O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (Paulinho), disse que o objetivo da reunião foi discutir um calendário para votação da proposta pelo plenário. A intenção dos sindicalistas é viabilizar a votação da PEC na primeira ou na segunda semana de setembro. Paulinho disse que 90% dos líderes partidários já se comprometeram com a inclusão da matéria na pauta. Ele acredita que o calendário eleitoral pode ajudar na aprovação da matéria. “No ano que vem há eleição, e os deputados precisarão do apoio dos trabalhadores”, disse. Jornada de lutas - O deputado informou que as Centrais vão iniciar nos próximos dias uma série de ações em defesa da aprovação da proposta, como a Jornada Nacional Unificada de Lutas, no dia 14 de agosto, quando as entidades vão promover manifestações em todo o País. As ações ainda incluirão reuniões com líderes para negociar apoio das bancadas para a inclusão da matéria na pauta do plenário. Mais informações:
OIT e CUT firmam parceria no Concut
A idéia é que a Central e outras entidades dos movimentos sociais participem das conferências nacionais de educação, assistência social e criança e adolescente, que acontecem até o final de 2010. Além de cartazes informativos, a programação inclui spots de TV, veiculados em breve e uma ação conjunta das entidades. Segundo o Coordenador do Programa Internacional para Eliminação do Trabalho Infantil da OIT no Brasil, Renato Mendes, a participação do movimento sindical é fundamental no combate à exploração infantil. A Central buscará incluir a proibição do uso dessa mão-de-obra nos acordos coletivos e cobrar educação de qualidade. Evolução - “As ações pelo fim do trabalho infantil avançaram muito no Brasil nos últimos anos, mas atingiram um patamar de estagnação, principalmente porque esse tipo de mão-de-obra se encontra em núcleos invisíveis e informais”, explica Mendes. Mais informações:
Rais mostra crescimento de vagas
O Brasil alcançou a marca de 39,442 milhões de empregos formais em 2008, entre celetistas e estatutários, aumento de 1,834 milhões (4,88%) em relação a 2007, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais 2008). O crescimento do emprego também contribuiu para o ganho real de 3,52% do rendimento médio dos trabalhadores formais, passando de R$ 1.443,77 em dezembro de 2007 para R$ 1.494,66 em dezembro de 2008. “Em 2009 chegaremos à marca de 40 milhões de empregos formais no Brasil. Só no governo Lula foram gerados 10,7 milhões de empregos formais. Tivemos o quarto melhor resultado em 20 anos”, comentou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Rais – A relação também é o instrumento utilizado pelo governo para identificar os trabalhadores com direito ao recebimento do abono salarial, que no ano passado beneficiou 16,903 milhões. Mais informações:
Sindicalistas protestam contra repressão Foto: Ricardo Flaitt A manifestação ocorreu em frente à concessionária da marca coreana em São Paulo. Em greve há mais de dois meses, os operários da montadora estão sofrendo terríveis abusos. A empresa jogou produtos químicos corrosivos por meio de helicópeteros sobre os grevistas e utilizou armas de eletrochoque contra os manifestantes. Abuso - Para Edison Venâncio, secretário-geral da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo e de relações internacionais da CNTM-Força, “o que a Ssangyoung está fazendo com os trabalhadores coreanos é um atentado mundial contra os direitos”. “Todos os dias os trabalhadores coreanos estão sofrendo por defender seus postos de trabalho. Isso é uma afronta aos direitos humanos e ao direito de organização sindical”, ressaltou Valter Sanches, secretário-geral da CNM/CUT. Fonte:
Portal Vermelho promove debate sobre o PIG
Na sequência, haverá coquetel de lançamento dos livros “A ditadura da mídia”, do jornalista Altamiro Borges; e “Comunicação pública no Brasil: uma exigência democrática”, de Renata Mielli. Mais informações:
Investimento das estatais cresce 47,8% no primeiro semestre As estatais investiram 47,8% a mais no primeiro semestre de 2009, na comparação com igual período do ano passado. O investimento chegou a R$ 29,7 bilhões, contra R$ 20,1 bilhões dos seis primeiros meses de 2008. Só as operações de crédito habitacional saltaram de R$ 4,9 bilhões no primeiro semestre do ano passado para R$ 10,2 bilhões neste ano, em conseqüência do programa Minha Casa, Minha Vida. |
Por que precisamos da jornada de 40 horas? Aqui no Norte do Brasil, em plena abundância amazônica, podemos afirmar sem medo de errar, que somos um povo que tem a natureza ao alcance da mão. Temos o Rio Amazonas e milhares de igarapés maravilhosos. Frutas tropicais de todos os sabores e cores como o teperebá, a pitomba, a pupunha, o cupuaçú, o bacuri, a sapotilha, o muruci e o açaí. Na nossa cozinha podemos degustar o caruru, o tacacá, o vatapá e o chibé. Além dos peixes que daqui impressionam o resto do mundo como o pirarucu, o tambaqui, o tamuatá, o tucunaré, a dourada, a pescada, a sarda, a piramutaba e o pacu. Para nós do Pará e da Amazônia, a natureza é saborosa. Só falta tempo para curti-la junto com nossas famílias. Pois trabalhar 44 horas semanais, mais as horas extras, mais o deslocamento de casa para o emprego, nos mantém distantes de nossos filhos e, principalmente, longe da natureza. De tanto trabalhar, a gente acaba distante da família e mais longe ainda do nosso habitat natural. Passamos meses sem um contato mais prolongado com nosso rio Amazonas. Sem sentir de perto o gostinho dos produtos da região. Vivemos pertinho da Selva Amazônica, como se fôssemos uns estranhos. Por isso, a UGT Pará, junto com a UGT Nacional, está em plena campanha pela jornada de 40 horas semanais, sem redução do salário. O que queremos, porque merecemos, é mais qualidade de vida num local que, o mundo inteiro sabe, temos a oportunidade de uma excelente convivência com a natureza. É dessa vivência e interação com as coisas boas da terra, degustando nossas frutas e temperos tropicais, junto com nossas famílias, que teremos condições de adequar os conceitos de proteção ambiental, de estimular a formação de nossos filhos, de criar homens e mulheres do futuro que serão os responsáveis pela proteção da Selva Amazônica. Com mais tempo criaremos o homem e a mulher do futuro, que através da convivência com a Amazônia, nos tornaremos gestores do desenvolvimento sustentável na região. Queremos a jornada de 40 horas semanais para ter mais tempo junto às nossas famílias e para conviver com a natureza, ao longo de nossas vidas, enquanto ainda temos energia transformadora e pudermos dividir, uns com os outros, nossos bens culturais. A Amazônia e o Brasil são lugares maravilhosos. Muitos estrangeiros consideram aqui o Paraíso terrestre. Mais uma razão para desfrutarmos uma qualidade de vida que países como a Suécia, onde se trabalha 37,8 horas por semana, não têm. Ou a Alemanha, com sua jornada de 38 horas semanais, e a França, com 38,6 horas semanais, que provam como é possível adequar desenvolvimento com uma jornada menor. Aqui, temos a grande responsabilidade de nos inserirmos no desenvolvimento sustentável da região. Mas temos que ter tempo para essa vivência. Além de poder estimular nossos filhos e filhas a colocarem a natureza regional na perspectiva de suas vidas. Já conseguimos grandes avanços para a redução da jornada para as 40 horas semanais. A Comissão Especial da Câmara dos Deputados já aprovou a proposta por unanimidade. Vamos agora acompanhar a votação em plenário. É uma questão de bom senso. Votar pela qualidade de vida dos brasileiros, para continuarmos a investir no melhor patrimônio que temos: nosso futuro, através do cuidado direto de nossa natureza e da educação de nossos filhos e filhas. José Francisco Pereira é presidente da UGT Pará |
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