações trabalhistas e as condições de trabalho”, ressalta Silvestre.Ele explica que, mesmo com um forte movimento de formalização, a construção civil ainda apresenta altos índices de informalidade e rotatividade.

Motor - O levantamento do Dieese aponta que o setor promete ser o motor de crescimento da economia nos próximos anos, motivado pelas obras de programas como Minha Casa, Minha Vida e pela Copa do Mundo de 2014.

Fonte: Blog do Trabalho
Blog.trabalho.gov.br

Confirmada presença de 23 entidades
no 2º Encontro Nacional do FST

Vinte e três entidades – entre Confederações e Centrais Sindicais – já confirmaram presença em Brasília, na próxima terça-feira (18), no 2º Encontro Nacional do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST). O lema do encontro será “Em defesa da unicidade sindical, do emprego e dos direitos trabalhistas”.

Os participantes do evento acompanharão painéis de debates sobre assuntos como as consequências da globalização no movimento sindical e na distribuição de mão de obra, estabilidade no emprego, redução da jornada para 40 horas semanais, combate às práticas antissindicais, além de temas de interesse dos aposentados.

A segunda edição do encontro também vai propor uma ação conjunta do movimento sindical em torno da luta por direitos trabalhistas e sindicais. Além dos debates, haverá uma homenagem ao sindicalista Luiz Tenório de Lima, falecido no dia 23 de janeiro deste ano.

Mais informações:
www.fstsindical.org.br

O Dia mostra o Brasil

É possível – e interessante – descobrir o Brasil real por meio da leitura de jornais. Quando se sai da cobertura eleitoreira e politiqueira, um Brasil pujante e mais atraente desponta.

É o que mostra, por exemplo, o jornal O Dia, tablóide popular no Estado do Rio de Janeiro, cuja manchete do dia 11 de maio (terça-feira) não podia ser mais explícita: “Setor naval cria 11 mil empregos”. Vale registrar que na fase agônica, sob o governo FHC, o setor (que corresponde às montadoras do Rio) caiu para não mais que 3 mil empregos. Hoje, recuperado em boa parte pelas encomendas da Petrobrás e recursos do BNDES, o setor emprega mais de 50 mil.

Na página 8, O Dia informa que uma passarela da lavra de Oscar Niemeyer será inaugurada na favela da Rocinha no dia 30 de junho. A obra, que o jornal chama de “imponente”, será aberta junto com um Centro de Cultura de quatro andares (“com salão para exposições, teatro, salas de aulas, biblioteca e restaurante”) na mesma comunidade. Obras do PAC.

Mas o jornal nos diz mais sobre o Brasil real. Na página 14, dedicada a artigos, o ex-governador Moreira Franco (PMDB) lembra que o consumo de energia elétrica subiu 12% em março, comparado ao mesmo mês de 2009, puxado pela indústria. E Marcelo Sereno (este do PT) diz que no governo do sociólogo o salário mínimo teve aumento nominal de R$ 130,00; enquanto sob o governo do barbudo o mesmo aumento foi de R$ 310,00. Sereno também recorda que o atual governo incluiu 20 milhões de brasileiros na classe média.

Ele não diz, mas, durante FHC, a classe média é que era empurrada pra baixo, ficando mais pobre e com isso empobrecendo também o País.

E, pra finalizar, o Caderno de Empregos do jornal disponibiliza “mais de 4.700 oportunidades em todo o Estado do Rio”. É o Brasil real, distante da Suécia, mas afinal livre da maldita herança neoliberal.

João Franzin
Jornalista e assessor sindical

Vendas no varejo crescem 1,6% de fevereiro para março

O comércio varejista do País registrou alta de 1,6% no volume de vendas e aumento de 0,9% na receita nominal na passagem de fevereiro para março, desempenho que expressa aceleração no ritmo de crescimento das vendas. Em relação a março de 2009, o volume de vendas cresceu 15,7% e a receita nominal, 19,1%. Segundo o IBGE, no primeiro trimestre do ano as vendas cresceram 12,8% sobre igual período do ano passado, com aumento de 15,6% na receita.

 

 

O sindicalismo
segundo Serra

Para que se saiba a posição de cada presidenciável sobre a organização sindical, a Agência divulga artigo publicado em 2006, no site do Diap, pelo sindicalista, professor e escritor Jeferson Barbosa da Silva. Sugerimos atenção especial ao item VI, pois é ali que o grosso do veneno se deposita.

Serra e a Reforma Sindical

Por Jeferson Barbosa da Silva

Há 13 anos – em 1993 – era intensa a mobilização dos setores neoliberais para tratorar completamente a Constituição Cidadã, no processo da Revisão Constitucional bancada pelo FMI.

O Movimento Sindical resistiu, enfrentou o debate, defendeu com firmeza a nossa organização estruturada no artigo 8º da Constituição e, aliando-se a tantas outras entidades da sociedade civil, acabou vencendo a batalha para, em 9 de junho de 1994, enterrar definitivamente aquela terrível ameaça.

O então deputado Nelson Jobim, por exemplo, na condição de relator das propostas de revisão, declarou, num seminário da Fiesp, em São Paulo, que iria usar muito mais a borracha do que a caneta, tamanho era o ímpeto de modernidade da bancada neoliberal parida pelo Consenso de Washington...

Integrante do grupo, o deputado José Serra (PSDB/SP) apresentou a proposta nº 16.643 com a seguinte redação:

Art. 8º. Os trabalhadores e os empregadores, sem distinção de qualquer espécie, têm o direito de constituir, sem autorização prévia, entidades sindicais, observado o seguinte:

I - São vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical;

II - São vedados quaisquer atos de ingerência, por parte de empregadores ou de suas entidades representativas, na constituição, funcionamento, custeio e administração de entidades sindicais representativas de trabalhadores;

III - Às entidades sindicais cabe defender os direitos de seus representados, inclusive em questões judiciais e administrativas;

IV - As entidades sindicais têm o direito de constituir federações, confederações e centrais, bem como de filiar-se às mesmas, cabendo aos interessados definirem sua forma de custeio;

V - Ninguém será obrigado a filiar-se ou manter-se filiado ao sindicato;

VI - A lei disporá sobre os critérios de reconhecimento, pelo empregador ou por sua entidade sindical, das entidades sindicais de trabalhadores, para efeito de negociação coletiva;

VII - As entidades sindicais têm o direito de elaborar seus estatutos e regulamentos administrativos, de eleger livremente seus representantes, de organizar sua gestão e de formular seu programa de ação;

VIII - A lei assegurará ao trabalhador proteção contra quaisquer atos discriminatórios decorrentes de sua filiação a sindicato ou participação em atividades sindicais;

Parágrafo único - Aplica-se às entidades sindicais o disposto no Art. 5º, incisos XVII e XIX.

Resumindo, para Serra acabariam as categorias, o Sindicato passaria a ser apenas dos representados, decisões sobre o custeio caberiam aos interessados e, aqui o golpe mortal do inciso VI: para poder participar da negociação coletiva, a entidade profissional – sindicato, federação, confederação ou central – teria, antes, de ser aceita pelos patrões!

À alegação de que muita coisa mudou nesses treze anos, a História mostra que a vilania desses interessados reformadores só aumentou, que o discurso antissindical é cada vez mais ousado, que o FMI continua cobrando o fim de nossa organização sindical e que quem vota ou ajuda a eleger o inimigo não tem de que se queixar na hora da morte...