Emprego formal atinge 14 milhões
de vagas no governo Lula

Foto: Renato Alves


A geração de empregos formais no governo Lula, entre janeiro de 2003 a junho de 2010, atingiu a marca de 14 milhões de postos. No período, o rendimento médio dos trabalhadores apresentou crescimento real de cerca de 18,25%. Os dados foram apresentados pelo ministro Carlos Lupi (Trabalho), na quinta-feira (5), durante a divulgação dos números da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2009.

No ano passado, foram gerados 1,766 milhão de novos empregos, alta de 4,48% em relação a 2008. Desde total, 1,423 milhão são vagas com Carteira assinada e 343,1 mil são servidores públicos. Com a soma dos 12,5 milhões de empregos gerados entre 2003 e 2009 – de acordo com a Rais, mais os 1,47 milhão de postos celetistas (Caged) abertos no primeiro semestre deste ano, chegamos a 13,9 milhões de vagas formais entre 2003 e 2010.

O Brasil também atingiu a marca histórica de 42,6 milhões de trabalhadores com emprego formal, somando-se os 41,2 milhões contabilizados na Rais 2009 aos 1,4 milhão de novos postos de trabalho registrados este ano pelo Caged. “Com absoluta segurança chegaremos a 15 milhões de empregos formais gerados no governo Lula até o fim do ano, como prevejo há algum tempo”, avaliou Carlos Lupi.

Mais informações:
www.mte.gov.br

Engenheiros de São Paulo promovem debates com candidatos

O Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (Seesp) realiza, entre agosto e outubro, o ciclo de debates “A Engenharia, o Estado e o País”, que tem como objetivo promover um debate com os candidatos a cargos majoritários nas próximas eleições sobre o desenvolvimento nacional e a implantação de políticas públicas.

O Seesp convidou todos os candidatos aos cargos de presidente, senador e governador no Estado de São Paulo a apresentarem seus projetos, exporem ideias e também receber as sugestões dos engenheiros – que estão contidas no manifesto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento e a Superação da Crise”, produzido pela FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) e aborda as perspectiva de crescimento do País.

Elaborado por vários especialistas, o “Cresce Brasil” traça diretrizes e sugestões em diversas áreas estratégicas como a exploração das reservas de petróleo na camada do pré-sal, energia, saneamento, mobilidade urbana, meio ambiente e comunicações.

Serviço - O primeiro convidado a participar do ciclo de debates será Fabio Feldmann (PV), candidato ao governo de São Paulo. O evento ocorrerá na próxima terça-feira (10), às 19 horas, na sede do Seesp (rua Genebra, 25, Bela Vista). O acesso ao debate é aberto a todos.

Mais informações:
www.seesp.org.br

Sindicalistas cobram medidas do governo
contra importação de peças

Uma comissão de sindicalistas vinculados à Força Sindical e representantes empresariais do setor de fundição, máquinas e autopeças esteve com o ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), na quarta-feira (4), em Brasília, para reivindicar a revogação de duas portarias que permitem a entrada no País de peças e moldes já usados, em especial da China.

Os representantes do setor pedem medidas concretas do governo federal para proteger a produção nacional nestes segmentos industriais, que estão sendo prejudicados pelo aumento das importações de ferramentas, moldes usados e outros equipamentos. As dificuldades geradas pela competição desigual, facilitada pela valorização do cambio, ameaça eliminar 100 mil postos de trabalho no setor.

Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, Heleno B. da Silva, o grupo pediu ao ministro “maior empenho do governo nesta questão”. “Além da concorrência dos chineses, temos problemas graves com contrabando. Além disso, o governo baixou medidas que facilitam a entrada no País de equipamentos e maquinário usado. Precisamos de mais fiscalização”, explica.

Mais informações:
www.metalurgico.org.br

Metalúrgicos da CUT negociam estabilidade para acidentados

Os cerca de 15 mil metalúrgicos que trabalham nas empresas do Grupo 10 (que reúne setores de lâmpadas, material bélico, estamparia, equipamentos odontológicos entre outros) na base da Federação dos Sindicatos Metalúrgicos (FEM-CUT/SP) podem ter novamente assegurada na Convenção Coletiva a cláusula que garante estabilidade até a aposentadoria a vítimas de acidente do trabalho e doença profissional.

A cláusula foi o tema central da segunda rodada de negociação entre a Federação e a bancada patronal do G10, na última quinta-feira (5). “Faz 10 anos que temos garantido este importante direito aos trabalhadores do G10 por meio de ação judicial. Nesta campanha salarial, temos a chance de conquistar este direito na mesa de negociação”, explica o presidente da FEM-CUT, Valmir Marques (Biro Biro).

Histórico - A cláusula que garante estabilidade até a aposentadoria ao portador de doença profissional ou vítima de acidente do trabalho é assegurada nas Convenções Coletivas da FEM-CUT/SP nas demais bancadas patronais desde 1985. No G10, o direito esteve assegurado no período de 1985 a 1999. A partir de 2000, a cláusula saiu da Convenção.

Mais informações:
www.fem.org.br

 



Como tratar o ruído ocupacional

Por Giovani Pons Savi

O ruído é um dos riscos ocupacionais encontrados em quase todos os ambientes de trabalho em que se utilizam máquinas e equipamentos. É considerado um risco físico por conta de sua propagação, que se dá por meio de ondas mecânicas chamadas sonoras.

A medição da intensidade deste ruído é realizada por meio de uma unidade conhecida por decibel ou simplesmente dB(A).

Em termos ocupacionais existem três faixas de ruído que são importantes para definir se o ruído é prejudicial à saúde ou não. A primeira faixa vai do zero aos 65dB(A) que é o limite conforto estabelecido na NR (norma regulamentadora) 17 que trata de Ergonomia.

Este ruído corresponde a uma conversa em tom baixo entre duas pessoas. A segunda faixa vai dos 65dB(A) aos 84,9dB(A), esse som corresponde a ruídos presentes no nosso dia tais como: várias pessoas falando em um mesmo ambiente, secador de cabelos, ruído interno de um ônibus etc.

A terceira faixa, a partir de 85 dB(A), conforme a NR-15, corresponde às operações insalubres. De acordo com o tempo de exposição do trabalhador a ela, é possível enquadrar a atividade como danosa à saúde.

Ruídos comuns desta faixa são: cortador de grama, ruído de trafego intenso, serra fita de açougue, dentre outros.

Existem algumas maneiras de reduzir o impacto deste ruído no trabalhador. A maneira mais comum e mais barata é dotar o trabalhador com o protetor auricular.

Para este método ser eficaz é preciso que o empregador dê um protetor auricular de acordo com o nível de ruído que o trabalhador está exposto. Também é preciso treinar o trabalhador e o conscientizar quanto aos riscos de perda auditiva em decorrência da exposição ao ruído.

Além disso, deve haver um controle deste uso levando em conta a opinião do próprio trabalhador.

Outras formas de reduzir esta exposição são o rodízio de pessoal e a troca de equipamentos ou mudança no processo de trabalho que é a alternativa ideal. Porém essa troca de equipamentos na sua maioria das vezes implica em tecnologia mais avançada e maiores custos. Mesmo que estes custos sejam investimentos que se pagam ao longo do tempo nem todas as empresas possuem recursos para realizá-los.

Giovani Pons Savi é consultor em Segurança do Trabalho