Acordo adia definição do
O relator da LDO para 2011, senador Tião Viana (PT-AC), estava propondo um mínimo próximo a R$ 550, com reajuste real de 2,5% (variação média do PIB em 2008 e 2009). Na proposta original enviada pelo governo, o mínimo não deveria receber reajuste real no próximo ano, ficando em R$ 535, de acordo com a regra seguida nos últimos anos de vincular o aumento à variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Mas, diante da pressão exercida pelas Centrais, o relator preferiu deixar o texto-base do projeto da LDO - que foi aprovado na quarta pela Comissão Mista de Orçamento - em aberto, no que diz respeito à definição do salário mínimo. “Estamos convencidos que há espaço para um reajuste maior, porque o País deverá ter um crescimento econômico expressivo este ano. O Piso nacional hoje é de R$ 510,00, o senador propôs R$ 547,95 e o movimento sindical reivindica R$ 570,00, o que corresponde a um aumento de 11,76%”, explica o presidente em exercício da Força Sindical, Miguel Torres. Pressão - As Centrais Sindicais deixaram claro durante as negociações que vão se juntar e pressionar para que o salário mínimo seja corrigido com base no crescimento de 2010, chegando aos R$ 570, para dar continuidade à política de valorização do mínimo. “Com a nossa proposta o aumento real será de 6,7% para o Piso nacional. Mas a briga promete ser muito difícil e para passar a nossa proposta será preciso muita pressão, porque é quase certo que os parlamentares dos partidos oposicionistas vão tentar derrubá-la. Um salário digno é uma forma de distribuir renda”, ressalta Miguel. Mais informações:
Permanência do Dieese no Parque da Água Aconteceu no final da tarde de quarta-feira (8), no Palácio dos Bandeirantes, reunião entre o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) e o governo do Estado, a fim de tratar da permanência ou não da entidade no Parque da Água Branca, em São Paulo, onde se encontra instalada há mais de 24 anos. O encontro teve presença de sindicalistas da CUT, Força, CGTB, Nova Central e CTB. A delegação, tratou diretamente com o próprio governador Alberto Goldman (PSDB). Segundo o presidente atual do Dieese, o metalúrgico Josinaldo José de Barros, ficou implícito na conversa que o Dieese permanece no Parque ou o governo paulista oferece um local adequado para a instituição, que tem 80 funcionários, além de vasto equipamento de trabalho, como computadores. O sindicalista informa que na próxima semana haverá novo encontro entre Dieese, sindicalistas e Goldman. Mais informações:
Senado aprova licença-maternidade de seis meses
O projeto de autoria da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) modifica a Constituição e torna obrigatória a licença de 180 dias para empresas públicas e privadas. Na prática, ele amplia o alcance da Lei número 11.770 de 2008, da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), que faculta às empresas a concessão da licença de seis meses em troca de dedução das despesas extras do Imposto de Renda. Benefícios - Rosalba Ciarlini, que era médica pediatra antes de ingressar na política, acredita que a ampliação do prazo não enfrentará resistência por parte das empresas. Ela explica que as experiências recentes mostram que a mãe que passa mais tempo com o filho retorna mais produtiva ao trabalho e que o ciclo de seis meses de amamentação garante mais saúde ao recém-nascido e, com isso, reduz as faltas da mãe ao trabalho. Mais informações:
Metalúrgico de Guarulhos editam boletim eletrônico
O envio será, prioritariamente, para associados do Sindicato. Mas, numa segunda fase, será expedido também para entidades sindicais, imprensa e autoridades. Heleno B. da Silva, secretário-geral da entidade, explica: “O boletim eletrônico permite a ampliação do leque de temas abordados. Questões como política, meio ambiente e cidadania serão frequentes no material”. Mais informações:
Consumo de máquinas aumenta 30% este ano As empresas brasileiras estão investindo com força na modernização e ampliação da capacidade produtiva e o consumo interno de bens de capital cresceu 30,1% de janeiro a maio deste ano, em relação ao mesmo período de 2009. As maiores taxas aparecem no fornecimento de máquinas para o setor de construção civil, com alta de 156% nos primeiros cinco meses do ano, e para o de infraestrutura, com aumento de 46,9%. |
Por Claudio Salvadori Dedecca O mercado de trabalho Ambas se apresentam como termômetros valiosos do comportamento de curto prazo do mercado de trabalho e da atividade econômica. Os dados do Cadastro Geral de Empregados cumprem com competência uma das funções. Uma vez mais seus resultados revelam a capacidade atual da economia brasileira em dinamizar o mercado Quase 300 mil postos foram criados em maio, movimento que se espraia nas diversas regiões geográficas do País e na estrutura produtiva como um todo. Tendo alcançado 1,2 milhão de postos nos cinco primeiros meses, é cada vez mais provável que 2,5 milhões de novos postos sejam criados em 2010. O Brasil conseguiu com êxito enfrentar a crise, com um desempenho inédito no período republicano. Alguns elementos estruturais contribuíram para o bom resultado, como a estabilidade de preços, o baixo endividamento externo Ademais, as políticas de fortalecimento da base produtiva e do mercado interno foram decisivas para tal desempenho, devendo receber menção aquelas de financiamento do investimento privado, de ampliação da infraestrutura, de difusão do crédito produtivo e ao consumo, de salário mínimo e de transferência de renda. Apesar dos resultados, não se deve tomar como eterna a capacidade de esses instrumentos dinamizarem o mercado formal de trabalho. É fundamental que o País elabore políticas de longo prazo visando fortalecer a relação entre a atividade econômica e geração de emprego, como ações As agendas das candidatas e do candidato à presidência são uma boa oportunidade para começar a enfrentar tal desafio. Claudio Salvadori Dedecca é professor titular do Instituto de Economia da Unicamp, com especialidade em trabalho e políticas sociais |
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