|
||||
|
|---|
O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (8), contra o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Condefat), pedindo que todos os trabalhadores demitidos sejam contemplados com a ampliação das parcelas do seguro-desemprego.
Segundo a ação, a decisão do Codefat de beneficiar com mais duas parcelas do seguro-desemprego apenas ex-trabalhadores da indústria metalúrgica, mecânica, têxtil, química, automobilística e da borracha, além de ferir os princípios constitucionais, é injusta por criar distorções na escolha dos setores beneficiados.
Comerciários - Patah cita a demissão de 400 comerciários do Eletro Shopping, em Recife, onde a empresa alegou que atravessa dificuldades por causa da crise financeira. “Esses trabalhadores do comércio são tão vítimas da crise quanto os das categorias. Não é justo, portanto, que sejam discriminados pelo governo”, diz o sindicalista.
Mais informações:
www.ugt.org.br
![]()
Abrindo as comemorações do Dia do Trabalho, celebrado em 1º de Maio, vários Sindicatos organizam um seminário sobre Trabalho Decente e Qualidade da Inclusão das Pessoas com Deficiência. O evento ocorrerá dia 25 de abril, das 8h30 às 12h30, no Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região (rua Erasmo Braga, 307, Presidente Altino, Osasco).
Entre os palestrantes, os organizadores convidaram a dra. Lucíola Rodrigues Jaime, superintendente regional do Trabalho em São Paulo, uma das principais responsáveis pela aplicação da Lei de Cotas, que propiciou o crescimento das contratações de pessoas com deficiência no Estado.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até dia 22 de abril, através do e-mail: ecidadania@ecidadania.org.br.
Mais informações:
Telefone 3685.0915
www.ecidadania.org.br
![]()
O Tribunal de Justiça do Pará anulou o julgamento que absolveu, há quase um ano, o fazendeiro Vitalmiro Bastos Moura (Bida) da acusação de ser um dos mandantes do assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang. O tribunal acatou recurso do Ministério Público, alegando que a decisão dos jurados contrariou depoimentos de envolvidos no assassinato. A missionária, morta em 2005, defendia pequenos produtores rurais e denunciava fazendeiros por grilagem de terras e desmatamento ilegal.
![]()
João Guilherme
V. Netto é consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores
Balanço e
perspectivas
Completado o primeiro trimestre de 2009 os grandes balanços começam a ser feitos para preparar os enfrentamentos aos novos desafios.
A primeira confirmação é sobre o caráter da crise externa que se abateu sobre a nossa economia: intensa, localizada em setores determinados que se revezam no desdobramento dela, fortemente carrregada de subjetivismo (onde se congregam a desinformação ou o manchetismo dos meios de comunicação, a covardia e o oportunismo de alguns setores patronais e o oposicionismo rancoroso mais desbragado) e possível de ser superada a curto prazo.
A grande tarefa enfrentada vitoriosamente pelo movimento sindical foi a de conter ao máximo as demissões e a quebra de direitos. Isto foi realizado com a resistência efetiva e centralizada nos Sindicatos e a ação unitária das Centrais propondo e apoiando medidas gerais contra a crise (abaixamento dos juros, diminuição dos spreads, aumento real antecipado do salário mínimo e outras).
Hoje, pode-se dizer, que o movimento conseguiu criminalizar as demissões e a Convenção 158 (que precisa ser aprovada no Congresso) tornou-se uma orientação teórica e prática do Direito (apesar dos mal ajambrados editoriais contrários da Folha de S.Paulo e do Estado de S.Paulo). Na nova etapa que se desenha e sobre a qual deve influir o ânimo positivo dos que no primeiro trimestre derrotaram o derrotismo, quatro ordens de problemas merecem atenção:
1- O desenvolvimento das campanhas salariais próximas; algumas delas têm, pelo número de trabalhadores envolvidos, pelo peso econômico do setor e pelas possibilidades de vitória, importância estratégica decisiva – motoristas e cobradores, construção civil, prestadoras de serviços em telecomunicações e teleatendimento, todas em São Paulo.
2- Aumento da pressão imediata pelas votações no Congresso da PEC que reduz constitucionalmente a jornada de trabalho sem reduções de salários, pela aprovação da Convenção 158 e aceleração das negociações para o fim do fator previdenciário.
3- Luta por medidas produtivistas de caráter emergencial para atender os setores agora mais atingidos com iniciativas capazes de garantir emprego, produção e consumo, luta para derrubar os juros e os spreads e desempoçar o crédito; luta pela redução negociada da jornada de trabalho sem redução de salários e com alívio fiscal.
4- Pressão continuada e participação efetiva na implementação de programas governamentais anticíclicos como o de 1 milhão de casas populares, o da linha branca dos eletrodomésticos, o PAC, o atendimento às prefeituras e garantia dos reajustes ao funcionalismo público em todos os níveis estatais.
Com essas medidas poderemos, vencido o segundo trimestre, conquistarmos para o segundo semestre condições de resistência e avanço melhores que as atuais.
João Guilherme V. Netto é membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo
