Químicos de São Paulo aprovam
pauta de reivindicações

Os trabalhadores no setor químico de diversas regiões do Estado de São Paulo definiram a pauta de reivindicações da categoria durante o Seminário de Negociação Coletiva realizado pela Fequimfar (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo), na quinta e sexta-feira passada (5 e 6), em Praia Grande, litoral paulista.

Segundo o presidente da Fequimfar, Sérgio Luiz Leite, a expectativa é de se chegar a um reajuste salarial que reponha as perdas inflacionárias e traga aumento real para os salários. “Estamos vivendo um bom momento econômico, com projeção de crescimento do PIB de 2010 de 6,5%. Além disso, existe a previsão de investimento para a indústria química nacional no valor de US$ 167 bilhões nos próximos dez anos”, afirma.

A pré-pauta de reivindicações aprovada no seminário prevê reajuste de 13%, Piso salarial de R$ 1.000,00, PLR de R$ 1.200,00, melhoria nas condições de trabalho e acessibilidade para os portadores de necessidades especiais, além de mais incentivo à política de qualificação e requalificação profissional dos trabalhadores, entre outras.


Fequimfar -
A entidade, filiada à Força Sindical, representa cerca de 115 mil trabalhadores em todo o Estado de São Paulo nos segmentos químicos, petroquímicos, plásticos, abrasivos, tintas e vernizes, fertilizantes, cosméticos, perfumarias, fabricação de lápis e canetas. A data base da categoria é 1º de novembro.

Mais informações:
www.fequimfar.org.br

TV Cultura pode demitir 1.400 funcionários

O ex-secretário de Cultura do Estado de São Paulo, João Sayad, assumiu a presidência da TV Cultura em junho com a missão de reduzir o número de empregados da TV, a principal emissora pública paulista. Sayad pretende reduzir ao máximo a produção de programas e cortar o número de funcionários em quase 80%, dos atuais 1.800 para 400.

Segundo informações do blog do Daniel Castro, o novo presidente da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV, pretende transformar a Cultura, hoje produtora de programas, em uma coprodutora. Ou seja, ela deixará de produzir seus programas de entretenimento e passará a encomendá-los a produtoras independentes ou comprá-los no mercado internacional.

Desmonte - O jornalismo da Cultura também deixará de investir no noticiário do dia a dia. A partir de setembro, o Jornal da Cultura, com Maria Cristina Poli, passará a ser um jornal mais de debates, de discussão sobre o noticiário, do que de notícias.

Fonte: Blog do Daniel Castro
noticias.r7.com/blogs/daniel-castro

Audiência pública vai debater acidentes na construção civil

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Mobiliário de Campinas e Região, onde mais um operário terceirizado morreu em acidente numa obra, na última terça-feira (3), mobilizou o Ministério Público do Trabalho e o Ministério do Trabalho para uma audiência pública, no dia 21 de setembro, que vai debater a gravidade em que a situação chegou na região.

A ideia é ampliar o cerco à precarização, vitaminada pelas terceirizações, além de pressionar por mais fiscalização nos canteiros de obras e maior rigor na aplicação da lei, a fim de evitar que as mortes se multipliquem.

Negligência - Para o secretário de Políticas Sociais da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom/CUT), Luiz Carlos de Queiroz, é inadmissível a continuidade de tamanho descalabro e perversão contra a vida humana.

Mais informações:
www.conticom.org.br

UGT reúne executiva nacional em Joinville

A União Geral dos Trabalhadores (UGT) realiza a 10ª reunião plenária de sua executiva nacional a partir desta segunda-feira (9) em Joinville, Santa Catarina. A abertura do evento, que ocorre até a próxima quarta (11), será no teatro “Juarez Machado” e devem estar presentes todos os presidentes das estaduais ugetistas.

Durante o evento, serão discutidos assuntos internos e a preparação do Congresso Nacional da UGT, previsto para o próximo ano. Os integrantes da executiva nacional aproveitarão a oportunidade para participar da sessão solene comemorativa ao 80º aniversário de fundação do Sindicato dos Comerciários de Joinville e Região, que será realizado na Câmara Municipal da cidade.
 
Mais informações:
www.ugt.org.br

A Folha erra. Outra vez
João Franzin

A Folha de S.Paulo desta segunda, dia 9, publica o editorial “Trabalho engessado”, argumentando que é hora de desregulamentar a legislação para, nas palavras dela, “modernizar as relações trabalhistas”. E, pra não perder a viagem, coloca no mesmo saco o suposto elevado número de Sindicatos no País (diz que são 15 mil), a arrecadação (fala o editorial: “cerca de R$ 1 bilhão”) e, por fim, a lei 6.708, que visa regulamentar o custeio, o que, para a Folha, é “outra calamidade”.

Veja só: quando grassava o desemprego, nos anos FHC, a Folha dizia que não havia emprego devido ao excesso de leis, aos encargos sociais etc. Agora que o emprego voltou e até falta mão de obra qualificada, ela vem e diz que é preciso mexer nas leis e desregulamentar.

Onde está a lógica?

 



João Franzin
Jornalista e assessor sindical

 

 

Bobagens sobre
o apagão aéreo

Por João Franzin

Em 1972, quando conheci São Paulo, uns primos meus da Cachoeirinha
me levaram ao aeroporto de Congonhas. Naquela época, era diversão de pobre ver o movimento
dos aviões. Além dos aviões, chamaram minha atenção, também, a beleza e a elegância
das mulheres. Aeroporto, no Brasil, naquela época,
era coisa chique, elegante.

Em 1976, quando me mudei pra São Paulo,
num dos primeiros domingos livres, fomos
lá, eu e alguns amigos, contemplar Congonhas, que me pareceu, mais uma vez, elegante e chique. Viajar de avião,
na época, nem pensar. Era muito caro e não
havia as facilidades de hoje: parcelamentos, cartões de crédito etc.

Isso tudo mudou.
Outro dia, um jornalista que costuma passar
férias em Fortaleza contava que, antes, ele ouvia no avião muito sotaque alemão, francês, italiano e inglês. Agora, ele dizia, o que mais
ouviu durante a viagem
foi o indefectível sotaque cearense. Cearenses,
ele ponderava, que haviam chegado em São Paulo
de ônibus ou pau de arara, mas agora podiam passar férias em sua terra viajando de avião.

O que houve com os aeroportos brasileiros? Houve excesso de procura. A mesma
procura que vejo num grande supermercado da Brigadeiro, em São Paulo, onde faço minhas compras do mês, sempre com filas enormes e carrinhos lotadaços.
Mas de apagão em supermercado ninguém fala!

A classe média – essa mesma que nos inferniza com seus inseparáveis cachorros nos parques públicos e nos condomínios – está nervosa porque os aeroportos estão lotados
e os pés-rapados fazem reboliço nas filas e nos saguões. E, por causa desse preconceito de classe (o que é um equívoco, porque classe média nem classe é),
não vê que o Brasil mudou e tem grande oportunidade de continuar melhorando.

João Franzin
Jornalista e assessor sindical