Metalúrgicos da CUT conquistam reajuste
de 9% no G 8, autopeças e fundição

Foto: Rosana Lana


Os metalúrgicos da base da CUT nos setores de autopeças, fundição e nas empresas do Grupo 8 (trefilação, laminação de metais ferrosos; refrigeração, equipamentos ferroviários, rodoviários) conquistaram reajuste salarial de 9%, sendo 4,5% de aumento real, válido a partir de 1º de setembro, data-base da categoria.

“Para nós este acordo é uma grande vitória pois, em comparação à inflação, estimada para 1º de setembro em 4,3%, o aumento real representa mais de 100% da inflação. O novo aumento é, sem dúvida, um dos maiores que já conquistamos nos últimos 10 anos”, afirma Valmir Marques (Biro Biro), presidente da Federação dos Sindicatos Metalúrgicos (FEM-CUT/SP).

O setor de autopeças vai pagar o reajuste de 9% até o teto salarial de R$ 5.300,00. Acima deste valor, será incorporado nos salários o valor fixo de R$ 477,00. Já nos Pisos, os reajustes serão os seguintes: 15% para as empresas com até 100 empregados (passa de R$ 787,00 para R$ 905,00) e 12,36% para as fábricas com mais de 100 trabalhadores (sobe de R$ 980,00 para R$ 1.103,00). 

Na fundição, além do reajuste de 9%, os Pisos terão aumento que oscilam entre 10,30% – para empresas com até 350 empregados (passa de R$ 811,43 para R$ 895,00); e 9,44% – para fábricas acima de 350 empregados (sobe de R$ 973,18 para R$ 1.065,00).

As empresas do Grupo 8 concederão o reajuste de 9% até o teto salarial de R$ 4.950,00. Acima deste valor será incorporado ao salário o valor fixo de R$ 445,50. Os Pisos tiveram reajustes de 9,95%, para as empresas com até 50 empregados (passa de R$ 764,00 para R$ 840,00); 10%, para empresas de 51 a 500 empregados (sobe de R$ 810,00 para R$ 891,00); e 9,95%, para as empresas acima de 500 trabalhadores (passa de R$ 894,00 para R$ 983,00).

Licença-maternidade - A Federação também conquistou a ampliação da licença-maternidade de 120 para 180 dias nos setores de autopeças e fundição. Ao todo deverão ser beneficiados pelos acordos salariais cerca de 155 mil trabalhadores.

Mais informações:
www.fem.org.br

Força quer crescimento do PIB refletido nos acordos salariais

A Força Sindical divulgou nota, na sexta-feira (3), ressaltando que o crescimento de 8,9% do PIB no primeiro semestre deste ano, sobre igual período de 2009, aponta que o bom momento da economia é propício às negociações coletivas das categorias com data-base no segundo semestre e para que as Centrais cobrem do governo federal um reajuste maior para o salário mínimo de 2011. Leia a nota:

Os números do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados hoje revelam que a economia brasileira cresceu 8,9% demonstram claramente que apesar das altas taxas de juros, o País está no caminho certo, com um ciclo virtuoso na economia.

Diante do bom momento econômico, as entidades filiadas à Força Sindical vão intensificar a campanha salarial das categorias com data-base no segundo semestre, visando bons acordos e a ampliação dos direitos do trabalhador.

Vamos também, junto com as demais Centrais Sindicais, cobrar do governo um reajuste robusto para o salário mínimo e para as aposentadorias. Os números divulgados irão com certeza sensibilizar o governo e os parlamentares sobre a necessidade de um reajuste, no mínimo, compatível com o crescimento da economia.

Ressaltamos que estas medidas são instrumentos importantes para distribuir renda, fomentar o mercado nacional e o setor produtivo, gerando novos postos de trabalho e garantindo a justiça social.

Miguel Torres
Presidente em exercício da Força Sindical

Mais informações:
www.fsindical.org.br

Câmera Aberta desta quarta (8) fala sobre as ações
sociais promovidas pelos Sindicatos

Além das questões trabalhistas e das lutas por melhores salários, promover a qualidade de vida dos trabalhadores tem sido uma bandeira permanente das entidades sindicais, que oferecem serviços como atendimento médico e odontológico e convênios que garantem acesso a cursos, entre outros. Os Sindicatos também têm desenvolvido projetos de inclusão voltados aos desempregados e ações que beneficiam crianças e adolescentes.

Convidados - Para falar sobre o assunto, o Câmera Aberta Sindical desta quarta-feira, dia 8, convidou o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Ricardo Patah; a diretora do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, Mônica Veloso; e a coordenadora do Programa de Apoio Pisicoprofissional a Desempregados do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, Rosy Rodrigues.

Assista - O Câmera é transmitido toda quarta-feira, ao vivo, pela TV Aberta São Paulo (NET 9, TVA 72 ou 99 e TVA Digital 186).O programa é apresentado pelo jornalista João Franzin. Assista também na internet, pelo site da TV Aberta São Paulo (www.tvaberta.tv.br).

Contratação de temporários em 2010 já supera os 100 mil

A Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e Trabalho Temporário (Asserttem) informou, com base em pesquisas feitas pelo Instituto de Pesquisa Manager (Ipema), que o número de contratações temporárias no primeiro semestre de 2010 superou o de 2009. Foram 104,3 mil contratações este ano, contra 95 mil em igual período no ano anterior.

O levantamento considerou apenas os picos de contratação sazonal do primeiro semestre: Páscoa, Dia das Mães e Férias de Julho. Em 2009, 220,5 mil pessoas conseguiram trabalho temporário no Brasil, sendo que 125 mil vagas foram preenchidas no Natal. A expectativa da Asserttem é que este ano o número de contratações de temporários seja muito mais expressivo.

Mais informações:
www.asserttem.com.br

Imprimir no verso
Por João Franzin

Em um dos seus poemas, Brecht conta que os inimigos jogaram panfletos sobre a zona ocupada pelos comunistas, colocando a prêmio a cabeça de Mao Tsé-Tung. Homem prático que era, “e por faltar papel, mas sobrar ideais”, Mao mandou imprimir mensagens e orientações no verso dos panfletos.

Estamos na reta final de uma batalha eleitoral. É hora de imprimir nossos panfletos (boletins, jornais, blogs, sites etc.), com as informações e orientações de interesse dos trabalhadores.

Assim sendo:

1)    Motivar o eleitorado trabalhador a votar em massa;

2)    Orientar que, além do título de eleitor, se deve ir à seção eleitoral levando outro documento pessoal, com foto;

3)    Divulgar, e massificar, os números e nomes dos candidatos que representam nossos interesses;

4)    Divulgar sites e blogs de candidatos e/ou entidades do nosso campo;

5)    Lembrar que, nesta eleição, dois projetos opostos estão em disputa. Um, que parte das atuais conquistas e indicam a ampliação dos avanços; outro, que combate as atuais conquistas e indicam o caminho do regresso rumo aos tempos neoliberais de FHC;

6)    Destacar que há candidatos e partidos com propostas favoráveis aos trabalhadores e à soberania nacional, como jornada de 40 horas, licença-maternidade de 180 dias e qualificação profissional – de um lado; e que – do outro – estão candidatos e partidos contra os trabalhadores e a favor do entreguismo.

Se temos as ideias, e as corretas, é preciso imprimir, na frente e no verso, e distribuir entre a grande massa eleitoral, para que não compre gato por lebre, ou seja, não vote no inimigo.

João Franzin
Jornalista da Agência Sindical

Estatais terão orçamento recorde para investir em 2011

As estatais federais poderão investir R$ 107,5 bilhões em 2011, o maior valor da história. O valor reservado na proposta de Orçamento Geral da União para o próximo ano é 13,3% maior que os R$ 94,9 bilhões previstos para este ano. A Petrobrás responderá sozinha por R$ 91,2 bilhões; depois vêm as empresas do Grupo Eletrobrás, com investimentos estimados em R$ 8,16 bilhões.

 


 

Luiz Carlos Azenha






Qual será o golpe
final da Globo?
O que fazer a respeito?

Por Luiz Carlos Azenha,

Bala de prata. Há muito se especula sobre bala de prata. Qual será a “bala” atirada pelo consórcio Organizações Globo/Folha/Estadão/PSDB/
DEM na véspera do primeiro turno, em 2 de outubro de 2010, para tentar mudar o quadro eleitoral?

Em 2006 foram as fotos do dinheiro apreendido com os aloprados do PT, que teriam tentado comprar um dossiê
contra o então candidato a governador José Serra. Ninguém tratou do conteúdo do dossiê: as ambulâncias superfaturadas compradas durante a gestão de Serra no Ministério da Saúde. Aliás, a Globo passou a tratar aquele dossiê como “falso dossiê”, quando todas as informações oficiais mostram que o esquema das ambulâncias superfaturadas vicejou durante a administração Serra.

Naquela ocasião, as fotos “vazaram” justamente na antevéspera da eleição, para que pudessem ser publicadas na véspera, estrelando a edição do Jornal Nacional. Foi obra do delegado Edmilson Bruno, cuja conversa com os jornalistas na hora do vazamento se tornou um clássico da conjunção carnal entre fonte e mídia, com o delegado sugerindo o uso de photoshop, instruindo repórteres sobre como proceder com a divulgação das informações, contando que ia mentir para o superior hierárquico sobre a fonte do vazamento e se referindo a uma “foto da Globo” – tudo isso sob o silêncio complacente dos “profissionais” da mídia.

Na opinião de Luís Nassif, a bala de prata deste ano terá relação com o envolvimento de Dilma Rousseff na resistência ao regime militar. Também acho que seja o mais provável, dado que conheço inúmeros casos de gente que decidiu não votar na candidata do PT depois de receber por e-mail “notícias” (obviamente falsas) sobre crimes atribuídos à candidata.

Não é outro o motivo das correntes de e-mail que têm sido bombardeadas diuturnamente na rede contra Dilma: preparar o terreno para alguma ação de grande alcance, provavelmente no Jornal Nacional. Ou seja, quando a bala de prata for disparada funcionará como uma espécie de confirmação.

Registro que muita gente recém-chegada ao mundo da rede devota profunda credibilidade à palavra escrita e, por não encontrar na rede fontes de desmentido, tende a acreditar que “onde há fumaça há fogo”. Estranho, portanto, que a campanha de Dilma não tenha preparado algum tipo de vacina preventiva contra as mentiras.

É óbvio que não sabemos exatamente o que vai acontecer, nem quando. Como tem sido assim na história das eleições brasileiras, tudo indica que acontecerá de novo. O que me leva à pergunta seguinte: qual deve ser a consequência para a concessão pública de rádio ou de TV que embarcar na disseminação da mentira?

Uma campanha para o cancelamento de assinaturas
(das publicações das Organizações Globo), apoiada pelas Centrais Sindicais, pelos movimentos sociais e pela blogosfera? Uma campanha de boicote aos anunciantes, patrocinada pelas Centrais Sindicais, pelos movimentos sociais e pela blogosfera? Ações coletivas na Justiça? Punição, dentro das regras já existentes, às concessões que praticarem crimes eleitorais?

Deixo a questão em aberto para que vocês reflitam e façam sugestões. Vou sugerir ao Altamiro Borges, do Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé, que pense em articular algum movimento coletivo que deixe claro, desde já, que tentativas de fraude eletrônica antecipada das eleições de 2010 terão consequências práticas aos que forem patrocinadores dela.

Luiz Carlos Azenha no blog Escrevinhador (www.rodrigovianna.com.br)