Protesto comerciário reúne 300 por negociação e aumento real

Reuniu cerca de 300 manifestantes, de 50 Sindicatos de Comerciários do Estado, a “sardinhada” organizada pelo Sindicato da Capital, na manhã desta quinta-feira (8), em frente à federação do comércio (patronal), em São Paulo.

O objetivo da manifestação foi forçar os empresários à negociação coletiva. A data-base da categoria é 1º de setembro, mas a negociação não avançou até agora. Os comerciários querem reajuste salarial e aumento real, totalizando 7%.

Ricardo Patah, presidente do Sindicato de São Paulo, condenou a insensibilidade patronal. “Os empresários insistem em não reconhecer a importância social e econômica dos comerciários”, criticou ele, acrescentando que, se o setor do comércio passou sem traumas pela crise econômica, isso se deve ao esforço dos trabalhadores.

Federação - O presidente do Sindicato da categoria em Ourinhos, Aparecido de Jesus Bruzarosco, representou a Federação dos Comerciários (Fecomerciários) no protesto. Bruza, como é conhecido, destacou: “O setor do comércio não teve abalos na crise e está crescendo. Chegou a hora do patronato fazer justiça a quem garante esse crescimento, ou seja, a nós os trabalhadores”.

Mais informações:
Ricardo Patah – (11) 9490.9438
Bruza – (14) 9762.8412

Patrões melhoram proposta salarial e greve
dos bancários pode terminar

Foto: Paulo Pepe

O Comando Nacional dos Bancários considerou positivo o índice de reajuste de 6% oferecido à categoria, na quarta-feira (7), pela federação dos bancos (Fenaban). Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro, o percentual garante quase 1,5% de aumento real, descontados os 4,4% referentes à inflação.

“O movimento sindical bancário, após 14 dias de greve, avalia como positiva a proposta que foi feita pelos bancos, que contempla aumento real de salário e manutenção do montante a ser distribuído de PLR (Participação nos Lucros e/ou Resultados) de até 15% do lucro líquido, assim como aumento nos valores que os bancários irão receber de PLR”, disse Cordeiro.

Paralisação - Os Sindicatos deverão realizar assembleias hoje (8) nos Estados para decidir se aceitam a proposta. A orientação do Comando Nacional dos Bancários é pela aprovação do acordo.

Mais informações:
www.contrafcut.org.br

Metalúrgicos forcistas intensificam
negociações da campanha salarial

Foto: Claudio Omena

Dirigentes da Federação com representantes do grupo patronal 10

A Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, que junto com a Força Sindical coordena a campanha salarial de 52 Sindicatos filiados, teve rodada de negociações na quarta-feira (7), às 14 horas, com representantes patronais do Grupo 10 (lâmpadas e estamparia, entre outros) na tentativa de avançar na definição reajuste salarial.

Segundo o secretário-geral da Federação, Edson Venâncio, “ou os empresários começam a fazer propostas dignas ou serão inevitáveis paralisações em todo Estado de São Paulo”.

Como parte da mobilização da campanha salarial, os metalúrgicos estão fazendo paralisações de advertência nas fábricas mais importantes do Estado e podem entrar em greve, a partir do dia 19 de outubro, caso os empresários não apresentem respostas positivas às reivindicações da categoria.

Agenda - As negociações continuam. Nesta quinta (8), às 10 horas, houve reunião com os representantes do setor de autopeças (Sindipeças) na sede da Federação; às 14 horas, com o Grupo 19-3 (máquinas, eletroeletrônicos), na sede do Sicetel; às 15 horas, reunião com o Sindmotor.

Fonte: Federação dos Metalúrgicos
www.fedmetalsp.org.br

Nova safra de grãos deve ultrapassar 140 milhões de toneladas

O primeiro levantamento do ciclo agrícola 2009/2010 divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na quarta-feira (7), indica que o Brasil deve colher no próximo ano entre 139,06 e 141,62 milhões toneladas, ou 2,9% a 4,8% a mais que as 135,16 milhões de toneladas da safra passada, a maior da história. A área plantada vai ficar entre 47,35 e 48,06 milhões de hectares.

 

 

João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical

 


Começa o jogo;
a partida continua


Por João Guilherme Vargas Netto


A opinião pública comenta, e comenta com razão, o troca-troca partidário do fim do prazo constitucional permitido. Parece ser um festival de infidelidade, mas é, na verdade, o acerto de contas preparatório (em todos os sentidos) das disputas eleitorais de 2010.

Estamos terminando o período que denominei (copiando a cultura política europeia do século passado) de “lutas de contato”, em que os contendores se estudam, se aproximam e se afastam, buscando alianças e desenhando o quadro estratégico da disputa. Depois, virá o período de “lutas de ruptura” em que os campos adversários se chocarão, eleitoral e ideologicamente.

Mas, em qualquer das fases, uma coisa deve nortear o movimento sindical: a necessidade de uma plataforma unitária que oriente a disputa, de acordo com os interesses dos trabalhadores e nos oriente nela.

Um bom exemplo de iniciativa que casa interesses político-partidários legítimos e preocupações eleitorais pertinentes com plataforma unitária do movimento sindical foi o jantar da bancada de deputados federais do PDT com a ministra Dilma e o ministro Lupi na noite de terça-feira, dia 6 de outubro, em Brasília.

Uma nutrida delegação sindical também presente apresentou à ministra a campanha pelas 40 horas e presenteou-a com uma camiseta. Ela se declarou favorável à discussão do tema, mas evitou assumir a correta posição do ministro Lupi que tem, incansavelmente, batalhado pelas 40 horas já.

Mais uma vez e com acerto, o deputado federal Paulinho da Força acumula o duplo papel de político prático e de dirigente sindical, com ganho em cada uma das posições e ganhos para nós.

João Guilherme Vargas Netto é membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores