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Foto: Claudio Omena ![]() Centrais Sindicais durante ato contra juros altos, realizado em janeiro, na sede regional do Banco Central, na Av. Paulista |
As Centrais Sindicais juntamente com Confederações, Federações e Sindicatos realizam manifestações em todo País pela redução dos juros, nos dias 10 e 11 (próxima terça e quarta-feira). O objetivo é pressionar o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que estará reunido em Brasília para decidir o índice da nova taxa básica de juros (Selic), atualmente em 12,75%.
As entidades estão organizando atos e manifestações, inclusive um acampamento em frente à sede regional do Banco Central em São Paulo (Avenida Paulista, nº1804). Os manifestantes iniciarão o acampamento amanhã (10), às 16 horas, permanecendo no local até o anúncio da nova Selic, na próxima quarta-feira.
Emprego - Para os dirigentes sindicais, as altas taxas impostas pelo Copom inibem o consumo, provocando queda na produção e desemprego. Dessa forma, uma das principais bandeiras do movimento sindical nesse momento é a redução dos juros.
“Reduzir a taxa é um instrumento fundamental para aquecer a atividade econômica, minimizar os efeitos da crise no País e garantir os empregos dos trabalhadores brasileiros”, afirma Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.
Indústria - Além dos sindicalistas, setores empresariais também pressionam o governo pela queda de juros, como forma de garantir condições de financiamento mais favoráveis às indústrias. “Ações mais efetivas para reduzir os juros básicos contribuiriam para a retomada da demanda doméstica e da atividade industrial”, destaca Paulo Godoy, presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib).
Mais informações:
www.diap.org.br
www.fsindical.org.br
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Comerciários de São Paulo comemoram Dia da Mulher
com atividades cidadãs no Vale do Anhangabaú
__Foto: Claudio Omena
A festa em comemoração ao Dia Internacional da Mulher (celebrado em 8 de março), organizada pelo Sindicato dos Comerciários de São Paulo e pela UGT (União Geral dos Trabalhadores), reuniu cerca de 30 mil pessoas nos dois dias do evento (7 e 8 de março). Milhares de mulheres excluídas, moradoras de cortiços, favelas ou em situação de rua, participaram de atividades cidadãs, com o objetivo de valorizar a autoestima e também denunciar a exclusão social.
A comemoração foi encerrada no domingo (8), com a continuidade das ações e prestação de serviços em diversas áreas, desde orientação jurídica a atendimento de saúde. Um grande show, com bandas e cantores populares, foi o ponto alto do evento. O ato teve ampla cobertura da imprensa, incluindo o programa Fantástico, da Rede Globo.
Kassab - Segundo o presidente do Sindicato e da UGT, Ricardo Patah, foram dois dias muito especiais, "porque as mulheres mais atingidas pela discriminação precisam ganhar visibilidade e serem valorizadas pela sociedade”. O evento teve a presença do prefeito da Capital, Gilberto Kassab, deputados estaduais e vereadores, além de outras autoridades públicas.
Em todo o Vale, foram instaladas tendas, onde as mulheres podiam tomar banho, cortar o cabelo, fazer as unhas e se maquiar. Também puderam fazer exames médicos. Voluntários da Defensoria Pública, cartorários e segurança pública deram orientações nas áreas cível, família, defesa da mulher, infância e juventude. O público era formado principalmente por mulheres de baixa renda e moradoras de rua.
Mais informações:
www.comerciarios.org.br
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O seminário ABC do Diálogo e do Desenvolvimento, que ocorre na próxima quarta e quinta-feira (11 e 12), em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, pretende mostrar que a região tem representatividade e condições favoráveis para apontar saídas consistentes para a crise econômica mundial.
Os sete prefeitos da região, que juntos vão administrar um orçamento superior a R$ 6,1 bilhão esse ano, estarão no encontro. O setor automotivo, que terá a Anfavea (fabricantes de carros) e o Sindipeças (fabricantes de autopeças) no seminário, responde por 5,4% do PIB brasileiro, cerca de R$ 100 bilhões, sendo que 35% gerados no ABC. Setores como construção civil e indústria plástica, também confirmaram presença.
Anticrise - A participação do governo federal também terá peso, com a presença da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que administra um dos maiores programas de investimentos da história do País, o PAC, com R$ 540 bilhões previstos nos próximos anos. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, também confirmou sua participação.
Inscrições - As inscrições devem ser feitas pelo endereço seminario2009@smabc.org.br
Escreva o nome completo, empresa em que trabalha, telefone de contato e se deseja participar de um dos grupos de trabalho temáticos. O seminário será realizado no Cenforpe (Centro de Formação dos Profissionais da Educação), rua Dom Jaime de Barros Câmara, 201, Planalto, São Bernardo (km 20,7 da Via Anchieta).
Mais informações:
www.smabc.org.br
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Força Sindical comemorou o Dia
Internacional da Mulher na sexta (6)
Cerca de 500 mulheres de várias cidades do Estado de São Paulo participaram, na última sexta-feira (6), da comemoração do Dia Internacional da Mulher, promovida pela Força Sindical na sede da entidade, bairro da Liberdade. Na festa, foi apresentado um vídeo sobre a participação da mulher nos 18 anos da Central.
Os temas predominantes foram o aumento do número de mulheres no mercado de trabalho e a participação delas nos Sindicatos e na vida política do País. Neuza Barbosa, secretária nacional da Mulher da Força Sindical, observou que as mulheres devem participar cada vez mais das assembleias de suas categorias e disputar espaços de poder em entidades sindicais e também na política institucional.
Igualdade - O secretário-geral da entidade, João Carlos Gonçalves (Juruna), saudou a luta das mulheres ao longo dos anos e enfatizou que mulheres e homens trabalhadores são vítimas de discriminação e é preciso lutar para acabar com isso. Ele defendeu o aumento do número de mulheres nos Sindicatos e na Central para melhorar o País.
Mais informações:
www.fsindical.org.br
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A meta do programa Farmácia Popular do Brasil, que já conta com uma rede de 508 estabelecimentos, é chegar a 613 unidades em 2009. A prioridade é atender aos 958 municípios com menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que compõem o programa Territórios da Cidadania.
As Farmácias Populares oferecem 107 itens ao consumidor, que só podem ser adquiridos com receita médica. Na rede privada é possível encontrar outra versão do programa, o Aqui Tem Farmácia Popular, que trabalha com 13 medicamentos (anti-hipertensivos, antidiabéticos e contraceptivos).
“Nós iniciamos o ano abrindo para novos credenciamentos, já estamos com quase 6 mil farmácias e a meta este ano é chegar a 12 mil farmácias credenciadas. Esses medicamentos são oferecidos a preços bem abaixo dos praticados pelas redes privadas, o desconto chega a 90%”, explica o coordenador de Atenção Básica do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, José Miguel do Nascimento.
Mais informações:
www.saude.gov.br
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Petrobrás anuncia novo recorde de produção diária no Brasil
A Petrobrás anunciou que a produção diária de petróleo pela empresa bateu um novo recorde no Brasil, na última quarta (4), quando foram extraídos 2.012.654 barris, superando em 12.420 barris a marca anterior, registrada dia 25 de dezembro de 2007. O comunicado diz que o novo recorde ocorreu devido à entrada em operação das novas plataformas P-51, P-53 e Cidade de Niterói, na Bacia de Campos (RJ). A Petrobrás informou ainda que pretende acelerar a produção no País, com a entrada em operação de novas plataformas.
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Maria da Graça Sousa é secretária Sobre a Mulher Trabalhadora da CUT/DF
Trabalho: espaço de luta
pela igualdade de gênero
Anualmente, o dia 8 de março é comemorado em diversos países do mundo como o “Dia Internacional da Mulher”. Para nós, mulheres organizadas que atuamos em espaços de organização sindical, movimentos sociais e organizações feministas, a data – instituída oficialmente pela ONU em 1975 – está longe de ser apenas uma data comemorativa. Costumamos reservar este dia em nossas agendas para realizar um balanço sobre os avanços e retrocessos de nossas lutas, o impacto de nossa ação cotidiana e os desafios que devemos assumir para construirmos um mundo efetivamente justo para as mulheres.
Nesse ano de 2009, a Central Única dos Trabalhadores decidiu relançar nacionalmente a “Campanha por igualdade de oportunidades: na vida, no trabalho e no movimento sindical”. Além de reivindicar políticas públicas e condições que estruturem a persecução dessa igualdade em cada uma das esferas – como é o caso das creches e a garantia de cotas de participação para mulheres nas instâncias decisórias e espaços de formação sindical – um dos eixos principais dessa campanha é a questão da igualdade salarial.
Se o trabalho é =, por que o salário é ≠?
A pergunta pode soar um pouco estranha em pleno século XXI, mas infelizmente, apesar das mulheres estarem presentes na maioria dos espaços produtivos, a igualdade salarial em relação aos homens ainda é um desafio a ser superado. Dados empíricos indicam que mulheres assalariadas ainda recebem em média 70% do valor recebido pelos homens pelo mesmo trabalho, mesmo quando o grau de instrução é igual; o que demonstra que há uma discriminação concreta contra as trabalhadoras, em especial contra as mulheres negras.
As diferenças entre homens e mulheres no mercado de trabalho, no entanto, vão além da desigualdade salarial. No Brasil e em diversos outros países da América Latina, as mulheres continuam tendo menor participação nas atividades econômicas, são maioria no trabalho informal e entre a população desempregada, e continuam sendo as maiores vítimas de assédio moral e sexual e das doenças laborais.
Pesquisa recentemente realizada por uma instituição ligada ao PNUD, em parceria com o governo brasileiro, aponta a desigualdade salarial entre homens e mulheres como uma das causas determinantes da pobreza na América Latina. De acordo com os dados obtidos, se os dois gêneros tivessem seus salários equiparados, a proporção de pobres no Brasil cairia 20%. É fácil concordarmos com essa afirmação, se considerarmos que as mulheres representam 70% da população mundial em situação de miséria absoluta.
Um dos cenários simulados pela pesquisa garantia chances iguais de acesso ao emprego entre os dois sexos. Para que isso aconteça na vida real, precisamos superar a cultura machista e patriarcal que define o lar como único espaço de protagonismo feminino. Esse construto cultural é responsável tanto pela naturalização do trabalho doméstico e de cuidados como tarefas exclusivamente femininas, quanto por sua invisibilidade. Coagidas socialmente a assumir o papel de mãe e dona-de-casa, só lhes resta duas alternativas: depender economicamente de seus pais, irmãos ou maridos ou aceitar trabalhos precarizados – sem nenhuma garantia trabalhista, para poder conciliar o trabalho produtivo com suas tarefas domésticas. Esse arranjo entre o trabalho produtivo e reprodutivo realizado pelas mulheres faz com que a jornada de trabalho feminina seja aproximadamente 13% mais extensa que a jornada masculina. Dessa forma, a redução da jornada de trabalho torna-se uma bandeira central para as mulheres, tanto pela possibilidade de gerar novas vagas no mercado formal quanto por permitir uma redução em sua jornada total de trabalho, que poderia ser convertida em tempo de estudo, lazer, etc.
Portanto, a luta por igualdade salarial não está descolada da luta por políticas públicas que possibilitem à mulher condições de acesso ao mercado de trabalho em pé de igualdade com os homens. Dentre estas políticas estão a ampliação da licença maternidade e criação de uma licença paternidade que permita o compartilhamento do cuidado na família, a ampliação das vagas em creches públicas – para que o Estado também assuma sua parcela de responsabilidade sobre a reprodução social, e a já referida redução da jornada de trabalho – que impactaria prioritariamente a vida das mulheres.
Num cenário de crise financeira mundial, que tem causado demissões em torno do mundo, sobretudo nos países de economia periférica, é importante que assumamos nosso papel de classe, para impedir que direitos duramente conquistados sejam suprimidos ou negociados. Nossa agenda, no entanto, deve ser positiva: o que significa lutar pela ampliação desses direitos, comprometendo-nos centralmente com as bandeiras que nos ajudem a construir igualdade efetiva entre homens e mulheres em todas as esferas da vida, sobretudo no mundo do trabalho.
