Dieese lança escola de ensino superior
Segundo a entidade, a escola proverá cursos de graduação e pós-graduação, além de disciplinas de especialização para dirigentes sindicais. Também haverá um curso de graduação de três anos em ciência do trabalho. O Dieese precisa agora da liberação do MEC para lançar o primeiro curso. O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) disse, na entrega do termo de doação ao presidente do Dieese, o metalúrgico de Guarulhos Josinaldo José de Barros, ter ficado “encantado” com o projeto: “O presidente Lula achou a ideia fantástica e avaliou a concessão da sede como mais uma parceria do governo com o movimento sindical”. “Queremos, no futuro, que jornalistas, economistas, advogados e juristas se especializem na questão do trabalho”, ressalta o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lucio, que considera “inacreditável” que um estudante seja formado em economia sem ter contato com questões do trabalho. Vagas - Os técnicos do Dieese avaliam que a primeira turma deve começar em julho de 2011, mas os esforços do órgão são para iniciar os trabalhos já no início do próximo ano. Ainda não está definido o número de vagas que serão abertas, mas o prédio, de oito andares, comporta quatro salas de aula e dois laboratórios, além de biblioteca, lanchonete e um auditório para 120 pessoas. A ideia é que a escola seja mantida com os repasses recebidos pelo Dieese das Centrais Sindicais. Fonte: jornal Valor Econômico
Sindicalistas da Força protestam contra o trabalho infantil
A manifestação fez parte dos protestos mundiais que ocorrem no dia 12, Dia de Erradicação do Trabalho Infantil. O cartão vermelho foi escolhido como tema este ano, em razão da Copa do Mundo de futebol, esporte em que os juízes mostram cartões vermelhos aos atletas que cometem faltas graves. “Obrigatoriamente criança tem que estar na escola e não trabalhando”, diz Gleides Sodré, secretária nacional da criança e do adolescente da Força Sindical. Para Gleides, a sociedade precisa ser crítica e não considerar normal a existência de crianças drogadas, trabalhando em faróis ou como malabaristas tendo suas infâncias roubadas. Redução - A taxa de trabalho infantil caiu no Brasil, entre 1992 e 2008, de 13,6% para 5,8% entre crianças com idade entre 5 e 15 anos, segundo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) durante a Conferência Mundial contra o Trabalho Infantil, realizada em maio, na Holanda. Mesmo assim, 4,453 milhões de crianças com idade entre 5 e 17 de anos ainda trabalham no Brasil. Mais informações:
PLR na LG Electronics injeta A primeira parcela da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) de 2010 que os trabalhadores “Os trabalhadores deram uma grande demonstração de unidade, pois rejeitaram uma proposta que foi apresentada pela empresa na terça-feira (8), e mantiveram a mobilização até a conquista de um valor que contemplou a categoria”, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região, Isaac do Carmo. A LG Electronics de Taubaté tem cerca de 2.500 empregados e produz telefones celulares, monitores e notebooks. Mais informações:
CUT São Paulo lança atividade cidadã em Itu
Será realizada emissão de RG, sistema de cartório e certidões, emissão de Carteira de Trabalho, atendimento do Procon, cadastro no Programa Bolsa Família, campanha de vacinação, corte de cabelo, medição de pressão arterial, massagem, limpeza de pele, orientação trabalhista, palestras sobre prevenção de acidentes do trabalho, distribuição de sementes e atividades voltadas ao meio ambiente e a saúde. Exames - O público poderá participar de oficinas de recreação, assistir a espetáculos teatrais e musicais. A população contará também com serviços de controle de glicemia e pressão arterial, orientações sobre sexualidade, DST/Aids, cuidados com beleza, como cortes de cabelo entre outros. Mais informações:
Começa a campanha salarial 2010 dos comerciários São Paulo
O presidente do Sindicato e da UGT, Ricardo Patah, destaca que os bons resultados nas vendas do comércio, com setores como supermercados batendo todos os recordes, levou a entidade a antecipar as negociações. “Mesmo com nossa data base em setembro, vamos dizer aos patrões que trabalhamos muito para o aumento das vendas e agora queremos a nossa parte”, diz Patah. Outra reivindicação dos empregados no comércio é a redução da jornada de trabalho. Mais informações:
Vendas de cimento sobem 18,7% Maio de 2010 registra aumento de 18,7% na venda de cimento, em comparação ao mesmo período do ano anterior. De janeiro a maio, o aumento foi de 16,4%, com a venda de 23 milhões de toneladas. O aumento nas vendas incrementa investimentos. A Votorantim quer construir oito novas fábricas. |
Por Eduardo Guimarães O jornal Folha de São Paulo inovou ao adotar um ombudsman no fim de 1989. Foi o primeiro – e, até hoje, o único – jornal de projeção nacional a empregar um profissional como esse, o que ajudou o veículo a assumir a liderança dos periódicos brasileiros. Ombudsman é uma palavra sueca de dois gêneros que significa ouvidor atuante em empresas e órgãos públicos, mas que passou a ser mais usada para órgãos de imprensa. A finalidade do ombudsman de meios de comunicação é a de criticá-los sob a ótica do publico e dos manuais de jornalismo. Não se pode negar que a Folha teve ao menos um ombudsman de verdade, mas tampouco se pode ignorar que, por agir como tal, ele foi defenestrado. Refiro-me a Mário Magalhães, que, por conta de colunas críticas acusando o partidarismo atucanado do jornal e a promiscuidade entre opinião e notícia, foi coagido a pedir demissão em abril de 2008. Magalhães foi substituído por Carlos Eduardo Lins da Silva, que, apesar de ter sido um ombudsman mais “domesticado”, teve momentos de independência em que fez críticas análogas às de Magalhães. Em fevereiro deste ano, Lins da Silva, que conheci pessoalmente e com quem mantive uma breve e cordial relação de suposta amizade, abriu mão de um terceiro ano no cargo. Posso afirmar que ele abriu mão de continuar no cargo não só por conta dos ataques de leitores àquele que se tornaria alvo do inconformismo deles com o mau jornalismo da Folha, mas por perceber que o jornal decidira enquadrar o ocupante de tal cargo. E foi o que aconteceu. Para um cargo que requer independência a Folha escolheu sua ex-secretária de Redação, que por seis anos ficou encarregada de ignorar as pregações desesperadas dos ombudsmans contra a crescente partidarização do jornal. Desde 25 de abril, Singer vem publicando colunas dominicais na Folha que cumprem o objetivo de eliminar as acusações de engajamento político pró-PSDB e anti-PT que os três ombudsmans anteriores fizeram ao jornal. Não era para menos. Em seu período à frente da Redação da Folha, Singer trocava mensagens (públicas e privadas) com os ombudsmans repudiando suas acusações de manipulação. As colunas publicadas pela nova “ombudsman” desde 25 de abril têm se restringido a amenidades e se esquivado de abordar o viés político da Folha que lhe gera centenas de e-mails de protesto todos os dias. A morte do cargo de ombudsman na Folha é emblemático do processo de decadência da grande imprensa brasileira, transformada em um partido político dissimulado que vem flertando, inclusive, com a criminalidade. Eduardo Guimarães no blog da cidadania |
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