O presidente do Sindicato, Ricardo Patah, adiantou que a entidade não abre mão da manutenção dos empregos e espera que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) não leve em consideração apenas o aspecto da concentração que vai acontecer no varejo ao analisar o negócio, mas também a manutenção dos empregos. “Vamos chamar o Ministério do Trabalho para acompanhar o processo e também vamos solicitar a participação dos trabalhadores nas discussões pela garantia dos empregos”, afirma o sindicalista. Gigantismo - Ricardo Patah relata que uma consulta aos Sindicatos de comerciários do Brasil revelou que, com a soma entre os supermercados, hipermercados, lojas do Ponto Frio e das Casas Bahia, o grupo Pão de Açúcar passará a contar com 1.600 pontos de vendas, 140 mil empregos e terá um faturamento perto a 40 bilhões. “Esse é um número extremamente significativo e o governo deve ficar atento se essa concentração no varejo não poderá causar danos à livre concorrência e ao consumidor. E, evidentemente, à manutenção dos empregos”. Centrais - A Força Sindical e a UGT (União Geral dos Trabalhadores) já solicitaram uma reunião com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para discutir a fusão do grupo Pão de Açúcar com as Casas Bahia. Os dirigentes das duas entidades querem que o ministro faça a intermediação entre eles e o empresário Abílio Diniz, a fim de evitar que a fusão provoque demissões. Eles querem negociar a manutenção dos empregos na nova empresa. “Estamos preocupados com o fechamento de postos de trabalho. Sabemos que as fusões costumam causar desemprego”, observa o presidente da Força, Paulo Pereira da Silva (Paulinho). Mais informações:
Lupi volta a defender jornada de 40 horas semanais
“A relação entre capital e trabalho só avança quando os dois lados caminham de mãos dadas, e este é o nosso desafio. A redução da jornada é uma medida inteligente também para o empresário, porque aumenta a produtividade do trabalhador e gera mais lucro”, afirmou Lupi, na última quinta-feira (3), na Federação das Indústrias de Minas Gerais. Após ouvir propostas de alteração da legislação trabalhista, Lupi afirmou que o ministério está aberto ao diálogo, mas ressaltou que seu compromisso com continua sendo a defesa dos direitos trabalhistas. Juros - O ministro disse ainda ser favorável à redução da taxa de juros e à política de isenções fiscais como mecanismos de estímulo ao setor produtivo. Durante o evento, Lupi reforçou sua previsão de que a economia do país crescerá entre 6% e 7% em 2010. Mais informações:
PIB sobe, comércio cresce e indústria produz mais O Brasil caminha para virar o ano com o seguinte cenário: PIB em expansão, comércio vendendo mais e indústria mais forte nas principais regiões do País. A própria Folha de S. Paulo ouviu especialistas e consultores, cujas projeções para o crescimento do Brasil em 2010 estão subindo e já ultrapassam 6%, em alguns casos. O mesmo movimento, ascendente, se verifica no comércio. A expectativa da Federação patronal é aumento de 12% nas vendas natalinas comparado ao mesmo período de 2008. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (7). Segundo a entidade empresarial, o comércio deve fechar o ano com variação positiva de 4% em relação ao ano passado. No segundo semestre, foi registrado crescimento nas vendas de 7%, enquanto no primeiro semestre o índice foi de apenas 1%. Em outubro, o IBGE registrou crescimento da produção industrial em 10 das 14 regiões pesquisadas. São Paulo - Em outubro, a produção industrial cresceu 2,1% em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, quarta expansão consecutiva nesse tipo de comparação, acumulando ganho de 7,8% nesse período. Com isso, o índice de média móvel trimestral avançou 1,8% pelo segundo mês consecutivo e mantém a trajetória ascendente iniciada em março, acumulando nesse período um ganho de 11,2%. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses (-11,1%), prossegue em trajetória decrescente, mas com menor ritmo de queda frente aos meses anteriores.
CNTM promove 1ª Conferência da Mulher (haverá também show de Leci Brandão)
O evento, que será encerrado dia 12 (sábado), ocorrerá na Colônia de Férias da Federação dos Comerciários, em Praia Grande, no litoral sul de São Paulo. (Endereço: avenida Presidente Castelo Branco, 8.420, Vila Mirim). Pauta - A CNTM, ligada à Força Sindical, anuncia que quer ouvir as sindicalistas e trabalhadoras de todo o Brasil, conhecer suas expectativas profissionais e pessoais e saber o que esperam da luta sindical, para que isso ajude a orientar as futuras ações da entidade. Mais informações:
Aumento de expectativa de vida reduz O aumento da expectativa de vida, divulgada pelo IBGE na semana passada, passou de 72,6 anos em 2007 para 72,8 anos em 2008. A expectativa de vida é a base de cálculo do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para determinar o valor do fator previdenciário no cálculo das aposentadorias. Quanto maior a expectativa de vida, menores os valores das aposentadorias. Como a expectativa de vida subiu, a partir de 1º de dezembro quem se aposentar terá uma redução em seu benefício de 0,43% e, se o segurado se aposenta com 70 anos ou mais, a redução pode chegar a 1%. Esse novo fator previdenciário valerá até 30 de novembro de 2010, quando o IBGE divulgará novo índice. Quanto mais jovem a pessoa se aposentar, menor será seu benefício, pois a Previdência entende que ela receberá aposentadoria por mais tempo, já que sua expectativa de vida é maior. Para alcançar o mesmo valor que teria com a tabela antiga, o segurado terá de trabalhar até 72 dias a mais. Fonte: Fórum Social dos Trabalhadores
Senado vota projeto que reserva 5% de vagas O Senado aprovou, na quarta-feira (1º), um projeto de lei (PLS 382/03) que assegura às pessoas portadoras de necessidades especiais uma cota de pelo menos 5% dos cargos e empregos públicos. A matéria ainda passará por uma votação em turno suplementar. Segundo o projeto, os órgãos da administração pública direta e indireta de todos os poderes da União, dos estados, municípios e Distrito Federal preencherão, no mínimo, 5% de seus cargos e empregos com pessoas portadoras de deficiência. Os concursos de provas e títulos realizados no âmbito da administração pública direta e indireta deverão reservar entre 5% e 20% das vagas para pessoas com deficiência, conforme a proposta. Igualdade - O candidato com deficiência concorrerá para o concurso público em igualdade de condições com os demais concorrentes, no que se refere ao conteúdo das provas, avaliação e critérios de aprovação. Deverão ser asseguradas aos candidatos com deficiência, condições de acessibilidade aos locais das provas. Mais informações: |
Cautelas diante A crise internacional, que comemora pouco mais de um ano desde a implosão do Lehman Brothers, nos EUA, revelou que a musculatura da economia brasileira, hoje, é outra e muito diferente das condições em que nos encontrávamos durante as crises asiática, da Rússia e do México, que eclodiram durante os anos neoliberais que devastaram o Brasil e o nosso continente na década de 90. O governo Lula paralisou as privatizações, recuperou o poder de compra do salário mínimo, intensificou os programas sociais, fortaleceu as empresas estatais e retomou, através do PAC, o papel do Estado como centro indutor do desenvolvimento econômico. Hoje, em razão daquelas iniciativas, temos um mercado interno mais pujante, condição fundamental para que nossa economia não fique refém das exportações. Nesse período recente, ficou evidente, também, que a crise atingiu principalmente aqueles setores econômicos dependentes do mercado internacional que, com a crise, retraiu suas atividades e comprimiu suas encomendas de países como o Brasil. Mas nem tudo é rosa nessas paragens trópicas. Agora mesmo, a OCDE fez uma previsão de que o Brasil fechará o ano com um crescimento pouco acima de 2%, mas crescerá mais de 4% em 2010. Os números são animadores diante de alguns países cujo PIB encolheu com a crise mundial, mas estão muito aquém do crescimento que países como China e Índia experimentarão ao cabo desse ano: 10% e 8%, respectivamente, conforme previsões de organismos internacionais. A pergunta que não quer calar é uma só: por que não fomos capazes de nos aproximar desses índices? Afinal, para continuar promovendo justiça social, é fundamental crescer. Sem crescimento ou com crescimento pífio, há pouco ou nada a distribuir. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada acaba de lançar o livro “Brasil em Desenvolvimento: Estado, Planejamento e Políticas Públicas”. Em 30 capítulos, o Ipea, sob o comando do competente economista Marcio Pochmann, analisa os principais programas do governo, dos quais aponta os avanços e também o que seus autores consideraram equívocos. No capítulo 4, “Critérios para Reordenar os Gastos do Orçamento Federal em Contexto de Crise”, o economista Luís Carlos Magalhães considera que os gastos em infraestrutura deveriam ser ampliados para R$ 90 bilhões anuais. “Tem economista questionando, falando em sustentabilidade. Sustentabilidade com retração de 2% de PIB? Isso já virou mito de mercado financeiro”, afirmou ele. Magalhães destacou que os efeitos sobre a economia causados pela redução do IPI sobre veículos leves, implantada desde dezembro de 2008, já se esgotaram. Segundo ele, em função dessa medida houve um aumento de 13,4% das vendas internas no primeiro semestre de 2009 e a manutenção entre 50 mil e 60 mil empregos no setor automotivo. “A redução (de IPI) funcionou, mas tem limite. Na medida em que as pessoas aumentaram o consumo em função desse preço reduzido, isso causa um efeito deprimido. Porque há uma antecipação dessa compra, quando vemos que o automóvel está mais barato agora e depois vai encarecer. É como um medicamento que amortece a indústria ao longo do tempo”, observou. E alertou: “É preciso que o governo monte um monitoramento apurado. Pois nem sempre as empresas que recebem esse incentivo fiscal refletem o benefício no preço”. No livro, o economista defende que em momento de crise a “grande política” é a manutenção de investimentos públicos e privados, citando como exemplo o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): “Precisamos preparar o Estado para planejamento e gestão”. Para retomar o ritmo de crescimento a partir de 2010. O PAC já apontou para isso, mas é preciso ampliar, fazer um super PAC. Claro que não são obras a curto prazo, requerem estudos, são complicados, porque têm uma série de amarras institucionais, seja por licenciamento ambiental, por excesso de burocracia no Tribunal de Contas da União (TCU). O Instituto argumenta que a ampliação do Bolsa Família, o aumento do salário mínimo, os benefícios das aposentadorias e pensões, programas habitacionais para famílias de baixa renda, entre outros, são medidas eficazes contra a crise e para fortalecer o mercado interno. Contudo, para ampliar a produção e o nível de emprego, o Ipea defende uma redefinição nas políticas fiscal e monetária. Caso contrário, a manutenção das atuais pode resultar em aprofundamento da crise no Brasil. As mudanças sugeridas pelo órgão baseiam-se em medidas como a superação das políticas conservadoras de metas de inflação e juro alto e no controle do câmbio, sem as quais países como Brasil continuarão financiando o rombo dos países centrais, notadamente dos EUA, onde a ganância especulativa parece não ter fim. |
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