São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 9 de junho, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
A Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, realizada no estádio do Pacaembu, dia 1º de junho, reuniu 30 mil lideranças sindicais de 4.500 entidades de todo o País. A última conferência de trabalhadores foi a Conclat, em 1981. Assista pela internet: www.tvaberta.tv.br
Mudanças no FAP beneficiam empresas que previnem acidentes O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) aprovou, dia 31 de maio, alterações na metodologia do Fator Acidentário de Prevenção (FAP) que vão beneficiar cerca de 350 mil empresas, a partir de 1º de setembro deste ano. Agora, as empresas que não registrarem nenhum tipo de acidente terão alíquotas do Seguro Acidente de Trabalho (de 1, 2 ou 3%) reduzidas pela metade. Outra modificação dobra a alíquota do seguro da empresa que não apresentar notificação de acidente ou doença de trabalho, comprovada a partir de fiscalização. A mudança tem o objetivo de combater a subnotificação. Mais duas alterações entrarão em vigor em 2011: uma aumenta a bonificação das empresas que registram acidentalidade menor; a outra possibilita uma melhor distribuição do fator entre as empresas com o mesmo número de acidentes. FAP - O fator serve para calcular as alíquotas do Seguro Acidente de Trabalho (SAT) de 952.561 empresas. Após a sua aplicação, as que têm maior acidentalidade têm tarifas maiores e as com menor acidentalidade têm alíquotas menores. O Brasil gasta anualmente cerca de 1,8% do PIB (R$ 56 bilhões) com despesas decorrentes da acidentalidade e das condições insalubres, penosas e perigosas no ambiente de trabalho. Mais informações:
Metalúrgicos de Lorena e região A Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo (Força Sindical) vai reunir, na próxima quarta e quinta-feira (9 e 10), dirigentes de base de vários Sindicatos da região de Lorena no 3º Seminário de Formação de Dirigentes Sindicais para a Campanha Salarial. O seminário tem como objetivo proporcionar maior unidade na ação dos Sindicatos na representação de suas bases, além de fazer parte de uma série de ações da Federação para fortalecer cada vez mais a busca de maiores conquistas no período de negociação na data-base da categoria. Agenda dos próximos eventos: 17 e 18 de Junho 30 de junho e 01 de julho Sinthoresp é legítimo representante O Sindicato dos Hoteleiros de São Paulo (Sinthoresp) teve confirmada pela Justiça a representatividade sindical dos trabalhadores dos flats Condomínio Edifício La Residence, Transamérica Flats, Edifício Pamplona Flat Service e Condomínio Edifício Tatuapé Flat Service. Segundo o Decreto 5406/2005, flats são considerados “meio de hospedagem e estão sujeitos às normas legais que regem as atividades comerciais e empresariais hoteleiras”. Mesmo assim, alguns proprietários de flats alegam que suas acomodações constituem residência, vinculando seus funcionários ao Sindicato dos trabalhadores em edifícios. Benefícios - No exame do mérito, a Justiça reconheceu em primeira instância a legitimidade da reclamação, determinando que as relações de trabalho dos empregados dos flats sejam regidas pela Convenção Coletiva dos hoteleiros, já que os serviços realizados caracterizam atividades ligadas ao setor de hotelaria e gastronomia. A partir da decisão, esses trabalhadores poderão desfrutar de toda a assistência e benefícios disponíveis no Sinthoresp. Mais Informações:
Sindicato conquista jornada
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Por Aldo Rebelo A injusta e equivocada tese malthusiana (do conservador inglês Thomas Robert Malthus 1766-1834), de que a condição do pobre era fruto da lei natural e da providência divina, portanto, imutável, domina hoje as relações entre as nações do mundo. De um lado, os interesses concretos das nações ricas e desenvolvidas, principalmente das suas classes dominantes, se empenham na apropriação dos bens naturais, já escassos em seus domínios, mas abundantes entre os países ditos emergentes ou subdesenvolvidos. De outro lado, as nações pobres que aspiram a seu pleno desenvolvimento, para isso usando seus recursos naturais, encontram todos os tipos de barreiras: estruturais, fiscais, sanitárias, e, mais recentemente, as ambientais. Países e até continentes inteiros parecem estar condenados a se perpetuarem na pobreza, como pensava Malthus a respeito do miserável em sua época. “Não há vaga para ele no lauto banquete da natureza”, sentenciava o autor. O reacionarismo desumano de Malthus foi implacavelmente derrotado, na doutrina e na prática. Mas ressurge, atrasadíssimo no tempo, no confronto da agricultura fortemente subsidiada dos países desenvolvidos com a produção agrícola cada vez mais competitiva de nações como o Brasil. E, como se não bastasse a distorção do subsídio, condenada pela Organização Mundial do Comércio, agora usam a pecha de agressores do meio ambiente sobre os produtores agrícolas dos países em desenvolvimento. O confronto ambientalismo versus agricultura brasileira já é intenso em todas as regiões do País, mas é na Amazônia que se concentra o seu maior impacto. As nações ricas já não mais podem cobiçá-la, como antes, mas querem mantê-la tutelada e inabitada, a salvo de qualquer manejo, por mais ambientalmente sustentável que este seja. É na chamada Amazônia Legal, principalmente na faixa de transição entre o cerrado e o bioma amazônico, que ONGs desenvolvem campanhas milionárias para interditar a fronteira agrícola e a mineração. O dinamismo do País na produção de soja, carne, algodão e açúcar causa imenso desconforto aos concorrentes internacionais. O médico e humanista brasileiro Josué de Castro (1908-1973), que lutou contra as ideias malthusianas, negou, no livro “Geografia da Fome”, a suposta harmonia entre o homem e a natureza da região amazônica. “Na alarmante desproporção entre a desmedida extensão das terras e a exiguidade de gente, reside a primeira tragédia geográfica da região.” A imagem dessa fictícia harmonia e a intenção de manter uma Amazônia eternamente inexplorada é hoje um produto chique de consumo nas nações ricas. Trata-se de uma ficção produzida por “pop stars”, como Sting e seus cortesãos locais, ou levada às telas por cineastas como James Cameron, em seu filme “Avatar”. A Amazônia é parte do território brasileiro, é corpo e alma do Brasil. Os povos amazônicos têm o direito de ver sua região se desenvolver. É esse também um dos objetivos da reforma do Código Florestal, da qual sou relator. Não se pode aceitar a legislação atual, que coloca na ilegalidade 90% dos proprietários rurais, o cidadão que arranca uma minhoca da beira do rio ou o índio que põe raiz de mandioca para fermentar na água de um igarapé. O novo Código Florestal vai proteger o meio ambiente da Amazônia e de outras regiões sem impedir seu desenvolvimento e manejo sustentáveis. Essa é a resposta que o Congresso brasileiro dará ao neoambientalismo dos países ricos. Ninguém está destinado a viver eternamente na pobreza. Aldo Rebelo é jornalista e deputado federal pelo PCdoB/SP. Publicado originalmente na Folha de S.Paulo (5) |
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