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Sindicalistas malham “Judas” Henrique Meirelles no Banco Central
O presidente do Banco Central (BC) será alvo dos protestos das Centrais Sindicais, nesta quarta-feira (11), que reivindicam uma queda mais acentuada da taxa básica de juros (Selic). Os manifestantes, que fazem vigília em frente à sede do BC, em Brasília, promovem a malhação do “Judas” Henrique Meirelles, cuja política monetária paralisou o setor produtivo em benefício dos especulares, desencadeando a onda de desemprego.
Na tarde de terça (10), o presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva, liderou um acampamento de lideranças sindicais em frente à sede do BC. Paulinho defendeu um corte de pelo menos 1,75 ponto porcentual na Selic, atualmente em 12,75%. A nova taxa será anunciada no final da tarde pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
__Foto: Nivaldo Honório 
“Uma redução de 1,75 ponto é uma boa sinalização, embora aquém do que a gente precisa”, diz Paulinho, lembrando os números do PIB no quarto trimestre do ano passado, da produção industrial e da redução dos empregos. O presidente da Força denunciou que Meirelles mantém o Brasil como campeão de juros altos. “Ou é burrice ou alguém está ganhando dinheiro com isso. Como não tem ninguém burro lá, só sobrou a outra opção.”
São Paulo - O acampamento em frente o BC, na Avenida Paulista, iniciado ontem (10), às 16 horas, permanecerá no local até as 13 horas. “O Copom precisa abandonar o conservadorismo e reduzir drasticamente a taxa Selic para que o Brasil tenha como alavancar os seus investimentos e para que tenhamos crédito”, afirma o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Miguel Torres.
Mais informações:
www.fsindical.org.br

Seminário debate propostas para
enfrentar crise no ABC paulista
O seminário O ABC do Diálogo e do Desenvolvimento, que reunirá lideranças empresariais, políticas e sociais da região e do País, começa nesta quarta-feira (11), às 15 horas no Cenforpe, em São Bernardo do Campo. O objetivo é apresentar ideias e propostas de ações de curto, médio e longo prazos para superar a crise no ABC.
No primeiro dia de evento, estarão reunidos os setes prefeitos da região, o governador do Estado, José Serra, e a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, além de representantes da Anfavea, do Sindipeças e de diversos setores da sociedade civil. O seminário terá também a participação do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. O movimento sindical do ABC aparece com destaque no evento.
Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, a atual conjuntura econômica pede a união de trabalhadores, empresários e poder público. “A crise colocou em posições contrárias os diversos agentes envolvidos. Mas, essa é uma crise que só vamos vencer com uma agenda comum”, afirma.
Grupos temáticos - Na quinta-feira (12), serão formados cinco grupos, encarregados de aprofundar o diagnóstico e apresentar propostas em relação aos temas centrais na retomada do desenvolvimento regional, como crédito, tributos, enfrentamento ao desemprego, relações de trabalho e trabalho decente.
Mais informações:
www.smabc.org.br

Governo amplia limite do empréstimo
consignado para aposentados
O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) decidiu, na terça-feira (10), que os aposentados poderão utilizar integralmente o limite de 30% de comprometimento do valor do benefício para o crédito consignado. Se preferir, o segurado também poderá destinar até 10% na modalidade cartão de crédito. Desde o ano passado, o teto era, obrigatoriamente, de 20% para empréstimo e 10% para cartão.
O aposentado leva vantagem com a mudança, já que vai poder usar o limite integral de comprometimento na modalidade empréstimo, que tem juros máximos de 2,5% ao mês, enquanto para o cartão de crédito o juro é de 3,5%.
O ministro da Previdência, José Pimentel, disse que a medida atende às entidades de trabalhadores e aposentados que integram o CNPS. “A medida veio em boa hora para o fortalecimento da economia. Mas o objetivo principal é voltarmos para a situação anterior do segurado, com mais flexibilidade para escolher a modalidade de crédito que deseja”, destaca Helmut Schwarzer, secretário de Políticas de Previdência Social.
Mais informações:
www.previdencia.gov.br

Consumo das famílias aumenta 5,4% em 2008
O consumo das famílias registrou alta de 5,4% em 2008, totalizando R$ 1,75 trilhão. O crescimento se dá pelo quinto ano consecutivo, de acordo com o IBGE. A pesquisa mostra que a agropecuária foi a atividade que teve maior crescimento no ano passado, com aumento de 5,8%, o que equivale a produção de R$ 163,5 bilhões, com destaque para grãos e de cana-de-açúcar. |
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João Franzin
Jornalista e assessor sindical
Mídia espalha terror
Por João Franzin
Boa parte da economia mundial era papelório. Os números estratosféricos mancheteados pela mídia, como se viu depois, eram fabricados pelos especuladores e trabalhados, no sentido mafioso, pelas agências de risco e outras instituições fraudulentas. A economia real, de fato, se revelou muito menor e mais modesta.
Enquanto tudo isso acontecia, e o terreno ia cedendo sob nossos pés, a mídia não dava um único pio. Ao contrário: louvava o mercado; endeusava as picaretíssimas agências de risco; alardeava os teóricos neoliberais; e até repercutia como verdade a tese furada do fim da história.
Agora, essa mesma mídia trombeteia o fim do mundo, proclama cataclismos, mostra a fratura exposta da crise e, claro, aponta culpados. E quem é o culpado, no caso brasileiro? Claro, o governo!
Veja: os capitalistas, os rentistas, os banqueiros, os ideólogos neoliberais – todos eles são poupados. Mas o governo – justo quem está metendo a mão no bolso, dando dinheiro a rodo para montadoras e outros negócios privados, jogando toneladas de recursos no PAC – é o vilão da história.
Mas os fatos são os fatos. E a crise só não é mais avassaladora porque o Estado vem funcionando como barreira de contenção. Vejamos: na Coréia do Sul liberal, o PIB do último trimestre caiu 6%; na China, com economia planificada, o PIB de 2008 bateu em 9%. E, no Brasil, o sistema financeiro só está de pé porque o pilar sólido dos bancos públicos sustenta a construção.
Atenção: apesar do fim do mundo, nosso PIB cresceu 5,1% no ano passado. E a força do mercado interno, o aumento no salário mínimo, a rigidez fiscal do Estado, o PAC e outras iniciativas estruturantes lançadas pelo governo – tudo isso dá perspectivas favoráveis, que só a mídia não quer ver.
Na verdade, os patrões da mídia apostam no PSDB. Pintam um cenário drástico para depois anunciar o tucano salvador da pátria. Por essa gente aí, no primeiro round já se entregava a Petrobras. Que corja!
PS: E esse MST, invadindo tudo, está a serviço de quem?
João Franzin
Jornalista e assessor sindical |
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