O Comando Nacional dos Bancários e a federação dos bancos (Fenaban) têm mais uma rodada de negociação nesta quarta-feira (7), às 18 horas, no hotel Maksoud Plaza em São Paulo. A categoria entrou hoje no 14º dia de greve.
“Se os banqueiros quiserem encerrar a greve basta apresentar uma proposta que preveja aumento real de salários e Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Se não houver avanços, os bancários irão manter a greve”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino.
Reivindicações - A categoria reivindica 10% de reajuste salarial (5% de aumento real); Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) de três salários, mais um valor fixo de R$ 3.850. Os bancários possuem acordo coletivo com validade nacional e a categoria conta com 465 mil trabalhadores no País. Mais informações:
Funcionários de empresa de cobrança Os Sindicatos de Empregados de Agentes Autônomos no Comércio e em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Empresas de Serviços Contábeis (SEAACs) de Franca, Bauru, Santo André, Presidente Prudente e Ribeirão Preto denunciam que funcionários ligados à empresa de cobrança AUDAC tentaram, na sexta-feira (2), transformar a Associação Nacional dos Trabalhadores em Serviços de Cobrança (ATEC) em sindicato para atuar no Estado de São Paulo. Segundo dirigentes dos SEAACs, os empregados da AUDAC pretendiam fundar o Sindicato dos Trabalhadores em Cobrança e Recuperação de Crédito do Estado de São Paulo, em assembleia fechada no hotel Gran Corona, no Centro da Capital. Na reunião, onde havia apenas trabalhadores da AUDAC, os SEAACs foram impedidos de entrar e tiveram que enfrentar a truculência de seguranças contratados pela empresa. “Foi uma reunião à porta fechada. Só entrava com convite, como se fosse uma festa”, denunciou o presidente do SEAAC de Franca, Marcos Arruda. Fonte: CGTB
FEM-CUT assina hoje (7) acordo coletivo mo setor de fundição
A Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM-CUT) assina, nesta quarta-feira (7), a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com o setor de fundição. A assinatura do acordo coletivo, que beneficia cerca de 15 mil metalúrgicos paulistas – com data-base em 1º de setembro, ocorre às 15 horas, na sede da Abifa (Associação Brasileira de Fundição) na avenida Paulista. O reajuste salarial da categoria será de 6,53% (aumento real de 2%) e a Federação obteve avanços na discussão das cláusulas sociais. A entidade já concluiu as negociações com as bancadas patronais dos grupos 2 e 3, mas encontra dificuldades para fechar um acordo coletivo com o grupo 8 (trefilação, laminação de metais ferrosos, refrigeração, equipamentos ferroviários e rodoviários, entre outros). Mais informações:
Deixa a mídia errar! Durante muitos anos a imprensa mandou no Brasil. São conhecidas as histórias e os achaques, por exemplo, do poderoso chefão dos Diários Associados, Assis Chateaubriand, constrangendo presidentes da República e humilhando autoridades. Essa hegemonia foi mantida também na ditadura, agora com o império da Globo e o mandonismo de Roberto Marinho. Dois exemplos: a tentativa de fraudar a eleição de Brizola no Rio de janeiro, em 1982, e a construção/desconstrução de Collor de Mello. De uns anos para cá, porém, essa hegemonia entrou em crise e a mídia passou a adotar um discurso cada vez mais distante do mundo real. Exemplo: no auge do “mensalão”, martelado insistentemente pela mídia, o Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos fez uma enquete para saber qual o partido preferido dos trabalhadores. Deu PT com 86%. Por ter um discurso descolado da realidade (na base do eu acho e não do eu sei), a grande mídia vem perdendo todas as grandes batalhas em que se aventura. A reeleição de Lula, sob forte fogo cruzado, é o exemplo mais contundente disso. Está claro hoje que a percepção popular não passa pelo filtro da grande imprensa, que é cada vez mais monocórdica e teimosa nas suas teses furadas. Como quem não tem razão fica histérico, a imprensa foi se meter também no rolo de Honduras, satanizando o Itamaraty. Um prócer da mídia chegou a decretar: Honduras vai ser o Vietnam do Lula! Poucas vezes antes na história deste País viu-se tanta besteira, desinformação, preconceito e mau jornalismo juntos. Mas, atenção: não avise a mídia que ela anda errada. Deixa que persista no erro, induza seu candidato à derrota em 2010 e assim ajude o Brasil seguir adiante, com crescimento econômico, Estado atuante na vida nacional, distribuição de renda e inclusão social. João Franzin
Teleatendimento dinamiza serviços do Ministério do Trabalho A Central de Relacionamento do Trabalho e Emprego (CRTE) atendeu 435.220 ligações no primeiro semestre de 2009. O serviço recebe denúncias e fornece informações sobre Seguro-desemprego, FGTS, legislação e fiscalização do trabalho, entre outros. É gratuito nos telefones 0800-61-0101 (Sul e Centro-Oeste, Acre, Rondônia e Tocantins) e 0800-285-0101 (Sudeste, Nordeste e Norte, exceto Acre, Rondônia e Tocantins). |
A agenda da 6ª Marcha da Classe Trabalhadora Em 11 de novembro as Centrais Sindicais - CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CGTB e CTB - promovem a 6ª edição da Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília. Neste ano, as Centrais anteciparam a realização do evento, que, nas edições anteriores, foi realizado em dezembro, para coincidir com a votação da PEC que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Além da redução da jornada, as Centrais irão pressionar os deputados para fazer avançar a “pauta trabalhista” apresentada à Câmara em reunião com o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB/SP), em maio. Essa pauta é composta pelas proposições que versam sobre o salário mínimo (PL 1/07), o fator previdenciário (PL 3.299/08), as convenções 151 e 158, da OIT, o trabalho escravo (PEC 438/01) e a terceirização (PL 4.302/08) – o movimento sindical quer que a Câmara vote a mensagem presidencial para arquivar este projeto. O ano vai chegando ao fim e já se pode dizer que a agenda avançou, pois a PEC da redução da jornada está em vias de ser votada em primeiro turno na Câmara e a Convenção 151 já foi aprovada pela Casa no dia 1º de outubro. Além disso, o acordo entre as Centrais - CUT, Força Sindical, UGT e CGTB - e o governo vai permitir votar o projeto que extingue o fator previdenciário e também o projeto de lei do salário mínimo. Em que pese as divergências em torno do fator previdenciário, o acordo foi razoável, pois foi possível construir uma alternativa ao fator. Esse avanço demonstra a justeza e pertinência da agenda das Centrais para a 6ª marcha. Agora, é preciso pressionar o governo e o Congresso para arrancar um bom acordo em torno da regulamentação do trabalho terceirizado e da aprovação da Convenção 158, que está em discussão na Comissão de Trabalho, e da votação, em segundo turno da PEC do Trabalho Escravo. Em 2010, ano de eleições gerais, o Congresso terá o segundo semestre de seu funcionamento comprometido pela agenda dos deputados e senadores nos seus respectivos estados. De qualquer modo, no primeiro semestre ainda será possível aprovar a Convenção 151 no Senado. Nas eleições do próximo ano, o movimento sindical poderá jogar um papel de maior protagonismo, a fim de eleger seus representantes ao Parlamento - em nível federal e estadual - para que os interesses dos trabalhadores nesses poderes legislativos estejam mais bem representados. O pleito de 2010 será decisivo na definição dos rumos da Nação nos próximos anos. O movimento sindical não pode, nem deve ficar indiferente, pois estarão em jogo a continuidade e o aprofundamento do ciclo de mudanças iniciado em 2002; ou o retrocesso neoliberal. É aconselhável a intervenção unitária das Centrais Sindicais neste processo que se avizinha. Marcos Verlaine é jornalista, analista político e assessor parlamentar do Diap |
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