Metalúrgicas de Osasco preenchem 96,8%
das vagas destinadas a deficientes

O Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região e a gerência regional do Trabalho divulgaram, nesta quinta-feira (7), a terceira pesquisa sobre o índice de cumprimento da Lei de Cotas (lei 8213/91) nas metalúrgicas instaladas nos 12 municípios da base territorial do Sindicato. O levantamento mostra que, em 2008, 96,8% das vagas geradas pela lei foram ocupadas nas 107 empresas pesquisadas.

O número se torna ainda mais expressivo, quando comparado aos índices de contratação verificados no Estado de São Paulo (39,7%) e no País (15,4%).

Um dos destaques da pesquisa é o aumento da contratação de pessoas com deficiência mental, que passou de 2,1% em 2006 para 3,9% no ano passado. Ao todo, 11 empresas da região respondem por esse avanço, sendo que apenas duas metalúrgicas concentram 65% das pessoas com esse tipo de deficiência.

Obstáculos - A pesquisa indica, no entanto, que há dificuldades na contratação de pessoas com múltiplos tipos de deficiência, que tiveram o número de oportunidades reduzido, já que as contratações caíram de 1,4% para 0,2%.

Mais informações:
Carlos Aparício Clemente (11 3685.0915)
www.ecidadania.org.br


Câmara dos Deputados aprova estabilidade
para quem adotar recém-nascido

O projeto de lei que estende o direito de estabilidade provisória no emprego, previsto na Constituição para parturientes, a quem obtiver a guarda da criança foi aprovado, na terça-feira (5), pela Câmara dos Deputados. A estabilidade termina cinco meses após o parto. A matéria será votada ainda pelo Senado.

Licença remunerada - O projeto original, que previa também a extensão da licença-maternidade remunerada de 120 dias para quem obtivesse a guarda de criança recém-nascida, em caso de morte da mãe, sofreu modificações do relator Jaime Martins (PR-MG) – que excluiu esse direito pelo fato de já estar assegurado na Lei 10.421, de 2002.

Mais informações:
www.camara.gov.br


Nova diretoria dos Químicos de
São Paulo toma posse sábado (9)

Eleita em março, a nova diretoria do Sindicato dos Químicos de São Paulo e Região toma posse no sábado, dia 9 de maio, às 18 horas, no Clube Homs (avenida Paulista, 735). Segundo o estatuto da entidade, o mandato é de três anos.

A eleição no Sindicato ocorreu entre os dias 17 a 20 de março, quando foi eleita a chapa única “Chapa 1 - Rumo a novas conquistas e por uma vida melhor”, que fez uma campanha reafirmando compromissos históricos da categoria e a defesa de melhores salários e condições de trabalho.

Mais informações:
www.quimicosp.org.br



Produção industrial avança em oito das 14 regiões em março

A produção industrial avançou em oito das 14 regiões pesquisadas em março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na comparação com fevereiro. Os dados mostram que a indústria do Rio de Janeiro teve alta de 5,4%; em seguida vem a o Pernambuco, com 5,1%; e Minas Gerais, com 3,4%. No Pará e Ceará (ambos com 1,5%) e São Paulo (1,0%), a expansão superou a média nacional da produção industrial, que foi de 0,7% no mesmo tipo de comparação.

 


João Guilherme V. Netto é membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo


Duas cartas
de Marx

Por João Guilherme V. Netto

Quero mencionar, para registro, trechos de duas cartas de Karl Marx a respeito da relação entre política e ação sindical. Embora datados de longo tempo conservam sua atualidade.

Em 1871, escrevendo para Bolte, dirigente sindical norte-americano, afirmava:
“Todo movimento em que os trabalhadores se apresentem como classe contra as classes dominantes e tentem se impor a elas por pressão exterior é um movimento político. Por exemplo, a tentativa em uma fábrica particular ou mesmo em um ramo particular da indústria, de obrigar os capitalistas a estabelecerem uma jornada de trabalho mais curta, por meio de greves, é um movimento puramente econômico. Mas, se o movimento tem como objetivo conquistar uma lei de jornada de oito horas, é um movimento político. Desta maneira, a partir dos diferentes movimentos econômicos dos trabalhadores, cresce em todas as partes um movimento político, isto é, um movimento de classe que tem como objetivo impor seus interesses de forma geral, de uma forma que possua uma força social de obrigação geral. Se estes movimentos pressupõem certo grau de organização eles são, por sua vez, meios de desenvolvimento dessa organização.”

Mas isto não poderia, segundo Marx, ser conduzido como uma luta sectária porque, como explicara a Schweitzer, dirigente sindical alemão, em 1868:
“Toda seita é religiosa e não tem a base de sua agitação nos elementos reais do movimento de classe, mas quer prescrever a este movimento sua conduta segundo uma receita doutrinal determinada.
A seita procura sua razão de ser e seu ponto de honra não no que há de comum no seio do movimento dos trabalhadores, mas sim em sua receita particular que a distingue deste movimento.”

Marx sabia das coisas.