Agência e TV Aberta publicarão livreto sobre
a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora

Foto: Claudio Omena

Os 32 depoimentos colhidos durante a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, organizada por CUT, Força, CTB, Nova Central e CGTB, dia 1º de junho, no Pacaembu,
em São Paulo, estão sendo editados para a publicação de um futuro livreto. São depoimentos de sindicalistas, ativistas sindicais e também de lideranças que participaram da Conclat em 1981, como
Hugo Perez – que foi o coordenador daquela Conferência, Luiza Erundina e Antonio Rogério Magri. Além dos depoimentos e textos dando
o contexto histórico da atual Conferência, o livreto vai registrar os eixos centrais da agenda aprovada durante o evento.

Robson Gazzola, um dos coordenadores da Agência Sindical e diretor de programação da TV Aberta São Paulo (onde o Câmera Aberta Sindical é apresentado, há mais de seis anos) explica: “Queremos fazer o registro de um grande acontecimento sindical, para que a memória não se disperse”. Segundo Gazzola, o material coletado tem a vantagem de ser plural e abrangente: “Como trabalhamos com a ideia de uma grande reportagem, o material não tem um viés específico de uma Central ou de uma orientação política. Ele é amplo como o movimento sindical brasileiro é amplo”.

TV - Para Marcel Hollender, presidente da TV Aberta São Paulo, a parceria, para a publicação, aproxima ainda mais a emissora dos movimentos sociais. Ele diz: “A TV Aberta não segue orientações políticas ou comerciais, por isso, procura dar espaço aos segmentos organizados da sociedade, que é o caso do movimento sindical”.

Dimensão - A Conferência Nacional da Classe Trabalhadora reuniu 30 mil lideranças sindicais de 4.500 entidades de todo o País no estádio do Pacaembu. A última conferência de trabalhadores havia sido a Conclat, em 1981.

Programa - Na quarta, dia 9, o Câmera Aberta Sindical foi dedicado exclusivamente à cobertura da Conferência de 1º de junho, levando ao ar 26 entrevistas.

Interessados - Entidades ou outros interessados na reserva de cotas do livreto – custo unitário de R$ 5,00 – devem entrar em contato com a Agência Sindical. Telefones (11) 3255.6559 ou 3231.3453, tratar com Dayane ou Gisele.

Força Sindical/GO tem nova direção

A nova diretoria da Força Sindical no Estado de Goiás toma posse, nesta quinta-feira (10), em solenidade no Auditório Costa Lima da Assembleia Legislativa, a partir das 20 horas. O presidente licenciado da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva (Paulinho), estará presente no evento.

O Superintendente Regional do Trabalho e Emprego de Goiás, Samuel Alves Silva, também foi convidado, além de diversas lideranças sindicais forcistas, como o presidente em exercício da Central, Miguel Torres; o presidente da Confederação da categoria (CNTM), Clementino Vieira; o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Eufrosino Pereira; o presidente licenciado do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos, José Pereira dos Santos; e o secretário de relações Sindicais da Força Nacional, Geraldino dos Santos.
 
Foram convidadas diversas autoridades políticas, entre elas os senadores Marconi Perillo e Demóstenes Torres, o deputado Estadual Jardel Sebba, além dos deputados federais João Campos, Carlos Alberto Leréia, e Leonardo Vilela.

Fonte: Força Sindical
www.fsindical.org.br

Aposentados da UGT ganham página na internet

A diretoria do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da União Geral dos Trabalhadores (Sindiapi-UGT) acaba de colocar em operação da sua página na internet. O site (www.sindiapiugt.org.br) contém inúmeras seções, principalmente voltadas aos interesses dos aposentados e pensionistas. O presidente da entidade, Edmundo Benedetti Filho, destaca que o site oferece visual “leve e com conteúdo”.

Segundo o dirigente, a proposta da entidade foi de criar um espaço para matérias jornalísticas, além de informações como “Cartilha do Idoso”, “Saúde dos Aposentados”, “Revisão de Benefícios” e “Orientações Jurídicas” entre outras. O site tem como objetivo ser um canal onde o aposentado pode se comunicar diretamente com a direção nacional do Sindiapi-UGT, enviando reclamações, dúvidas ou notícias sobre atividades do setor.

Mais informações:
www.sindiapiugt.org.br

Brasil cresce e desnorteia oposição

Boas notícias para o Brasil e péssimas para a oposição. É só ver as manchetes da página B3 do Estadão da terça, dia 8:

“No segundo trimestre, ritmo segue forte”;

“Poupança teve o melhor saldo para mês de maio desde o Real”;

“Agricultura tem o maior financiamento da história”.

Não bastasse essa série de jabs, no dia 9, a manchete do mesmo jornal desferia desta vez um uppercut devastador: “PIB aumentou 9% no primeiro trimestre”.

Já acusando os golpes, o sonolento Sardenberg, do Jornal da Globo, admitia pela primeira vez, na noite de terça, que entre as razões da aceleração da atividade econômica estavam os aumentos reais para o salário mínimo.

Na verdade, a oposição e seu braço mais forte, a mídia, se desnorteiam perante fatos que não podem criar, manipular ou omitir para levar adiante o andor cambaleante do tucano Serra.

João Franzin
Jornalista da Agência Sindical

Contag diz que novo Código Florestal apoia agricultura familiar

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, afirmou que as mudanças previstas no relatório do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) sobre o novo Código Florestal atende às exigências da agricultura familiar. Ele informou que a entidade é favorável às alterações propostas.

Broch explicou que o relatório isenta os pequenos agricultores da averbação da reserva legal (fração destinada à preservação ambiental). “Imagine 4,5 milhões de pequenas propriedades no Brasil, que no total representam menos de 20% da área agricultável no País. Se fosse manter a averbação, nunca iríamos legalizar essa agricultura (familiar)”.

Contag - O líder rural disse que a entidade negociou com o governo o enquadramento do novo código na lei da agricultura familiar. “Podemos detectar que grande parte da nossa proposta de diferenciação da agricultura familiar está contemplada no relatório”.

Mais informações:
www.contag.org.br

General Motors amplia planta em Gravataí

O ato inaugural da nova fase da General Motors em Gravataí foi realizado na quarta-feira (9). O investimento total será de R$ 2 bilhões e permitirá o lançamento de dois novos modelos a partir de 2012, com previsão de criação de mil empregos diretos e aproximadamente cinco mil vagas de trabalho indiretas. A capacidade anual de veículos produzidos pela montadora subirá de 230 mil para 380 mil unidades.

 




Denise Motta Dau e
Rogério Giannini


Trabalho decente e
política pública

No último dia 13 de maio, o prefeito de São Bernardo e ex-presidente da CUT Nacional, Luiz Marinho, assinou na presença de centenas de trabalhadores, gestores públicos e empresários um decreto – inédito – garantindo que “todos os procedimentos relacionados à contratação de obras e serviços no âmbito da Administração Municipal deverão estabelecer, como incentivo à prática do trabalho decente, a necessidade de que, previamente à lavratura do ajuste, as empresas declarem, expressamente, o compromisso com tal prática”.

Essa idéia, do trabalho decente, foi construída pela OIT em 2005, evidenciando a relevância do tema na agenda política internacional. Por isso, no Brasil, a CUT aderiu a essa campanha e defende esse conceito que se apoia em quatro pilares: os direitos e princípios fundamentais do trabalho, a promoção do emprego de qualidade, a extensão da proteção social e o diálogo social.

Poucos anos atrás no Brasil, em tempos de hegemonia neoliberal, o que se via era a tentativa de retirar o Estado da vida econômica do País. O Estado mínimo era o regulador indireto dos processos econômicos por intermédio de agências “reguladoras”.

O mercado se autorregula, ensinavam (e ensinam) os ideólogos ultraliberais, mas se o Estado não regulava a economia, as relações de trabalho então, nem pensar. Porém, recentemente assistimos a uma mudança onde o Estado retoma o importante papel de indutor da economia, políticas públicas e regulador das relações de trabalho.

Prova disso são os compromissos do governo federal a partir do Plano Nacional de Trabalho Decente e sua Agenda Nacional, com o pré-lançamento da Conferência Nacional do Trabalho Decente, realizada em maio último, onde foi iniciado esse processo de promoção de políticas públicas desde um novo paradigma.

Se expandindo a outras regiões, a exemplo do ABCD, Bahia e Mato Grosso, colocará a pauta Trabalho Decente em outro patamar.

Pois a valorização do trabalho está relacionada à geração de mais e melhores empregos garantindo ao crescimento econômico a dimensão de desenvolvimento sustentável, pois uma política pública rumo ao emprego é a melhor forma de garantir governabilidade democrática, cidadania e inclusão social.

Vale ressaltar que a garantia de avanços nas políticas públicas de relações de trabalho neste processo depende da nossa participação ativa e qualificada nos diversos espaços democráticos de construção política.

Por isso a CUT lançou no 1º de Maio a Plataforma da Classe Trabalhadora, importante instrumento de disputa política para as eleições. E a CUT e demais Centrais realizaram neste 1° de junho a Assembleia da Classe Trabalhadora, momento em que aprovaram a pauta para o processo eleitoral deste ano.

É necessário garantir o compromisso com o trabalho decente dos futuros candidatos, para que sejam implementadas políticas públicas e ações propositivas semelhantes as aqui apontadas.

Denise Motta Dau é secretária de Relações de Trabalho da CUT Nacional e Rogério Giannini é secretário de Relações do Trabalho da CUT São Paulo