“Com essa postura intransigente, os bancos estão empurrando os bancários para a greve. Eles estão se recusando a discutir questões que a categoria considera da maior importância, como o emprego, pois afeta diretamente outros temas, como saúde, condições de trabalho e remuneração, além da melhoria do atendimento aos clientes”, adverte o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro. O comando revelou que os bancos desligaram 48.295 bancários no ano passado e nos primeiros seis meses de 2010, ou seja, mais de 10% da categoria. Os dados indicam ainda que as contratações são irrelevantes, quando comparadas aos lucros do setor: para um lucro líquido de R$ 24,7 bilhões no primeiro semestre de 2010, foram criados 9.048 postos de trabalho, ou 0,61% dos empregos gerados no período em todo o País. Pacaembu - “Os bancos desligaram um Pacaembu lotado de pais e mães de famílias em apenas 18 meses, o que mostra a perversidade da rotatividade e do descaso com o emprego”, enfatiza Carlos Cordeiro. Na quarta, horas antes do início da reunião com a Fenaban, os bancários realizaram concentrações em agências na capital paulista, para falar com os bancários sobre o tema. “Temos de combater uma realidade perversa dentro dos bancos, com demissão e rotatividade intensificadas nos últimos anos”, afirma Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo. A discussão sobre emprego prossegue nesta quinta-feira (9). Mais informações:
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Sincomerciários oferece curso gratuito de atendimento ao cliente O Sindicato dos Empregados no Comércio de Jundiaí e Região (Sincomerciários) promoverá, na próxima quinta-feira (16), o curso de “Atendimento ao Cliente” – voltado a profissionais do comércio e supermercados, que estejam buscando qualificação profissional e recolocação no mercado de trabalho. A atividade, em parceria com a Associação Paulista de Supermercados (APAS), é inteiramente grátis. O presidente do Sincomerciários, Claudio Oliveira da Silva, ressalta que o curso é voltado à capacitação profissional não só daqueles que estão fora do mercado e querem voltar, mas também dos que já trabalham no comércio e precisam se atualizar. O curso acontece das 8 às 17h30 e os interessados devem ligar para o Sincomerciários de Jundiaí (telefone 11 4588.2322) e falar com Antônio Machado, Elisângela Borges ou Silmara Tomin. As vagas são limitadas. Mais informações:
UGT realiza seminário com entidades sindicais do setor público A União Geral dos Trabalhadores (UGT) vai promover, na próxima quarta-feira (15), o Seminário Nacional das Entidades Sindicais de Servidores Públicos Filiadas à UGT – Propostas de Regulamentação da Convenção 151 da OIT, que vai debater questões ligadas à organização sindical, negociação coletiva e direito de greve do servidor.O evento será no Teatro da Academia Paulista de Letras (Largo do Arouche, 312/324, Centro, São Paulo/SP), das 9 às 16 horas. Estão confirmadas as palestras do ministro Carlos Lupi (Trabalho e Emprego), da Secretária Nacional de Relações do Trabalho, Zilmara David de Alencar, além do Desembargador Federal do Trabalho, Douglas Alencar. Informações - A presença deverá ser confirmada através do e-mail servidor@ugt.org.br ou pelo telefone (11) 2111.7300 (secretaria-geral da UGT) até o dia 13 de setembro. O seminário será transmitido em tempo real pelo site da UGT (www.ugt.org.br/evento2.asp).
Casa própria já representa 73% dos domicílios brasileiros A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) informa que a casa própria já representa cerca de 73,6% do total de domicílios brasileiros. Segundo o IBGE, em um universo estimado de 58,5 milhões de unidades domiciliares, foram registrados 43,136 milhões de domicílios próprios em 2009. O número representa um acréscimo de 0,6% em relação ao apurado em 2008. |
O movimento sindical deve se preocupar, desde já, em adequar suas ações ao quadro novo criado na realidade brasileira pela vitória eleitoral da candidata Dilma no primeiro turno. Esta vitória expressa o apoio maciço às políticas do presidente Lula e a compreensão de que a nova presidenta vai continuar no rumo que tem garantido progresso e respeito aos direitos. O movimento sindical, que unitariamente apoiou este desfecho e contribuiu para ele, deve, no entanto, se preparar para atuar nas novas condições criadas. É bom frisar que, correspondendo à vitória majoritária no primeiro turno, deverá ser garantida a vitória dos nossos candidatos proporcionais, para quem não há segundo turno. Essa tarefa é decisiva na atual etapa que precede a votação. Em primeiro lugar o movimento deve preservar sua unidade de ação, chave de conquistas e chave do esforço eleitoral vitorioso. Em segundo lugar deve procurar influir nas composições políticas emergentes do novo quadro (que depende ainda das correlações de força nas eleições proporcionais); é preciso começar a pensar em nomes capazes de representar os interesses amplos do movimento e dos trabalhadores na nova conjuntura. Isso tem que ser feito, por exemplo, na batalha pelo aumento real do salário mínimo, que deve ser o último do governo Lula, mais que será o primeiro do mandato de Dilma. O ano de 2011 será um ano onde se farão necessários ajustes na economia. Quando há crescimento econômico – e crescimento forte – surgem naturalmente desequilíbrios que precisam ser corrigidos e cuja arbitragem sempre põe em confronto interesses diferentes. O movimento sindical deve se preparar para estes embates levando em conta que o padrão de seu relacionamento com a nova presidenta não será o mesmo que tinha com o presidente Lula. É preciso mais unidade, mais mobilização, mais clareza e, sobretudo, mais formalidade no relacionamento. Ainda continuo sentindo falta de uma edição portátil e milionária das resoluções da Conclat, como base firme para as ações necessárias do movimento sindical. João Guilherme Vargas Netto é membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores |
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