O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes promoverá uma série de paralisações durante a semana, a fim de fortalecer a mobilização pela redução da jornada de trabalho para 40 horas. “Estamos fazendo assembleias nas portas de fábrica, procurando as empresas para negociar e vamos começar a parar as empresas para pressionar o patronato a negociar”, afirma o presidente do Sindicato, Miguel Torres. Na terça-feira (6), os 280 operários da Ifer (usinagem), localizada em Santo Amaro (Zona Sul de São Paulo), entraram em greve. A empresa não abriu negociações sobre a Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) de 2010, nem sobre a equiparação de cargos e salários. Os trabalhadores também reivindicam entrega domiciliar da cesta básica e a jornada de 40 horas semanais (a jornada atual é de 44 horas). Os 14 empregados da Merone (Santo Amaro), empresa que produz fechaduras, também estão em greve desde segunda-feira (5) contra o atraso nos pagamentos do 13º salário, abono e salários de janeiro. A luta pelas 40 horas é o carro chefe da mobilização na fábrica. Manifestação - Na próxima terça-feira (13), às 10h30, o Sindicato participará da grande manifestação convocada pelas Centrais Sindicais, que vai reunir cerca de 20 mil trabalhadores em frente à Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). “Os patrões têm feito um discurso de que a redução da jornada deve se dar pela negociação direta. No entanto, a maior federação patronal do País se mantém calada, ignorando a reivindicação dos trabalhadores”, enfatiza Miguel Torres. Mais informações:
Bancários lançam em São Paulo campanha contra assédio
O ato de lançamento ocorreu na Praça do Patriarca, região central da capital paulista, a partir do meio-dia, com distribuição de camisetas e chaveiros de promoção da campanha, além de cartilha alertando sobre como a imposição de metas e o assédio ocorrem, assim como orientações e sugestões de medidas para combater o mal. Às 18h30, o tema será debatido com o juiz Luis Paulo Pasotti Valente, vice-presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho da 2ª Região (Amatra II). O debate será no Auditório Azul, na sede do Sindicato (Rua São Bento, 413, Centro) e contará com transmissão ao vivo pelo site da entidade (www.spbancarios.com.br). Dados - Em 2008, foram registrados 747,7 mil acidentes do trabalho. Na distribuição por setor de atividade econômica, o setor de serviços – onde estão incluídos os bancários – respondeu por 50% do total de acidentes do trabalho. Segundo a Previdência Social, os subsetores “atividades financeiras e de seguros” responderam por 12,8% do total das doenças relacionadas com o trabalho. Mais informações:
Centrais do Cone Sul discutirão pauta comum para 2010 Os dirigentes de 13 Centrais Sindicais do Cone Sul (Argentina, Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai) vão se reunir em Buenos Aires, nos dias 8 e 9 de abril, para discutir o encaminhamento de uma pauta comum em 2010. Um dos temas será a rejeição à criação de um tratado de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Segundo o secretário-geral da Coordenação de Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS), o argentino Adolfo Aguirre, a possibilidade de implantação do tratado foi aberta por José Luis Rodríguez Zapatero, que preside a União Europeia, e Cristina Kirchner, que atualmente exerce a presidência rotativa do Mercosul. Agenda - As Centrais que estarão em Buenos Aires também farão um balanço do encontro que ocorreu no ano passado em Montevidéu, no Uruguai. As prioridades dos trabalhadores em um ano marcado por uma série de situações-chaves, como é o caso da eleição do sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também estarão na pauta. Fonte: Agência Brasil
Projeto reduz contribuição de aposentado que volta ao trabalho Os aposentados pelo Regime Geral de Previdência Social que voltarem ao trabalho pelo mesmo regime poderão pagar uma contribuição previdenciária menor, caso seja aprovado o projeto de lei 6995/10, apresentado pelo deputado Antônio Roberto (PV-MG). Se a proposta for aprovada, a alíquota será unificada para 1% do novo salário. Atualmente, os trabalhadores já aposentados que voltam ao trabalho estão sujeitos às mesmas contribuições dos profissionais comuns: de 8% a 11% para o segurado empregado e de 11% ou 20% para o contribuinte individual. O autor afirma que a proposta corrige uma injustiça, já que os aposentados que continuam trabalhando são obrigados a recolher uma contribuição que não trará qualquer benefício a eles no futuro. Tramitação - O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça. Mais informações:
Greve na Goodyear em Americana, em 1986
Naquela época, o Sindicato dos Borracheiros liderou duas greves contra a múlti. A segunda foi em agosto de 1986, com paralisação total e um mar de gente nas assembleias, como mostra a foto. Abaixo, segue o mosquitinho, feito a máquina de escrever e copiado na xerox, feito no calor da greve, cujo fecho diz: “Os borracheiros estão, acima de tudo, dando uma demonstração de força, mas uma força tranquila. De quem está consciente de que luta por uma causa justa”. Depois - A Goodyear, então com 98 unidades em dezenas de países, partiu para a retaliação. Chamou quem? A oposição sindical, igrejeira, radicalóide, deu-lhe pilha para uma chapa que venceu a próxima eleição por 48 votos. O próximo lance foi o novo presidente flagrado com o dinheiro do Sindicato, trocado por dólares no mercado negro, dentro do cofre da entidade. Sindicalismo mesmo? Never more!
Brasil poderá colher a melhor safra da história
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A mídia e suas damas contra Cuba Na ânsia por virar a página da pré-história da Humanidade, há homens e mulheres que têm se dedicado a fortalecer os laços de solidariedade, coletivismo, justiça e amizade, dando o melhor de si para construir relações mais harmoniosas de convivência entre países e povos. Na linha de frente dessa caminhada, há um país e um povo que têm se esmerado por fazer valer este compromisso, conduzindo a bandeira da liberdade, da igualdade e da fraternidade com invulgar determinação. Em que pesem as tremendas atrocidades a que ambos – país e povo – vêm sendo vitimados pela – ainda – principal potência do planeta e seu bloqueio criminoso, Cuba exibe as mais altas taxas de educação, saúde e segurança pública do planeta. Desde a revolução de 1º de janeiro de 1959, o povo cubano tem dado mostras de sua lealdade aos princípios, de sua inflexão frente à injustiça e de seu compromisso com a verdade. O que não quer dizer, obviamente, infalibilidade nem algo que se aproxime de uma “sociedade perfeita”. Como toda obra humana, a revolução cubana tem suas imperfeições e são os próprios cubanos, na busca incessante pela superação, os mais críticos e auto-críticos. Para não nos estender, lembramos dos milhares de cubanos que entregaram generosamente sua vida no combate ao apartheid, lutando ombro a ombro com as tropas angolanas contra os racistas sul-africanos; dos milhares de médicos que, superando os profissionais das próprias Nações Unidas, brindam generosamente seu apoio em todos os rincões do planeta, inclusive no Brasil; do atendimento gratuito a dezenas de milhares de vítimas da tragédia de Chernobyl; dos professores que ajudaram a fazer da Bolívia e da Venezuela, assim como a própria Ilha Caribenha, territórios livres do analfabetismo; sem falar nas dezenas de milhares de alunos que acolhem dos países mais pobres da América – inclusive dos próprios EUA – que se formaram nas universidades cubanas em medicina e outras profissões essenciais para a defesa da vida. A mesma mídia que desconhece tais feitos de um processo tão generoso, agora tem a pretensão de transformar o boato em fato ao promover criminosos comuns a presos políticos. Sem medidas para o seu achincalhe, os donos dos meios de comunicação utilizam-se da própria figura heróica das Mães da Praça de Maio, que combateram o bom combate contra a ditadura argentina, para, através das “Damas de Branco”, fazer um arremedo de “lutadoras pela liberdade”. Sem o menor descaramento, tais figuras, comprovadamente a soldo de governos estrangeiros, vêm sendo patrocinadas diretamente pela embaixada norte-americana, que tem inclusive participado com pessoal diplomático de tais ações de solidariedade aos seus agentes. A despeito de toda essa ajuda imperialista e de jornalistas-satélites, essa “oposição” não consegue reunir sequer mais que uma dezena em suas manifestações públicas. No território cubano não existem presos políticos, torturas nem assassinatos, pois foi contra esta barbárie que a revolução se fez e se consolidou. Os que existem e eles são muitos, estão todos localizados na Base de Guantánamo, ocupada militarmente há mais de um século pelo governo dos Estados Unidos. Alguns dos instrumentos utilizados nas masmorras para o escárnio podem ser vistos no Museu da Revolução, em Havana, que os exibe como prova de um tempo que não voltará, jamais. Assim como os mendigos pertencem a um lugar do passado, os milhões de cubanos só tomaram conhecimento de tamanhas atrocidades pelos livros didáticos. Em Cuba, evidentemente, existem problemas, mas não estão no terreno dos direitos humanos, nem da tão propalada – e tão pouca praticada nos nossos países – liberdade de expressão. A chiadeira dos donos da mídia no Brasil contra a Conferência Nacional de Comunicação é prova disso. Mas voltando à Ilha, é bom lembrar o grande poeta e herói da independência de Cuba, José Martí: “Os homens não podem ser mais perfeitos que o sol. O sol queima com a mesma luz que esquenta. O sol tem manchas. Os ingratos não falam mais que das manchas. Os agradecidos falam da luz”. |
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