João Guilherme (consultor), Sergio Leite (Força Sindical) São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 6 de outubro, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
O Câmera Aberta Sindical desta quarta-feira, dia 6, fará uma avaliação do perfil dos candidatos eleitos e as reivindicações do movimento sindical. Participe: faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Horário eleitoral de segundo turno
O horário eleitoral será diferente neste segundo turno. Cada um dos candidatos à presidência terá direito a 20 minutos, diariamente, no rádio e na televisão. Nos estados onde houver segundo turno para governador, cada candidato também terá 20 minutos. No rádio, o horário eleitoral começará às 7 e às 12 horas. Na televisão, às 13 e às 20h30. Fora isso, cada candidato à presidência e a governador terá direito a fazer inserções no rádio e na TV de 15 a 60 segundos, somando 30 minutos por dia. Justificativa - O eleitor que não votou domingo (3) tem até o dia 3 de dezembro para justificar a ausência. O prazo de 60 dias é contado a partir da data de cada turno. Assim, quem deixar de votar no dia 31 de outubro terá até 29 de dezembro. Quem não justificar não poderá obter passaporte ou carteira de identidade, inscrever-se em concurso ou prova para cargo público. Mais informações:
Força reage contra nota técnica do Banco Central
Segundo Miguel Torres, o crescimento do nível da massa salarial é compatível com o crescimento da produtividade e com o aumento do mercado interno e externo: “Podemos citar os dados do IBGE, que revelam que a produção industrial subiu 8,9% nos últimos 12 meses, e o acumulado dos oito primeiros meses do ano é de 14,1%”. Pressão - A Força recomendou às suas entidades filiadas “a continuação e a intensificação” da mobilização das categorias em campanha salarial por aumentos reais e ampliação de direitos. “Vale destacar, ainda, que o aumento da renda, proporcionado pelas vitoriosas campanhas salariais deflagradas pelos Sindicatos, impulsiona o crescimento da economia, gerando novos postos de trabalho”, ressalta o texto. Mais informações:
Secretário de Direitos Humanos do Rio O presidente da UGT-RJ, Nilson Duarte da Costa, participa do encontro, acompanhado de integrantes da Secretaria da Mulher. Conforme deliberação da secretaria, o objetivo da entidade é colaborar para o efetivo cumprimento da Lei Maria da Penha (Lei 11.340), que objetiva coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Mais informações:
De cada 10 vagas criadas no Brasil, nove são formais
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A esquerda teve o melhor resultado eleitoral de sua história: Dilma em primeiro lugar, governadores no Rio Grande do Sul, na Bahia, em Pernambuco, no Ceará, no Espírito Santo, Sergipe, Acre, boas possibilidades no Distrito Federal, possibilidades ainda no Pará, limpa impressionante e renovação com grande bancada no Senado, maiores aumentos nas bancadas parlamentares na Câmara. A frustração veio da expectativa criada pelas pesquisas de uma eventual vitória no primeiro turno para presidente. Uma análise mais precisa é necessária, a começar pelo altíssimo numero de abstenções e também dos votos nulos e brancos que, somados, superam um quarto do eleitorado. Mas também dos efeitos das campanhas de difamação – sobre o aborto, luta contra a ditadura etc., assim como o efeito que o caso da Erenice efetivamente teve para diminuir o resultado final da Dilma. A votação da Marina certamente influenciou. A leitura desse eleitorado é complexa, nem de longe se trata de onda ecológica no Brasil – as outras votações dos verdes foram inexpressivas. Juntaram-se várias coisas, desde votos verdes, esquerda light, até votos anti-Dilma, votos desencantados com o Serra, entre outros. Mas o montante alto requer uma análise mais precisa. Para o segundo turno contam esses votos: mais da metade concentrados em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além do DF, onde ela ficou em primeiro lugar. Qualquer que seja a decisão de apoio no segundo turno – a convocação de assembleias para definir deve confirmar a tendência a abstenção, tornando mais difícil a operação política da direção de apoiar Serra –, esse eleitorado se orientará, em grande medida, não pela decisão partidária, ficando disponível para os outros candidatos. Em 2006, nem o PSol conseguiu que seus votos deixassem de ir para outros candidatos, desobedecendo a orientação do voto em branco. É uma ilusão considerar que o segundo turno é outra eleição. É a continuação do primeiro, em novas condições – de bipolarização. A campanha deve ser dirigida diretamente por Lula, deve ser centrada na comparação dos governos do FHC e do Lula, deve ter uma estratégia específica para o eleitorado da Marina e deve multiplicar os comícios e outros atos de massa – um diferencial importante entre as duas candidaturas. Em 2006 o segundo turno foi muito importante para dar um caráter mais definido à polarização com os tucanos, o mesmo deve se dar agora. Que ele multiplique a votação e a mobilização, para tornar mais forte ainda a vitória da Dilma. Ela é favorita, mas devemos precaver-nos das manobras dos adversários, do uso da imprensa, das campanhas difamatórias. Pode ser um segundo turno de polarização mais clara também, porque os debates diluíam os temas, na medida em que havia um coro de 3 candidatos colocando ênfase nas denúncias. Não soubemos colocar como agenda central o fato de que o Brasil se tornou menos injusto, menos desigual, com Lula, e que esse é o caminho central a seguir. Emir Sader dirige o Laboratório de Políticas Públicas na UERJ, onde é professor de sociologia |
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