Luiz Salomão prega fortalecimento dos
Na última terça (6), o convidado foi Luiz Alfredo Salomão, secretário-executivo da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, que fez palestra sobre o Plano Brasil 2022, que traça metas e estratégias para se pensar até onde o Brasil pode chegar nos próximos 12 anos em termos de avanços na economia, na área social e também no que se refere aos trabalhadores. O governo projeta que o Brasil pode crescer 7% ao ano entre 2009 e 2022, investindo 25% do PIB e qualificando 1/3 da mão de obra anualmente. “Hoje o governo gasta R$ 150 milhões na qualificação, de forma dispersa”, declarou Salomão. Juruna - Para o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), é bom o trabalhador debater assuntos gerais de interesse do País. “O Força Debate é um meio de formação, qualificando o dirigente para uma inserção cada vez mais efetiva nos grandes temas de interesse nacional”. Desenvolvimento - Salomão explicou que o governo quer elaborar um modelo nacional de desenvolvimento, que represente os anseios da sociedade. Ele discorreu sobre o empenho do governo de promover ajuste fiscal, sanear as finanças públicas, ajustar contas externas, acumular divisas e passar da condição de devedor a credor. Afirmou: “Hoje temos 250 bilhões de dólares em caixa”, destacando também que no regime democrático, o Brasil conseguiu autonomia tecnológica na agropecuária; auto-suficiência energética; indústria diversificada e bons fundamentos econômicos. Mas há vulnerabilidades. E Salomão apontou as desigualdades regionais, étnicas e de gênero; degradação ambiental; violência e criminalidade; defesa do território, do espaço aéreo e do mar; hiato tecnológico; sistema educacional precário, entre outras. Metas - Entre as metas previstas está o fim da miséria, reduzir a pobreza a 4% da população, garantir a segurança alimentar, reduzir mortalidade infantil, dobrar a renda da agricultura familiar, erradicar analfabetismo, eliminar a diferença salarial entre homens e mulheres, erradicar trabalho escravo e infantil, reduzir rotatividade no emprego e elevar a escolaridade média dos trabalhadores de 7,5 para 12 anos. Segundo Juruna, o Força Debate vai prosseguir. A ideia é realizar um evento por mês, aberto a dirigentes, assessores sindicais, estudantes e demais interessados. Mais informações:
Indústria e governo federal investirão A indústria brasileira e o governo federal anunciaram no dia 28 de junho, em São Paulo, duas parcerias para estimular a inovação nas empresas. Essas parcerias investirão cerca de R$ 100 milhões na formação de núcleos estaduais e setoriais de apoio à pesquisa e desenvolvimento tecnológico, que incentivarão as empresas a investir em novos produtos e processos e orientarão empresários a implantar projetos de inovação. Em uma das parcerias, o Ministério da Ciência e Tecnologia, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) disponibilizarão recursos da ordem de R$ 50 milhões para estruturar 20 núcleos de apoio à gestão da inovação. A fonte dos recursos é o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. A outra parceria, entre a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Sebrae, prevê investimentos de R$ 48,6 milhões, em 36 meses, para os núcleos de inovação. Com esses recursos, será possível criar um portifólio de produtos que serão oferecidos dentro dos núcleos, em especial para as micros e pequenas empresas. A meta é sensibilizar 18 mil empresas, capacitar nove mil empresários e executivos, elaborar 3.600 planos e implementar três mil, além de elaborar 2.400 projetos de inovação. Inovação - A criação de uma rede de núcleos de inovação é uma das ações da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), projeto da CNI que articula líderes empresariais e parceiros como o Sebrae, a fim de fazer da inovação um tema permanente dentro das empresas. Mais informações:
Metalúrgicos do ABC iniciam campanha
“As negociações serão difíceis, pois nenhum patrão gosta de dividir a riqueza que nós produzimos para ele”, afirma Nobre, lembrando que a pressão no chão de fábrica e nos escritórios é decisiva. “O clima criado nas empresas reflete na mesa de negociação”, ressalta. Negociação - As pautas de reivindicações já foram entregues aos grupos patronais e o calendário de negociação está sendo definido. Além das cláusulas econômicas, o Sindicato reivindica a extensão da licença maternidade de 180 dias para todas as metalúrgicas do ABC. “Um de nossos desafios é colocar na Convenção Coletiva a licença de 180 dias”, diz Simone Vieira, da Comissão de Mulheres Metalúrgicas. Mais informações:
Serra faz propaganda enganosa com FAT e Seguro Desemprego
O Seguro Desemprego não teve nada a ver com a atuação parlamentar do candidato, pois foi criado pelo decreto presidencial nº 2.283, de 27 de fevereiro de 1986, assinado pelo então presidente José Sarney. “Não sei de onde ele (Serra) tirou que criou o seguro-desemprego. O seguro foi criado no meu governo. Na época, ele (Serra) era secretário de Economia e Planejamento do governador Franco Montoro”, comentou Sarney. Já o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), foi criado pelo Projeto de Lei nº 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB-RS). Contrariando o que diz, Serra apresentou o projeto de lei nº 2.250, de 1989, com o objetivo de criar o Fundo de Amparo ao Trabalhador, que foi considerado prejudicado pelo plenário da Câmara dos Deputados, na sessão do dia 13 de dezembro de 1989. Fonte: jornal Hora do Povo
Michelin vai aumentar produção em 30% no Rio de Janeiro A Michelin, segunda maior fabricante de pneus do mundo, está investindo US$ 100 milhões para ampliar em 30% a capacidade de produção de pneus para caminhões e ônibus da fábrica de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Com isso, a unidade será uma das quatro maiores da multinacional, ao lado de Espanha, Canadá e Estados Unidos. A ampliação irá gerar 200 novos empregos, totalizando 2,2 mil funcionários. |
Por Emir Sader Para quem quer que o Brasil siga o caminho atual, consolide as transformações iniciadas pelo governo Lula, as aprofunde e promova as transformações estruturais que permitirão fazer do Brasil uma sociedade justa, soberana, solidária – é condição indispensável a vitória de Dilma Rousseff. O segundo objetivo, estreitamente vinculado a esse, condição mesma do seu sucesso, é eleger uma bancada parlamentar, na Câmara e no Senado, com maioria de esquerda. Para não necessitar de alianças que comprometam o projeto essencial do governo, para não depender de negociações difíceis e muitas vezes infrutíferas com partidos aliados, mas que não comungam das diretrizes essenciais do governo. Para não ter que entregar ministérios fundamentais – como os da Agricultura, da Comunicação, da Defesa, das Cidades – a partidos cujas orientações muitas vezes defendem interesses que estão em contradição com políticas essenciais de superação do neoliberalismo. A aliança com o PMDB se dá não por uma opção preferencial por alianças com esse ou outro partido fora do campo popular. Tanto assim que o governo começou sem ter incorporado o PMDB, o que levou a que quase fosse derrubado, em 2005, por não ter maioria no Congresso. E ainda teve que entregar cargos estratégicos a esse partido e a outros similares do ponto de vista ideológico, para dispor dessa maioria parlamentar indispensável para governar. As alianças foram necessárias por falta de maioria do campo popular no Congresso – objetivo pelo qual temos que lutar duramente nestas eleições. Um governo democrático, popular, nacional, soberano, com capacidade para implementar definitivamente um modelo econômico centrado no capital produtivo, inerentemente vinculado à distribuição de renda, à universalização de direitos e à expansão contínua do mercado interno de consumo popular, que consolide nossa soberania externa, em torno das alianças prioritárias com os países latinoamericanos e com os do Sul do mundo – requer uma força própria, que não dependa de maiorias conjunturais ou de alianças que demandam em troca concessões em temas essenciais para a plataforma da campanha da Dilma. Por isso temos que centrar esforços especiais em eleger uma maioria parlamentar – na Câmara e no Senado – dos partidos de esquerda: do PT, do PSB, do PCdoB, do PDT, e de todas as forças que se identificam com o programa da candidatura da Dilma. Precisamos estender a ampla maioria social progressista, que apoiou o governo Lula e a candidatura da Dilma, em força política e eleitoral, para criar uma maioria parlamentar progressista. É talvez muito cedo para que a imensa massa beneficiária dos programas sociais do governo já tenha conseguido eleger seus próprios representantes – um tema central para que sejam não apenas sujeitos econômicos e sociais, mas também políticos, o que mudará definitivamente o Brasil, a ser uma democracia social e política. É preciso mobilizar a todos os militantes de esquerda também para as campanhas parlamentares – para o Senado e para a Câmara –, para fazer chegar essa mensagem aos setores populares, majoritários e decisivos nos destinos do Brasil. |
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