São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 9 de setembro, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA O Câmera Aberta desta quarta, 9 de setembro, vai entrevistar os organizadores e um palestrante do 18º Congresso da Fecomerciários (Federação dos Empregados no Comércio do Estado de São Paulo), que será realizado nos dias 17, 18 e 19 de setembro, na Colônia de Férias da entidade, em Praia Grande, São Paulo.
Luiz Carlos Motta, presidente da Federação e coordenador geral do evento, Mário Herrera, presidente do Sindicato dos Comerciários de Marília e coordenador executivo do congresso, e Antonio Rogério Magri, ex-ministro do Trabalho e Previdência e palestrante, serão os entrevistados do programa. O tema do evento é “Regulamentação, Já”, que discutirá a mudança de ocupação para profissão do empregado no comércio. “Com a regulamentação da profissão do comerciário, a categoria terá seus direitos trabalhistas ampliados”, explica Motta.
Greve paralisa Renault e Audi no Paraná. (data-base da categoria é 1º de setembro)
Os 3.500 trabalhadores da Volks-Audi estão parados desde quinta-feira passada. Eles reivindicam 10% de reajuste e abono de R$ 2 mil, em setembro. O índice de 10% é composto de aumento real e reposição de 100% do INPC (que deve ficar entre 4,67% e 4,70%). A empresa não fez, até agora, nenhuma oferta aos metalúrgicos. Segundo a assessoria de imprensa do Sindicato, é bastante provável que a paralisação tenha continuidade na Volks-Audi, já que não existe negociação agendada. A montadora francesa Renault tem 4 mil funcionários diretos e cerca de mil terceirizados. Eles estão em greve desde a última sexta-feira. As reivindicações são as mesmas da Volks-Audi, com 1% a mais no pedido de aumento, devido a uma pendência da negociação de 2008. Os metalúrgicos da Renault já rejeitaram duas propostas da empresa. Na assembleia de quarta-feira passada, eles não aceitaram a proposta de correção de 100% do INPC e abono de R$ 1.500, em setembro. Sérgio Butka, presidente do Sindicato, acredita na continuidade da greve na Renault. “A empresa teve tempo suficiente para melhorar a proposta. Mas, infelizmente, apresentou uma pior ainda, já que retirou 1% de reajuste que está pendende da campanha salarial de 2008. Os trabalhadores decidiram entrar em greve e devem permanecer parados até que a negociação avance”, declarou Butka. Volvo - Os cerca de 2.600 metalúrgicos da Volvo da Cidade Industrial de Curitiba podem engrossar o número de grevistas. Na última quarta-feira, 2/9, eles decidiram que aguardam uma semana para a empresa apresentar proposta que vá ao encontro de suas expectativas. Se até a próxima quarta-feira isso não ocorrer, eles poderão fazer paralisações de protesto a partir do dia 10. Amanhã (9), Sindicato e empresa se reunirão para discutir os índices. Os trabalhadores querem 10% de reajuste salarial e abono de R$ 2 mil, além do reajuste no valor do vale-mercado, congelado há treze anos em R$ 60,00. Eles pedem R$ 120,00. Mais informações:
Sindicato mobiliza no ABC e prevê paralisações Os metalúrgicos do ABC rejeitaram sexta-feira (4/9) a proposta salarial das montadoras (Sinfavea) e das autopeças (Sindipeças). Os mais de 5.000 trabalhadores que participaram da assembléia na rua do Sindicato também aprovaram início das mobilizações com atos, protestos, paralisações e greves, a partir de amanhã (8/9). Mais informações - Vanilda Oliveira, coordenadora de Comunicação
40 horas é tema de debate na Câmara Hoje (8), a partir das 19 horas, na Câmara dos Vereadores da cidade de São Paulo, será realizado um debate sobre a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial. O evento será realizado no Salão Nobre da Câmara dos Vereadores. Segundo o organizador do evento, Cláudio Prado, que é vereador (PDT-SP) e diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, irão participar representantes de seis Centrais Sindicais (Força Sindical, CUT, UGT, CGTB, CTB e NCST) e vereadores do PCdoB, PSB, PPS, PT e PDT.Prado acrescenta que, ao lado de Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical e deputado federal (PDT-SP), está articulando para que outras câmaras municipais realizem esse debate. No dia 11, às 16 horas, está agendada uma audiência sobre as 40 horas, na Câmara de Guarulhos. O evento vai reunir as Centrais Sindicais e Sindicato da cidade. O objetivo é obter o apoio de todos os partidos com representação na Câmara. Mais informações:
Cai o preço da cesta básica em São Paulo Segundo pesquisa mensal do Dieese, o preço da cesta básica caiu 0,65% na capital paulista e chegou a R$ 225,69 em agosto. Em julho, a cesta custava R$ 227,17. No ano, a queda acumulada chegou a 5,76%. A pesquisa apontou que o preço da cesta, que tem 13 itens, caiu em nove das 17 capitais analisadas (São Paulo tem a segunda cesta mais cara). Na capital paulista, sete itens apresentaram queda de preço, incluindo o pão francês, que caiu 0,17%. |
Por Marcos Verlaine A pressão do movimento sindical sobre a Câmara dos Deputados para fazer avançar a agenda sindical na Casa vai surtindo efeito. A agenda é composta por sete proposições - jornada de trabalho, salário mínimo, fator previdenciário, convenções 151 e 158, da OIT, trabalho escravo e terceirização - em discussão pelos deputados. Essa agenda foi aprovada pelas centrais e apresentada ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP), em maio. A PEC da redução da jornada poderá entrar na pauta para votação em primeiro turno até o final de setembro. O acordo entre centrais e governo para viabilizar uma alternativa ao fator previdenciário permitiu uma solução razoável para o governo e os beneficiários do INSS - aposentados e pensionistas. Divergências à parte acerca do conteúdo do acordo, é preciso que se diga, trata-se de uma importante vitória parcial do segmento, pois o "fator 85/95" é bom para quem começou a trabalhar muito cedo. O aumento real dos benefícios acima de um mínimo, de 2,5%, também é razoável, já que a inflação é baixa. Uma vitória dessas não pode ser menosprezada. Ademais, o acordo viabilizou a votação do importante projeto do salário mínimo, que recupera e atualiza o piso nacional até 2023. No Senado, o Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST) atua com descortino para aprovar o PLS 248/06, que regulamenta a cobrança da taxa assistencial em favor dos sindicatos. O projeto já foi aprovado pelas comissões de Assuntos Sociais; e de Assuntos Econômicos, e o FST trabalha para levá-lo ao plenário com urgência, pois a senadora Kátia Abreu (DEM/TO) pediu para que fosse examinado pela Comissão de Justiça. A iniciativa é puramente protelatória. A pressão precisa continuar e ser semanalmente renovada por dirigentes sindicais dos estados, tanto na Câmara, quanto no Senado. Mais pressão - Da agenda, passível ainda este ano de ser aprovada em comissão temática, uma precisa de mais pressão para avançar. Refiro-me à mensagem presidencial que ratifica a Convenção 158, da OIT, que trata da demissão imotivada. O presidente da Comissão de Trabalho, deputado Sabino Castelo Branco (PTB/AM) é o relator da matéria, e protela a apresentação do parecer por pressão patronal-empresarial. Os trabalhadores precisam fazer o contraponto para agilizar a matéria no colegiado, sob pena de não ver ainda este ano sua aprovação nesta importante comissão de mérito. Caso não avance agora, no próximo ano será mais difícil, já que em ano eleitoral o Congresso Nacional se reúne menos e vota menos matérias polêmicas. Marcos Verlaine é jornalista, analista político e assessor parlamentar do Diap |
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