Metalúrgicos da Força negociam
com grupos estamparia e fundição

Foto: Claudio Omena


A Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, ligada à Força Sindical, reuniu na sede da entidade, na terça-feira (5), às 10 horas, líderes da categoria e dirigentes patronais do grupo Estamparia/Siniem (Sindicato Nacional da Indústria de Estamparia de Metais) – que representa cerca de 350 empresas, para mais uma rodada de negociações da Campanha Salarial 2010.

O encontro referendou a data-base (1º de novembro) e ficou agendada uma nova reunião para 14 de outubro, às 10 horas, na sede da Federação, para discutir cláusulas jurídicas. Segundo Claudio Magrão, presidente da entidade, a categoria vai “lutar por reajuste e aumento real coerentes com o crescimento da economia do setor”.

Além de Magrão, estavam presentes o secretário-geral da Federação, Edison Venâncio; Luiz Fernando, tesoureiro; Francisco Sales (Chiquinho), vice-presidente; e os dirigentes sindicais Heleno Benedito (Guarulhos), Pereira (São Paulo) e Jorge Nazareno (Osasco).

Fundição - Avançaram as negociações com grupo Fundição. Em reunião realizada às 14h30, na sede da Abifa, foram discutidas as pautas de reivindicações da campanha salarial. Para Edison Venâncio, “estamos avançando para um bom acordo para a categoria”. Nova reunião foi agendada para 19 de outubro, às 15 horas, na sede da Federação.

Mais informações:
www.fedmetalsp.org.br

Trabalhadores nas ruas em defesa
de mais empregos e aumento salarial

As Centrais Sindicais, Federações e Sindicatos realizarão, na próxima quinta-feira (7), em São Paulo, uma grande manifestação pelo Dia Mundial pelo Trabalho Decente. Organizado pela Força Sindical, CGTB, CTB, CUT, Nova Central e UGT, o ato terá início às 10 horas no Teatro Municipal, região central da capital paulista, e seguirá em passeata pelas avenidas Ipiranga e São Luís até a rua Martins Fontes, sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/SP).

Na Superintendência, os sindicalistas entregarão um documento unitário das Centrais em defesa da criação de mais empregos, aumento real de salário, redução da jornada de trabalho e igualdade de oportunidades.

CGTB - “Vamos organizar nossos Sindicatos, nossas delegações e fazer uma grande manifestação para avançar ainda mais nas conquistas dos trabalhadores. Temos que exigir o fim da precarização, garantir mais postos de trabalho e a valorização permanente do salário mínimo”, explica Paulo Sabóia, presidente da CGTB/Regional São Paulo.

Fonte:
www.cgtb.org.br

Químicos da CUT iniciam negociações da campanha salarial

Uma representação de dirigentes sindicais coordenada pela Federação dos Trabalhadores do Ramo Químicos da CUT do Estado de São Paulo (Fetquim) protocolou, na quarta-feira passada (29), junto ao CEAG-10 o documento com as reivindicações da campanha salarial do setor, que tem data-base em 1º de novembro.

Entre as principais reivindicações estão reajuste salarial de 13%, Piso de R$ 1.060,00, Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) de R$ 1.200,00, redução da jornada de trabalho, sábados livres, licença maternidade de 180 dias e aumento do auxílio-creche, além de igualdade de direitos para os terceirizados.

Base - Neste ano, além dos Sindicatos de Campinas, Osasco e Vinhedo – que compõem o Unificados – e de São Paulo (filiados à Fetquim), participam das negociações sob representação da entidade os Sindicatos de Jundiaí e de São José dos Campos, representando ao todo cerca de 160 mil trabalhadores químicos.

Mais informações:
www.fetquim.org.br

Câmera Aberta Sindical faz uma análise dos
eleitos e as reivindicações do sindicalismo

TV Aberta São Paulo, dia 6 de outubro, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA

O Câmera Aberta Sindical desta quarta-feira, dia 6, fará uma avaliação do perfil dos candidatos eleitos e as reivindicações do movimento sindical. Para falar sobre o assunto, o programa convidou o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado São Paulo (Fequimfar) e diretor da Força Sindical, Sergio Leite; o consultor sindical João Guilherme Vargas Netto; e o secretário-geral da CUT, Quintino Severo.

Assista - O Câmera é transmitido pela TV Aberta São Paulo (NET 9, TVA 72 ou 99 e TVA Digital 186) e apresentado pelo jornalista João Franzin. Assista também na internet, pelo site da TV Aberta São Paulo (www.tvaberta.tv.br).

Autônomos deram emprego a mais de 14 mil pessoas

Mais de 14 mil pessoas foram empregadas pelos trabalhadores autônomos que aderiram ao programa Empreendedor Individual. O programa beneficia os cadastrados com acesso a compras governamentais, enquadramento no Simples Nacional e isenção nos tributos federais. O beneficiado deve ter faturamento de, no máximo, R$ 36 mil ao ano e possuir até um empregado, que receba salário mínimo ou o Piso da categoria.

 


João Franzin
Jornalista da Agência Sindical



 

Corrigir erros, ampliar acertos

Por João Franzin

Se eu tivesse de dar um conselho ao comando da campanha de Dilma, diria: corrigir erros, ampliar acertos.

Proponho:

. Posicionar corretamente Lula na campanha. Se ele tem 80% de aprovação, e tem; se ele fala diretamente com a massa, e fala; então deixa o homem aparecer!

. Se a sociedade é organizada por meio de corporações, e é; se esses agrupamentos representam poderosos contingentes, e representam; então é preciso atrair seus líderes (empresários, sindicalistas, artistas, religiosos, esportistas etc.) para explicitar apoio a Dilma - fazendo com que também mobilizem seus destacamentos.

. Se Dilma perdeu votos por causa de tabus culturais e religiosos, e perdeu, então se trata de dar mais espaço na campanha a figuras como Chalita, Erundina e outras lideranças políticas com base nas igrejas, especialmente as de conformação evangélica.

. Se Serra ganhou votos, e ganhou, com a demagogia do salário mínimo, incumbe resolver já, no atual governo, a questão do futuro valor, deixando o tucano pendurado na brocha.

. Se os “cumpanhero” fizeram corpo mole no primeiro turno, e fizeram; se grande parte deles se dedicou a campanhas proporcionais, e foi isso que ocorreu; se são gente com experiência em campanhas de massa, e são; cabe então o traseiro da cadeira e correr atrás do voto.

. Se o movimento sindical tem poder de mobilização, e tem, deve ir às fábricas, bancos, lojas, repartições, enfim, aos locais de concentração trabalhadora mostrar por que Dilma é melhor para os assalariados.

. Se a temática verde ganha corações e mentes, e ganha, é preciso adotar essa temática, lembrando que a ecologia tucana em São Paulo pode ser vista e cheirada todos os dias nos rios Tietê, Pinheiros e Tamanduateí.

. Se a questão habitacional pega forte, principalmente às donas de casa, e pega, mostrar, de um lado, o “Minha Casa, Minha Vida” e, de outro, a solução habitacional tucana para o Jardim Pantanal.

Ia dar aqui alguns conselhos ao João Santana, ao Risério e a outros sábios do marketing, mas tenho fechamento de jornal pela frente. Fica pra depois.

João Franzin
Jornalista da Agência Sindical

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