A madrinha do navio João Cândido, batizado e lançado ao mar na última sexta-feira (7), no Complexo de Suape, foi a funcionária do Estaleiro Atlântico Sul Mônica Roberta de França. Ao invés de escolher uma madrinha-celebridade, a Transpetro optou por homenagear uma personagem comum, que fez parte da construção do primeiro navio fabricado no Pernambuco. Moradora da Ilha de Tatuoca, onde foi erguido o estaleiro, Mônica, de 24 anos, é negra – como o célebre personagem que dá nome à embarcação. João Cândido, comandou o movimento conhecido como Revolta da Chibata (1910, no Rio de Janeiro), contra castigos físicos impostos aos marinheiros negros na Marinha de Guerra. Também foi no empreendimento que Mônica conseguiu o primeiro emprego com Carteira assinada. Navio - O petroleiro do tipo suezmax é o primeiro do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), construído para a Transpetro, que encomendou 49 embarcações a estaleiros nacionais. Com 274 metros de comprimento, capacidade para um milhão de barris de petróleo, é a primeira embarcação de grande porte construída no Brasil nos últimos 13 anos. O navio marca a recuperação da indústria naval brasileira. Empregos - O Promef já gerou 15 mil empregos diretos. Segundo a Petrobrás, este número pode chegar a 40 mil. Em suas duas primeiras fases, o programa prevê a construção de 49 navios no Brasil. Destes, 46 já foram licitados e 38 contratados. Os três restantes estão em fase final de licitação. Em junho, será lançado ao mar o segundo navio do programa, desta vez no Estaleiro Mauá, em Niterói (RJ). Mais informações:
Diap lança em São Paulo livro sobre funcionamento do governo O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) lança em São Paulo, na próxima quinta-feira (13), às 16 horas, o livro “Por dentro do governo - como funciona a máquina pública“. Trata-se de mais um livro do analista político, jornalista e diretor de Documentação do Diap, Antonio Augusto de Queiroz, que analisa o funcionamento da máquina pública brasileira.
O lançamento, promovido pelo Centro de Estudos em Administração Pública e Governo da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (CEAPG/FGV) e pelo Diap, será na FGV (rua Itapeva, 432, sala 3002, Bela Vista). Mais informações:
Metalúrgicos do ABC entregam Prêmio João Ferrador O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC promove, na próxima quarta-feira (12), a entrega da 2ª edição do Prêmio João Ferrador, personagem símbolo dos metalúrgicos da região. O evento, que acontece a partir das 18 horas no auditório da sede (rua João Basso, 231, 3° andar, Centro, São Bernardo do Campo), faz parte das comemorações dos 51 anos da entidade. Três entidades e três personalidades, que estão disputando a preferência dos trabalhadores. A votação é pelo portal do Sindicato (www.smabc.org.br) e em urnas nas fábricas. Os nomes dos indicados mais votados nas duas categorias serão divulgados no momento da premiação. Na categoria personalidade, disputam o prêmio o jornalista Bernardo Kucinski, o filósofo e ativista da comunidade LGBT, Lula Ramires, além do professor Ivan Seixas, defensor dos direitos humanos. Na categoria entidades, concorrem a SOF (Sempre Viva Organização Feminina), Movimento Nacional da Luta Antimanicomial e o Dieese (Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas). Personagem - João Ferrador foi criado pelo cartunista Hélio Vargas e redesenhado pelo ilustrador Laerte. Surgiu como porta-voz da categoria por meio de seus bilhetes contundentes e sua estampa em campanhas, cartazes, camisetas, chaveiros etc. A coluna do João Ferrador é publicada na Tribuna Metalúrgica desde 1972. Mais informações:
Comissões ouvem Samuel Pinheiro sobre Plano Brasil 2022 O ministro chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, Samuel Pinheiro Guimarães, participa de audiência conjunta de três comissões da Câmara dos Deputados, na próxima quarta-feira (12), às 14 horas, para falar sobre o Plano Brasil 2022 – pacote de metas sociais, econômicas e ambientais para o País até o ano do bicentenário de sua independência. A versão preliminar do plano, apresentada pelo ministro há duas semanas, prevê um País sem analfabetismo, miséria e desnutrição em 2022. Além disso, as disparidades sociais, de gênero e racial seriam reduzidas. Debate - A audiência foi proposta pelas comissões da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Mais informações:
Relator nega espaço em rádio e TV para Centrais Sindicais O relator do PL 6.104/09, que concede espaço em rádio e televisão às Centrais Sindicais - para apresentação de programas de interesse dos trabalhadores, deputado Márcio Junqueira (DEM-RR), apresentou parecer pela rejeição da matéria na Comissão de Trabalho. A proposta é de autoria da deputada Manuela D'Àvila (PCdoB/RS). Segundo o relator, “não parece crível que a estas entidades seja destinado tempo gratuito no rádio e na televisão, até por serem representativas de apenas uma parcela da sociedade brasileira, o que geraria um desequilíbrio nas relações sociais”. Tramitação - O projeto será examinado ainda pelas comissões de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição, Justiça e Cidadania. A proposta tramita anexada ao PL 6.257/09, do deputado Vicentinho (PT/SP), sobre o mesmo assunto. Fonte: Diap
Emprego na indústria tem terceiro resultado positivo em 2010
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Milhares de pedidos de registros sindicais estão na fila do Ministério do Trabalho, aguardando seu reconhecimento legal. Quem perde com esta situação? A resposta é simples: o movimento sindical sério, dedicado e que, de fato, representa e defende os interesses de suas respectivas categorias. Na outra ponta deste sistema, está exatamente o trabalhador, principal fonte de manutenção do seu Sindicato. Toda e qualquer entidade sindical existe e sobrevive com a contribuição assistencial. A maioria da classe trabalhadora reconhece em seu Sindicato o legítimo e legal representante de seus direitos, interesses e defensor contra maus patrões. Mas tem uma parcela que quer se valer da “Lei de Gerson” – o negócio é levar vantagem em tudo, certo? – que só vê a instituição sindical como sua defesa jurídica quando interessa a ele próprio, trabalhador. Antes de perceber, sentir e participar de seu Sindicato, a primeira reação é contra a contribuição assistencial, achando que os Sindicatos só estão de portas abertas para o momento em que ele quiser ou precisar. Como se não existissem custos diretos e indiretos para a estrutura sindical se manter: funcionários, telefones, energia elétrica, água, impostos, carros de som, colônias de férias... Sindicato não é apenas e tão somente sinônimo de Departamento Jurídico, principal porta na qual os trabalhadores batem. Sindicato é luta, é briga, é a voz dos empregados nas portas das empresas, nas mesas de negociação, junto ao Ministério do Trabalho, da Superintendência do Trabalho. Sindicato é panfleto na rua, é divulgação na imprensa contra maus patrões, é protesto contra injustiças de todos os níveis contra o empregado. E isso tem um custo que é coberto por profissionais conscientes da importância sindical (e não só na hora que ele precisa), mas que está de portas abertas (devido à sua filiação e contribuição assistencial). No movimento sindical não existe a “Lei de Gerson”. Existem regras de responsabilidade, luta e defesa do trabalhador. É assim que age e trabalha o Sindicato dos Publicitários do Estado de São Paulo, a despeito de vários “Gersons” que só querem saber do Sindicato quando o sapato aperta (ou melhor, pega no seu bolso). Independente deles – Gersons – as portas estão abertas sempre, aliás, há quase 50 anos, graças à consciência e responsabilidade de extraordinária maioria que contribui e reconhece o trabalho do nosso Sindicato. Benedito Antonio Marcello é presidente do Sindicato dos Publicitários do Estado São Paulo |
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