As novas medidas valem para planos de saúde contratados a partir do dia 2 de janeiro de 1999. Entre os novos procedimentos está o transplante de medula óssea por meio de doação de parentes ou de banco de medula, procedimentos odontológicos como a colocação de coroas e blocos dentários e exame de imagem para identificação de câncer em estágio inicial e avançado. O número mínimo de consultas em especialistas como fonoaudiólogo, nutricionistas e psicólogos foi elevado. A inclusão dos novos procedimentos obrigatórios deve acirrar o debate entre operadoras e consumidores sobre a extensão da cobertura dos planos, principalmente com relação aos usuários de contratos de grupos – como aqueles celebrados por empresas e que beneficiam grupos de trabalhadores. As reclamações que chegam aos Sindicatos de classe quanto à qualidade do atendimento desses planos devem aumentar. Custos - É bom ficar atento também a variações nos custos. De acordo com a ANS, as mudanças não terão grande impacto, mas a elevação pode ser repassada exatamente no caso de contratos de grupos. As empresas que gerenciam os planos de saúde também já estão reclamando que terão prejuízos com as novas exigências, já que o governo só permitirá reajustes referentes aos novos procedimentos em 2011. A lista completa de procedimentos e exames pode ser conferida no site da Agência Nacional de Saúde (www.ans.gov.br). Mais informações:
Metalúrgicos do ABC entregam pauta de reivindicações a Lula
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC entregou um documento ao presidente Lula, na última terça-feira (1º de junho), pedindo que o projeto de lei que extingue o fator previdenciário e reajusta em 7,7% as aposentadorias de quem recebe mais que um salário mínimo seja sancionado. O Sindicato também reforçou a reivindicação de isentar a PLR da cobrança do Imposto de Renda. “Queremos ter o mesmo tratamento dos patrões, que não pagam Imposto de Renda por suas retiradas sobre os lucros das empresas”, disse o presidente do Sindicato, Sérgio Nobre. Os três pedidos foram apresentadas na abertura do encontro do conselho executivo do Comitê Mundial dos Trabalhadores na VW, que foi encerrado na quinta-feira (3) na planta de São Bernardo do Campo. Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Investimentos no PAC atingem 70,7% até maio de 2010
Os investimentos executados do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) totalizaram R$ 463,9 bilhões até o dia 27 de maio deste ano. O montante equivale a 70,7% dos R$ 656,6 bilhões previstos para o período 2007-2010. As ações concluídas até abril equivalem a R$ 302,5 bilhões, ou 46,1% do total previsto para ser executado no período 2007-2010. As áreas de habitação e saneamento do PAC concluíram 69,4% das ações (R$ 158,8 bilhões), enquanto nos eixos de logística, energia e social e urbano foram concluídas 33,6% (R$ 143,7 bilhões) das ações. As ações concluídas no âmbito da logística somam R$ 46,1 bilhões, com destaque para os R$ 32,9 bilhões investidos ao longo de 5.331 km de rodovias. Também foram construídos, no período, 356 km de ferrovias, no valor de R$ 1,15 bilhão. Os financiamentos habitacionais representam R$ 157,9 bilhões, de um total de R$ 164,9 bilhões em investimentos concluídos do eixo social e urbano. Energia - Exploração e produção de petróleo e gás natural foram responsáveis por cerca de um terço dos investimentos concluídos no eixo de energia, até abril de 2010. Foram aplicados no setor R$ 31,8 bilhões, de um total de R$ 91,5 bi. A geração elétrica realizou investimento de R$ 14,5 bilhões, para aumentar a oferta de energia em 6,8 mil MW. Mais informações:
Comparado com o mesmo mês do ano anterior, o consumo de energia elétrica subiu 10% no mês de maio. O acumulado, em 12 meses, é 5,3% a mais de consumo. Segundo especialistas, o aumento se deve à manutenção do crescimento econômico. Imagine, agora, um aumento de energia de 10% nos anos FCH: haja apagão! |
Combater o perigoso apagão de mão de obra Por Cícero Martinha O Brasil cresce a olhos vistos. O mundo inteiro percebe. Mas corremos um sério risco de comprometer toda nossa euforia econômica se não reagirmos com eficiência à terrível ameaça do apagão de mão de obra. A ponto de o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, ter afirmado que a falta de qualificação ameaça o crescimento do número de postos de trabalho formais no País. Este ano, a expectativa é que cerca de 1 milhão de trabalhadores passem por algum curso de formação. “Estamos muito aquém do necessário, deveriam ser 5 milhões”, disse o ministro. Pesquisa divulgada na semana passada pela Fundação Dom Cabral, com as 76 maiores companhias do Pais, constata que sobram vagas em 67% das empresas de setores como o automobilístico, ferroviário, moveleiro, siderurgia e metalurgia, transportes e serviços. Segundo o professor Paulo Resende, responsável pelo estudo da Fundação Dom Cabral, “somos o País das disparidades: há dinheiro para investir, mas a mão de obra especializada está cada vez mais escassa”. Na avaliação dele, essa questão pode se transformar num gargalo perigoso – a exemplo das carências da infraestrutura – para o crescimento sustentável do País, acima de 5% ao ano na próxima década. Ele conta que encontrou casos de companhias que estão importando mão de obra de outras nações da América Latina. “No setor de petróleo, trazem profissionais da Venezuela; no Agronegócio, da Argentina, Uruguai e Paraguai.” Enquanto que aqui no Brasil ainda registramos mais de 8 milhões de trabalhadores sem nenhum tipo de ocupação. A alternativa que insistimos há anos é juntar esforços do poder público com o setor privado e iniciar, para ontem, uma imensa mobilização nacional pela qualificação. E, ao mesmo tempo, ampliar e profissionalizar os investimentos em educação. Desde a pré-escola até a universidade. Não dá mais para manter jovens nas escolas fingindo que aprendem e seus professores, muitas vezes desmotivados, fingindo que ensinam. Além do envolvimento direto do poder público e privado, o Brasil precisa do esforço de cada um de nós, trabalhadores e trabalhadoras, pais e mães, avôs e avós e, principalmente, dos jovens que precisam ser motivados a aprender. O crescimento da nossa economia, com geração de mais oportunidades e empregos, passa pela educação e pela qualificação. Ou resolvemos já este problema, ou corremos o risco de nadar e morrer na praia. Pois não há crescimento possível sem mão de obra qualificada. Cícero Martinha é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá |
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