Faturamento da indústria cresce
12% no 1º trimestre de 2010

O faturamento real da indústria acumulou alta de 12% no primeiro trimestre deste ano, em comparação a igual período de 2009. O faturamento do setor também cresceu em março (4,7%), em relação a março de 2009 e, na comparação com fevereiro de 2010, a alta foi de 4,3%. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), março teve o maior faturamento desde 2005 e os indicadores industriais mostram elevação em todas as variáveis dessazonalizadas, em relação a fevereiro.

O total de horas trabalhadas aumentou 10,5%, se comparado a março do ano passado e 2,7% frente a fevereiro de 2010. O emprego cresceu 4,7% em relação a março de 2009 e 0,7% em relação a fevereiro de 2010. O acumulado no trimestre está positivo em 2,8%. A massa salarial cresceu 5,5% em comparação a março de 2009 e 3,3% no trimestre.

IPI - Para o economista chefe da CNI, Flávio Castelo Branco, o crescimento do primeiro trimestre foi atípico, por causa do ritmo forte ao longo dos últimos meses, com destaque para março. O motivo, segundo ele, foi a procura maior por bens beneficiados por incentivos fiscais, cujos prazos de validade venceram no mês passado.

Mais informações:
www.cni.org.br

Ganho médio do servidor público cresce 30% em cinco anos

O Ministério do Trabalho divulgou balanço, com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), revelando que a remuneração média dos empregados no setor público cresceu 30,3% entre 2003 a 2008, passando de R$ 1.655 para R$ 2.158. Conforme o estudo, o total de trabalhadores – nos níveis Federal, Estadual e Municipal – passou de 7,2 milhões para 8,7 milhões no período.

Esfera federal - Os trabalhadores do setor público federal tiveram a maior remuneração média em cinco anos e também o maior índice de variação positiva. De acordo com a Rais, a remuneração passou de R$ 3.901 em 2003 para R$ 5.247 ao final de 2008, equivalente a expansão de 34,5%. No âmbito estadual, passou de R$ 1.839,9 para R$ 2.432,81 (32,23%); e, no municipal, de  R$ 1.042,77 para R$ 1.306,33 (25,27%).

Gênero - O sexo masculino obteve a maior remuneração em todo setor público, sendo que a média ficou em R$ 2.580,66 ante R$ 1.982,21. Em contrapartida, a remuneração das mulheres passou de R$ 1.406,24 para R$ 1.860,56.

Mais informações:
www.mte.gov.br

Emenda garante cota de 20% para deficientes no teletrabalho

A deputada Manuela D’Ávila, relatora do projeto que regulamenta o trabalho à distância – conhecido como teletrabalho, reservou 20% das vagas a serem destinadas às pessoas com deficiência nesse tipo de atividade. O projeto (PL 4.505/08) tramita em caráter terminativo na Comissão de Trabalho da Câmara e pode ser votado na semana que vem.

A proposta, apresentada em 2008 pelo deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES), define e conceitua o teletrabalho, estabelecendo que trata-se daquele realizado fora do local físico da empresa e geralmente feito em domicílio.

Regras - O projeto submete esse tipo de atividade às normas da CLT e da negociação coletiva, mas o isenta do pagamento de horas extras pelo empregador em razão da alta flexibilidade de tempo que o caracteriza. O parecer da relatora é pela aprovação.

Mais informações:
www.camara.gov.br

CUT convoca protestos pelas 40 horas,
dia 18 de maio, em todo País

A Central está orientando os Sindicatos e Federações que promovam o atraso na entrada de turnos, paralisação parcial ou integral nas empresas e mobilizações de rua em todo o Brasil, no dia 18 de maio, Dia Nacional de Mobilizações e Paralisações na luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário.

O secretário geral da CUT, Quintino Severo, destaca que as manifestações vão marcar a retomada da pressão sobre a Câmara dos Deputados, para que a emenda constitucional que trata da redução da jornada seja colocado na pauta de votação do plenário.

Brasília - “Nós tivemos, desde o final do ano passado até março deste ano, um processo de mobilização muito importante. Pretendemos realizar a partir do dia 18 uma intensa jornada de mobilização pelas 40 horas semanais”, explica Quintino. A Central reúne a sua direção nacional, dias 12 e 13 de maio, em Brasília, para que as entidades filiadas apresentem as ações que vão desenvolver em todo o País no dia 18 de Maio.

Mais informações:
www.cut.org.br

Vacinação contra a gripe comum
em idosos começa no sábado

A 12ª edição da Campanha Nacional de Vacinação do Idoso contra a gripe comum começa, neste sábado (8), nas regiões Sudeste, Centro–Oeste e Nordeste. As pessoas maiores de 60 anos devem se imunizar contra o vírus até 21 de maio. Nas regiões Norte e Sul, a vacinação começou em 24 de abril e termina neste fim de semana. Os idosos portadores de doenças crônicas também serão imunizados contra a gripe H1N1, caso não tenham sido vacinados antes.

Vacinação - Alguns estudos demonstram que a vacinação contra a gripe sazonal em idosos pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e em 39% a 75% a mortalidade global. Entre residentes em lares, pode reduzir o risco de pneumonia em cerca de 60% e o risco global de hospitalização e morte em cerca de 50% e 68%, respectivamente.  Pesquisas mostram ainda a queda de mais de 50% em doenças relacionadas à influenza.

Fonte: em questão
www.secom.gov.br

Caderneta atrai 1,7 bilhão no melhor abril desde 2007

As cadernetas de poupança fecharam abril com capitação líquida de R$ 1,696 bilhão. Foi a maior entrada líquida para um mês de abril desde 2007, quando a captação da caderneta foi de R$ 2,046 bilhões. O Banco Central informa que, de janeiro a abril, a capitação líquida da poupança chegou a R$ 5,94 bilhões – maior resultado para o período na série histórica iniciada em 1995.

 

 

João Guilherme Vargas Netto é membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical

Garantir os 7,71%

O reajuste de 7,71% este ano para os aposentados que recebem acima do salário mínimo é justo, deve ser aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente da República.

Quando as Centrais Sindicais unidas conseguiram o reajuste do salário mínimo, com o apoio do presidente Lula que editou Medida Provisória, cobrindo a inflação e acrescentando o ganho real equivalente ao aumento do PIB de dois anos atrás, este aumento pressionou para cima – e com razão – toda a grade de salários pagos no País e as remunerações das aposentadorias. Justo, correto, aceitável, realizável e, sobretudo, favorável aos trabalhadores e à economia.

Estabeleceu-se a discussão de quanto seria atribuído aos aposentados que ganham acima do mínimo: a proposta inicial do governo foi de 6,14%, contemplando a inflação mais 50% do PIB de dois anos atrás. Com mobilização e pressão a “equipe econômica” aceitou o reajuste de 7%; chegou a ser mencionado o reajuste por faixas de valores, como tinha sido o acordo de correção do saldo do FGTS.

Deve-se registrar que, com qualquer das soluções, os aposentados que recebem acima do mínimo passariam a ter ganhos reais pela primeira vez.

Em toda negociação sempre se quer um pouco mais, desde que possível. E o deputado federal Paulinho da Força apresentou a sua proposta: inflação mais 80% do PIB de dois anos atrás, o que daria os 7,71%. Como o deputado, além de presidir a Força Sindical e de ter a confiança dos aposentados, tem um bom relacionamento com os colegas na Câmara dos Deputados e no Senado, sua proposta foi aceita como capaz de unificar as posições de quem reivindicava e de quem votaria o valor.

Durante dois ou três meses as manifestações se sucederam em Brasília e as negociações entre os deputados e senadores avançaram, contrapondo-se à incoerência do líder do governo (errático em sua subserviência à “equipe econômica”) e aos que “batem palma para doido dançar”.

A vitória do 7,71% foi acachapante e precisa, com justiça, tornar-se efetiva.

Deve-se relevar a esquizofrenia dos rentistas que apedrejam a solução mas comemoram a derrota política do governo, que foi a derrota da vagareza em compreender que o reajuste dos aposentados tem o mesmo papel positivo na economia que o reajuste do salário mínimo.

João Guilherme Vargas Netto é membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores