Indústria começa 2011 em ritmo acelerado

A economia brasileira vira o ano aquecida. Depois do comércio varejista registrar recorde de vendas, agora é a vez da indústria informar que começa 2011 com o pé no acelerador.

O fato foi estampado em manchete desta quinta (6) pelo jornal Valor Econômico: “Encomendas no início do ano animam a indústria”. Informa o texto: “Uma parcela importante da indústria começa 2011 estimulada pelo bom volume de encomendas e pela queda dos estoques, num cenário marcado por perspectivas favoráveis para o mercado interno”.

O polo industrial de Manaus, por exemplo, que tem os eletroeletrônicos como carro-chefe, prevê produção 15% acima da registrada em janeiro de 2010. As indústrias calçadistas e de vestuário entraram 2011 com as encomendas em alta. Segundo o diretor-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, as projeções preliminares do setor são de crescimento de 7% das vendas internas em 2011.

Fonte: Valor Econômico

Sindicato dos Cegonheiros inaugura sede

O Sindicato dos Motoristas Cegonheiros de São Bernardo
do Campo (Simoc) inaugura a nova sede, dia 8 de janeiro (sábado), às 11 horas, na alameda das Oliveiras, 54, no bairro Jerusalém, São Bernardo.

A nova sede possui nove amplas salas. Na festa da inauguração, haverá sorteios de brindes e dois shows:
Sérgio Costa, às 15 horas, e a dupla Erik e Maick, às 18 horas.

 

Venda de máquinas é a maior em 35 anos

As vendas de máquinas agrícolas cresceram 23,8% no ano passado, com a comercialização de 68,4 mil unidades, a melhor marca já registrada desde 1976. Para 2011, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) projeta repetir o desempenho de 2010.

Fonte: Agência Brasil

Consumo de energia elétrica
bate recorde em 2010

O consumo de energia elétrica no Brasil cresceu 8,3% no ano passado, conforme dados do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). O aumento do consumo ocorreu em todas
as regiões, mas as regiões Sudeste/ Centro-Oeste (8,9%) e Nordeste (8,5%) ficaram acima da média. Essa foi a maior carga já demandada do SIN (Sistema Integrado Nacional) na história do País.

Fonte: Folha de S. Paulo

Erramos

Errar é humano, mas que é irritante, é!

Ontem (6), este boletim cometeu dois erros: 1) Chamou de Francisco o Antonio de Sousa Ramalho; 2) Deu título para 2011 a respeito de um assunto sobre 2010.

Pedimos desculpas,
João Franzin


João Franzin, jornalista e assessor sindical


Carta a Dilma (4)
Aumente o
salário mínimo

Prezada presidenta:

Durante a campanha eleitoral e no momento marcante da sua posse, a senhora enfatizou que sua principal bandeira é combater a miséria. É um bom combate, que requer a escolha dos meios corretos.

Penso que não é o caso de se inventar. O combate à miséria, além das políticas de inclusão social, deve ser travado à base do crescimento da economia, da geração de emprego e, atenção, do aumento, continuado, do salário mínimo.

Lembro que Lula, antes
de assumir, lançou, com estardalhaço, o programa “Fome Zero”, cujo resultado, efetivo, deixou a desejar.
Na época, desculpe a imodéstia, publiquei artigo
na revista da Federação dos Comerciários argumentando que o verdadeiro “fome zero” era aumentar o salário mínimo. E foi o que se viu depois, com o mínimo propiciando não só mais comida na mesa e dignidade, como fortalecendo o mercado interno, ajudando a conter a crise de 2008-2009.

Sei, senhora presidenta, que setores financistas e rentistas defendem salário mínimo de R$ 540,00. Mas são conselhos da raposa (aquela das uvas). Vale lembrar que tais setores - com amplos espaços na mídia - ficaram, na recente campanha presidencial, ao lado da outra candidatura. Ou seja, foram derrotados, mas querem impor a agenda de seus interesses.

Lembro que o movimento sindical jogou peso decisivo na sua eleição, ajudando a derrotar o projeto conservador e antinacional. O sindicalismo é um aliado que, se atendido nas suas justas reivindicações, estará ao seu lado nas horas boas e más, sem cobrar cargos, posições e loteamento da máquina pública. Pense nisso, presidenta Dilma.

João Franzin, jornalista
e assessor sindical