Metalúrgicos de São Paulo intensificam mobilização rumo ao 11º Congresso

O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes realizou, na semana passada, uma série de assembleias em portas de fábricas para divulgar o 11º Congresso da categoria e mobilizar os trabalhadores para participarem do evento, nos dias 17, 18 e 19 de junho na sede da entidade, no bairro da Liberdade, região central.


Assembleia realizada na empresa Voith, sexta-feira (5), como parte das atividades de convocação do 11º Congresso - Foto: Débora Flor

Ocorreram assembleias na Mooca, reunindo trabalhadores de várias fábricas da Zona Leste; com trabalhadores da Daihatsu (Taiff) e Brassinter; na Filsan Engenharia Mecânica; na Voith; na Alstom; e na GM de Mogi das Cruzes.

“No 11º Congresso vamos definir as ações da diretoria para os próximos quatro anos e já para a próxima campanha salarial, que acontecerá ainda em um momento de crise financeira global, ou seja, em meio a muitos desafios e demandas. Nosso objetivo, portanto, é nos preparar melhor para lutar com muito mais força e conquistar melhorias para os metalúrgicos e a sociedade brasileira”, afirma o presidente do Sindicato, Miguel Torres.

Debates - O 11º Congresso dos metalúrgicos, sob o lema “Emprego, Direitos, Cidadania!”, deve reunir 1.200 delegados. As teses para debate são: enfrentamento e superação da crise econômica global; ação sindical e Saúde e Segurança do Trabalhador; Sindicato, cidadania e ação política; campanhas salariais; e comunicação com a base e atendimento à categoria.

Mais informações:
www.metalurgicos.org.br

Comerciários cobram manutenção
de empregos no Ponto Frio

O Sindicato dos Comerciários de São Paulo vai se reunir com a direção do Grupo Pão de Açúcar, no próximo dia 18, para cobrar a manutenção dos postos de trabalho na rede Ponto Frio, que acaba de passar para o controle do grupo supermercadista.

Segundo o presidente do Sindicato, Ricardo Patah, apesar de atuarem em segmentos distintos, Pão de Açúcar e Ponto Frio serão uma única empresa e é necessário que os novos acionistas do Ponto Frio assumam compromisso para a manutenção dos postos de trabalho.

“Uma coisa é vender gêneros alimentícios, outra é vender eletroeletrônicos. As empresas devem atuar de forma distinta e os trabalhadores também. Vamos mostrar que não aceitaremos demissões por conta da aquisição”, diz Patah.

Fusão - O sindicalista já mandou fazer um levantamento junto à Rais para saber efetivamente o tamanho de ambas as empresas. “Com certeza o Pão de Açúcar passa a ser o maior empregador do Brasil e com isso também passa a ter uma responsabilidade maior na área social”, opina o sindicalista.

Mais informações:
Ricardo Patah – (11) 9490.9438
www.comerciarios.org.br

Bancários fazem ato contra cobranças indevidas de bancos

Os bancários de São Paulo promovem, nesta terça-feira (9), ato contra a cobrança da comissão de permanência, juros que os bancos tentam restabelecer como parâmetro para pagamento de multa por atraso, desrespeitando o Código de Defesa do Consumidor (CDC). A manifestação contará com uma performance teatral na Praça do Patriarca, Centro da Capital, denunciando os juros extorsivos que fazem das pessoas escravas do crédito.

“Os bancos já tentaram desrespeitar o CDC ao criar regras próprias para impor aos clientes de banco. Agora tentam fazer a mesma coisa por meio da comissão de permanência”, disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo. “Esperamos que a Justiça mantenha a coerência e proteja os clientes contra essa cobrança abusiva”, destacou.

STJ - A aplicação da cobrança está em julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e  representantes do Sindicato dos bancários e a da CUT participaram, na segunda-feira (8), de audiências na Corte para reclamar da abusividade dos bancos. Entre os argumentos apresentados está o fato da cobrança desrespeitar o CDC, que determina cobrança de 2% do valor a título de multa por atraso.

Clique aqui e entenda o mecanismo de cobrança

Fonte: Sindicato dos Bancários
www.spbancarios.com.br

Metroviários encerram campanha salarial com reajuste de 6,69%

Os metroviários de São Paulo aprovaram, em assembleia realizada dia 2 de junho, o acordo coletivo referente à campanha salarial 2009 da categoria. O índice do reajuste salarial foi de 6,69% e os benefícios sociais, como vale refeição, cesta-básica, auxílio creche e adicional motorista, foram reajustados em 6,05%.

Com relação à Participação nos Resultados (PR), a empresa se comprometeu a pagar, em fevereiro de 2010, o valor fixo de R$ 2.650,00, mais 40% do valor do salário base de cada metroviário. Também ficou acordado um valor mínimo de R$ 3.300,00.

Jornada - O Sindicato reivindicou a regulamentação da jornada de trabalho dos metroviários, pois hoje a categoria cumpre jornada que diverge do acordo coletivo. A Companhia ficou de definir jornadas, que serão negociadas com o Sindicato no prazo de 60 dias após a assinatura do Acordo Coletivo 2009.

Mais informações:
www.metroviarios-sp.org.br

Consumo das famílias cresce 0,7% no 1º trimestre

O consumo das famílias voltou a crescer no primeiro trimestre deste ano e subiu 0,7% em relação ao quarto trimestre do ano passado. O IBGE aponta que, na comparação com os três primeiros meses de 2008, o consumo das famílias teve alta de 1,3%. O consumo do governo também teve expansão, com alta de 2,7% nos três primeiros meses do ano, ante igual período do ano passado.

 



Marcos Verlaine é jornalista, analista político e assessor parlamentar do Diap

 

O salário mínimo e a emenda Paim

Por Marcos Verlaine

Qualquer que seja o resultado sobre a votação da emenda do senador Paulo Paim (PT/RS), que trata da paridade entre a política de atualização e valorização do salário mínimo (PL 1/07) e os benefícios dos aposentados e pensionistas do Regime Geral da Previdência Social, haverá ônus.

Se a emenda de Paim for rejeitada na Câmara, os aposentados e pensionistas do Regime Geral chiarão muito, e com razão.

Se a Câmara aprovar, pura e simplesmente, Lula, dizem fontes palacianas, vetará o dispositivo, pois o governo discorda cabalmente da emenda. Diz que não há recursos na Previdência Social para arcar com esse ônus.

Por esta razão, a Câmara não consegue pautar a matéria para votação, pois há divergências na base aliada.

À Câmara cabe aprová-la ou rejeitá-la. Ela não pode ser retirada como sugerem alguns, pois foi aprovada no Senado.

Nem o autor pode fazer isto, mesmo que quisesse. Se a Casa simplesmente rejeitar, ficará com a pecha de ser contra os aposentados e pensionistas, e isto os deputados não querem de jeito nenhum em um ano pré-eleitoral.

Aliás, é importante lembrar que está pendente de votação apenas a emenda.

Há um impasse explícito, mas é possível negociar uma saída que seria boa para todos – aposentados e pensionistas, Congresso e governo.

Essa possibilidade implicaria, é claro, na rejeição da emenda, com um acordo político.

Isso poderia viabilizar o projeto e garantir a lei ainda este ano, de modo a não comprometer o principal – a política de valorização e atualização do mínimo, produto de acordo entre governo e Centrais Sindicais.

Em caso de rejeição na Câmara, por acordo político, poder-se-ia comprometer o governo a encaminhar um projeto de lei à Casa para resolver esta importante demanda com os beneficiários da Previdência Social.

Nesse acordo, já que não é possível, no momento, aprovar a paridade, poder-se-ia definir um número x de salários mínimos para receber o reajuste conforme a política do mínimo. Acima desse Piso, o reajuste seria menor, como aliás, é hoje.

Caso houvesse um acordo nessa direção, se viabilizaria a política do salário mínimo, que corre o risco de ser interrompida e ainda abriria-se uma perspectiva para recuperação de parte das perdas dos beneficiários da Previdência.

A política é a arte de negociar para superar os impasses.

Marcos Verlaine é jornalista, analista político e assessor parlamentar do Diap