Lupi diz que economia do País vai
acelerar já no início de 2010

O ministro Carlos Lupi (Trabalho) afirmou que a reação do setor produtivo no início de 2010 será uma inversão da tendência que normalmente ocorre nos primeiros meses de cada ano. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), na quinta-feira (7), Lupi disse que a previsão dos analistas de crescimento de 6% “é modesta”.

A previsão do ministro é que o setor de serviços vai começar a puxar a oferta de postos de trabalho neste ano. O comércio terá grande impulso, assim como a indústria, que está com os estoques zerados e por isso deve começar logo a aumentar a produção.

Lupi lembrou que, enquanto os Estados Unidos comemoram apenas a redução de demissões, o Brasil festeja a geração de empregos. O ministro ressaltou que o saldo de mais de 1 milhão de vagas em 2009 é “uma amostra inequívoca da força da economia nacional”, prevendo que a geração de empregos este ano passará de 2 milhões de postos.

Seguro desemprego - O ministro reiterou que a concessão do seguro passará a ser feita pela internet a partir de março. A novidade só deverá cobrir todo o País no final do ano, mas a expectativa é reduzir o tempo para concessão do benefício, que varia de 30 a 45 dias, para 15 dias.

Clique aqui e confira os principais trechos da entrevista do ministro.

Mais informações:
www.mte.gov.br

Fetaesp encerra 2009 com avanços
e pretende ampliar projetos

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo (Fetaesp) realizou com sucesso, em 2009, a sexta edição da Agrifam (cerca de 280 cursos de capacitação dos agricultores e trabalhadores rurais em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - Senar), além de inúmeras atividades de capacitação sindical, em parceria com a Confederação Nacional dos trabalhadores na Agricultura (Contag).

Segundo o presidente da entidade, Braz Albertini, essas conquistas devem ser reforçadas este ano com novas iniciativas. “Os cursos serão expandidos e buscaremos mais recursos para reforçar nosso papel educacional”, enfatiza.

Albertini destaca que a Fetaesp vai implementar projetos de capacitação de trabalhadores rurais desempregados, devido o alto índice de mecanização no setor sucroalcooleiro, para facilitar sua colocação em outras áreas como a construção civil, que deverá ter bom desempenho em 2010.

Capacitação - O sindicalista ressalta ainda que uma das prioridades desse ano é melhorar o desempenho da entidade. “Para isso, em janeiro teremos treinamento de todos os nossos funcionários. Reforçaremos a organização dos jovens – que já caminha com sucesso – e também investiremos no trabalho com muitos grupos de mulheres já organizados no estado”, explica.

Mais informações:
www.fetaesp.org.br

Movimentos sociais já mobilizam para abertura do FSM 2010

A primeira reunião da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), terça-feira (5), na sede da CUT-RS, teve como assunto principal a 10ª edição do Fórum Social Mundial (FSM), que ocorrerá em Porto Alegre de 25 a 29 de janeiro. Cerca de 50 pessoas, representando diversos movimentos, participaram do encontro.

Na reunião, foram acertados detalhes para a organização da caminhada de abertura do FSM, que acontecerá no dia 25. E às 10 horas do dia 29 será realizada a I Plenária dos Movimentos Sociais, na Usina do Gasômetro.

A CUT também vai promover, juntamente com as demais Centrais Sindicais, quatro seminários sobre o mundo do trabalho durante o Fórum: Crise mundial do capitalismo e perspectivas do movimento sindical, Trabalho decente e pacto mundial pelo emprego, Práticas antisindicais e Agenda mundial dos trabalhadores.

FSM - “Podemos sentir o impacto que o FSM teve na América Latina. Os países que conquistaram um governo democrático representam os frutos do Fórum, a nossa luta por mudanças, para acabar com a política neoliberal”, afirma o secretário de Comunicação da CUT-RS, Paulo Farias.

Fonte: CUT
www.cut.org.br

Proposta garante estabilidade ao pai
durante gravidez de esposa

A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei (PL 5936/09) que impede a demissão sem justa causa do trabalhador cuja esposa esteja grávida e não tenha estabilidade por sua condição. Segundo o autor da proposta, deputado Sabino Castelo Branco (PTB-AM), a estabilidade que desfruta hoje a trabalhadora gestante não protege as mães desempregadas.

O projeto estabelece que o trabalhador deverá apresentar cópia autenticada do registro do nascimento da criança até 5 dias após o parto. Ele deverá constar como pai da criança.

Tramitação - A proposta, em tramitação conclusiva, será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Mais informações:
www.camara.gov.br

Captação da poupança em dezembro é a maior desde 1995

Os depósitos em poupança superaram as retiradas em R$ 9,171 bilhões no mês de dezembro. Foram R$ 112,230 bilhões em depósitos, contra R$ 103,059 bilhões em retiradas, no oitavo mês seguido de resultado positivo. A captação líquida mensal foi a maior da série histórica, iniciada em 1995. Em 2009 a captação líquida somou R$ 30,412 bilhões, menor apenas do que a de 2007, quando foi de R$ 33,379 bilhões.

 

 

Cândido Vaccarezza é deputado federal (PT-SP)

 

Justiça social

Por Cândido Vaccarezza

A redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas é um avanço no processo de regulamentação trabalhista no Brasil. A mudança vai gerar novos empregos formais e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. Estima-se que a proposta vá possibilitar a criação de 2,5 milhões de empregos. A redução da jornada também trará maior satisfação ao trabalhador, o que contribuirá para o aumento do índice de produtividade.

Com menor carga horária, os trabalhadores terão mais tempo para se qualificar e aumentar a produtividade e a qualidade do resultado final do produto ou serviço oferecido ao mercado pelas empresas. Além disso, a menor jornada dará aos trabalhadores mais tempo para se dedicar à família e ao lazer.

A redução de quatro horas semanais na jornada não provocará perda de competitividade por parte das empresas. Veja-se o exemplo de países como Bélgica, Inglaterra, Portugal e França, onde as jornadas semanais são inferiores a 40 horas. Aqui no Brasil, categorias como químicos e metalúrgicos, por exemplo, conseguiram reduzir as respectivas jornadas por acordo coletivo de trabalho. E a produtividade nessas áreas continua elevada.

A aprovação da redução imediata da jornada é o ideal. Porém, se não for possível, podemos acordar com Centrais Sindicais, trabalhadores e empresários uma data futura para a implementação da proposta. A redução poderá ser feita de forma gradativa e com a redução da carga tributária para os empregadores.

A redução da jornada de trabalho para padrões de países desenvolvidos, antes de prejudicar a economia e as empresas, vai possibilitar maior dinamismo para a indústria, o comércio e o setor de serviços. Menor jornada significa mais emprego e, em consequência, aumento no mercado interno de consumo e aquecimento da economia.

As perspectivas de crescimento econômico – a previsão é de que o PIB cresça 6% no próximo ano – nos garantem desenvolvimento econômico, melhoria na qualidade de vida das pessoas, geração de emprego e distribuição de renda. Reduzir a jornada semanal de trabalho é uma medida de justiça e de avanço social e trabalhista.

Cândido Vaccarezza é deputado federal (PT-SP) e líder do partido na Câmara dos Deputados.
Publicado originalmente no jornal O Globo no dia 02 de janeiro de 2010