Avança a ideia de massificar a campanha pela redução constitucional da jornada de 44 para 40 horas. Após a sessão especial na Câmara de Vereadores de São Paulo, terça (8), convocada pelo vereador metalúrgico Cláudio Prado, agora a audiência pública ocorrerá na Câmara Municipal de Guarulhos (população de 1,3 milhão de habitantes), na sexta-feira (11), às 10 horas. Serviço:
Montadoras e autopeças param Na manhã de hoje (10), os trabalhadores das montadoras Ford, Mercedes-Benz e Ford não trabalharam no turno da manhã. Os metalúrgicos das autopeças Rassini, Mahle e Karmann Ghia, todas de São Bernardo, também cruzaram os braços no mesmo período.
Em campanha salarial, com data-base em setembro, eles paralisaram as atividades em protesto contra a intransigência dos empresários das montadoras e do Grupo 3 (autopeças, forjarias e parafusos) da Fiesp que estão oferecendo apenas a reposição das perdas salariais. Os metalúrgicos também querem aumento real. Mais informações:
Emprego industrial aumenta em julho Mais uma pesquisa aponta o reaquecimento da economia brasileira, após o início da crise econômica mundial no segundo semestre de 2008. O emprego na indústria brasileira cresceu 0,4% em julho, a primeira alta em relação ao mês anterior, depois de nove meses seguidos de queda. Os dados são do IBGE. Mais informações:
Trabalhadores da Volvo, do Paraná,
Mais informações:
Brasil avança em competitividade Os trabalhadores têm mais um argumento para defender a redução da jornada para 40 horas semanais. O Brasil avançou pelo segundo ano consecutivo no ranking das economias mais competitivas do mundo. Mais: o levantamento elaborado pelo Fórum Econômico Mundial apontou que o País subiu oito postos no ranking. Está no 56º lugar. De acordo com o Fórum, a reação do Brasil à crise financeira global foi o principal motivo do avanço. |
O pré-sal é do povo Por José Walter Bautista Vidal Abaixo, reproduzimos trechos de uma entrevista concedida pelo físico José Walter Bautista Vidal à revista CartaCapital (edição nº 562). Vidal foi um dos idealizadores do Próalcool e participou das reuniões definidoras do modelo de exploração do pré-sal. Segundo Vidal, o modelo, considerado excessivamente estatizante, é o correto. “A descoberta do pré-sal é uma dádiva. É uma riqueza enorme que vai favorecer o povo brasileiro, se forem tomados os devidos cuidados para que realmente isso aconteça”. “Achei o modelo proposto correto, pois a Constituição diz que as reservas de petróleo são da União, do povo. E a única coisa que realmente representa um povo é a empresa estatal. Por isso, concordo com a criação da Petrosal. A Petrobras foi criada por Getúlio Vargas como uma empresa estatal e o Fernando Henrique Cardoso, em um só dia, vendeu 40% aos americanos. Hoje, a Petrobras tem 67% das suas ações preferenciais nas mãos de estrangeiros. Não é mais uma empresa estatal. Então, a Petrobras não poderia ficar com tudo, pois aí grande parte da riqueza seria apropriada fora do País. Mas como a empresa tem a melhor tecnologia do mundo em prospecção em grandes profundidades marítimas e foi ela que descobriu esses campos, acho correto contratá-la para fazer o serviço. O modelo anunciado pelo Lula, aliás, me lembra muito as decisões tomadas pelo Getúlio”. “Lula propôs a criação de uma estatal. E tem todas as condições de se sair vitorioso. Se os princípios da soberania forem respeitados, não há dúvida de que terá sido o melhor caminho. Ao entregar a uma estatal, o governo pode garantir que esta defenda o interesse nacional. Assim você obedece a Constituição, que diz que o petróleo pertence ao povo, e não a fere. Ele repetiu Getúlio, em condições diferentes e melhores. As condições brasileiras hoje são superiores, somos uma nação muito mais importante. Confesso que desconfiava do Lula, mas ele fez o que eu esperava. Gostei”. “Lula havia cedido em muitas coisas, mas nisto não cedeu, segurou as pontas. Até fui ao lançamento do modelo por reconhecer que ele agiu de forma correta. Caso contrário, não iria. Sempre defendi a tese que ele seguiu. Fui um dos que o ajudaram a tomar essa decisão”. “Eu me reconheci no projeto. Estou com essa ideia há bastante tempo. Outra saída seria nacionalizar a Petrobras, comprar as ações que estão nas mãos dos estrangeiros vendidas pelo Fernando Henrique, o maior traidor da pátria. Instrumentos existem. Basta o governo querer fazê-lo”. José Walter Bautista Vidal é físico e foi o responsável pela implantação do Programa Nacional do Álcool (Proalcool). Artigo publicado na revista Carta Capital, setembro de 2009 |
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