Câmera Aberta desta quarta (7) debate
salário mínimo e seus reflexos na economia

São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 7 de julho, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
Guarulhos:TV Guarulhos, BIG TV, Canal 20 – dia 8 de julho, das 19 às 20 horas.
 São José dos Campos: Canal 95, Vivax – 14 de julho, das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas.
São José do Rio Preto: TV da Cidade, Canal 16 – 11 de julho, das 20 às 21 horas.
Reprises: terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas.
Presidente Venceslau: TVC - TV a Cabo Venceslau, Canal 4 – 11 de julho, das 13 às 14 horas
Rede Brasil de TV – quartas-feiras, às 11h30, para todo o Brasil. Via Satélite - Canais UHF:
14, 45 e 59 (São Paulo); 59 e 42 (Minas Gerais); 57 (Rio de Janeiro); 59 (Distrito Federal);
50 (Espírito Santo); 26 (Goiás); 27 (Mato Grosso); 23 (Mato Grosso do Sul); 4, 22 e 30 (Paraná);
13 (Santa Catarina); 55 e 58 (Rio Grande do Sul); 15 (Bahia); 20 (Pernambuco);
55 (Maranhão); 38 (Rondônia); 20 (Amazonas); 17 (Pará); 13 (Acre); e 5 (Tocantins).

Dia 4 de julho o salário-mínimo completou 70 anos de vigência. Nos últimos anos, a unidade
do movimento sindical tem garantindo uma política permanente de valorização do mínimo. Atualmente, sindicalistas negociam com o governo para que o reajuste do salário mínimo,
em janeiro próximo, seja feito com base na inflação passada mais o crescimento médio da economia em 2009 e 2008. Com base nesse critério, o valor do mínimo passaria dos atuais
R$ 510 para R$ 550.

O salário mínimo beneficia mais de 40 milhões de brasileiros e tem reflexo direto em toda economia. Destacando essa importância, o Dieese lançou durante a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, em 1º de junho, o livro “Salário Mínimo - Instrumento de Combate à Desigualdade”.

A publicação aponta o desafio de se manter a política de valorização do Piso e garantir sua regulamentação em lei. Para falar sobre o assunto, o Câmera Aberta Sindical desta quarta,
dia 7 de julho, convidou o presidente do Dieese e do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, Josinaldo José de Barros (Cabeça); o diretor técnico da entidade, Clemente Ganz Lúcio; e o diretor de Relações Sindicais do Dieese,  Silvestre Prado.

Site - O programa é transmitido pela TV Aberta São Paulo (NET 9/ TVA 72 ou 99 e TVA Digital 186). Assista também na internet pelo site da TV Aberta São Paulo (www.tvaberta.tv.br).

Participe: faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Assista pela internet: www.tvaberta.tv.br
E-mail: cameraabertasindical@agenciasindical.com.br

Agricultores pedem alterações no Código
Florestal em debate na Câmara

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a reforma do Código Florestal (Lei 4.771/65) começou a discutir, nesta segunda-feira (5), o parecer do relator, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). A reunião foi acompanhada por cerca de 300 agricultores ligados à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), que reivindicam alterações no parecer.

A Contag elaborou um documento com sugestões de emendas ao relator, reivindicando que o setor de agricultura familiar receba tratamento diferenciado em relação à agricultura patronal. A entidade também pede o reconhecimento do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), a não descentralização da legislação ambiental e a isenção de reserva legal somente para propriedades com até um módulo fiscal.

Mobilização - A Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf-Brasil) também questiona vários pontos do relatório e mobilizou centenas de lideranças para acompanhar o debate em Brasília.   

“O agronegócio está pressionando para que o relatório seja aprovado como está. Nós defendemos que seja inserido no novo Código Florestal Brasileiro o conceito da agricultura familiar. Não aceitamos ser conceituados como produtores rurais. A agricultura familiar é um setor estratégico para a produção de alimentos e precisa ser respeitada”, ressalta a secretária Nacional de Meio Ambiente da CUT, Carmen Foro.

Mais informações:
www.contag.org.br

Secretário da UGT ocupará vice-presidência na OIT

O Secretário de Relações Internacionais da UGT, Arnaldo de Souza Benedetti, foi eleito vice-presidente para as Américas e Caribe junto à Organização Internacional do Trabalho (OIT) na bancada dos trabalhadores. A indicação do sindicalista ocorreu durante a 99ª Conferência Internacional do Trabalho, promovida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, Suíça, em junho passado.

Elogiado por seu desempenho no Conselho de Administração da OIT, Arnaldo Benedetti foi indicado pela Central Sindical do Panamá e referendado pela CGT (Confederação Geral do Trabalho) da Argentina. O mandato tem duração de um ano.

 “Temos que aproveitar esses espaços para difundir nossa proposta de sindicalismo ético e inovador”, afirma Benedetti. Ele avalia que sua eleição mostra que a UGT vem consolidando sua imagem no exterior, ampliando seu leque de participações nos organismos internacionais.

OIT - Fundada em 1919, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) é a única das agências das Nações Unidas que tem estrutura tripartite, na qual os representantes dos empregadores e dos trabalhadores têm os mesmos direitos que os dos governos.

Mais informações:
www.ugt.org.br

Ideb mostra melhora do ensino em 2009

O Ministério da Educação divulgou, na quinta-feira (1º), os resultados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), apontando que a qualidade da educação no Brasil avançou em todas as etapas de ensino entre 2007 e 2009. No ensino fundamental, o indicador superou as metas propostas para o período e alcançou as de 2011.

Nos anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb subiu para 4,6 em 2009. A nota proposta para o período era 4,2 – índice já registrado na aferição de 2007. Nos anos finais, o indicador foi para 4,0 pontos, superando a meta de 3,7 para o ano. O mesmo ocorreu no ensino médio, que obteve índice de 3,6. O objetivo era registrar pelo menos 3,5 nessa etapa de ensino no período.

“O Brasil está numa trajetória ascendente e consistente pelo quarto ano consecutivo. Ainda estamos distantes da meta de 2021 (nota seis), mas com a esperança renovada de que será alcançada”, afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad. O Ideb foi criado em 2005, para medir a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino. O índice utiliza escala de zero a dez pontos e é medido a cada dois anos.

São Paulo - No ensino médio, a rede estadual teve uma queda acentuada em relação às notas de outros Estados. No primeiro ano da avaliação, São Paulo obteve a 2ª posição, somando-se as notas de português e matemática. Em 2009, passou para a 7ª posição. Entre as sextas e nonas séries (período antes chamado de 5ª a 8ª) houve progresso, mas foi tímido, de 0,3, enquanto a média nacional de crescimento foi de 0,2.

Mais informações:
www.mec.gov.br

Tribunal muda regras para pagamento da participação no lucro

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) adotou uma nova norma sobre cláusulas que devem constar nos programas de Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR), que impede a empresa de condicionar o pagamento do benefício ao fato de o trabalhador estar vinculado à empresa na data prevista para o pagamento. Agora, a empresa deve pagar a parcela de forma proporcional aos meses trabalhados.

Segundo a adequação à orientação jurisprudencial 390 promovida pelo tribunal, o pagamento deve ser feito de forma proporcional, uma vez que “o ex-empregado concorreu para os resultados positivos”.

Cláusula - A Lei 10.101, de 2000, estabelece as regras gerais para a PLR, como a periodicidade mínima de seis meses e máxima de dois anos e a obrigatória intermediação dos Sindicatos. Mas, como forma de desestimular pedidos de demissão, é comum os acordos condicionarem o pagamento somente aos empregados que estiverem na empresa. Com a nova orientação do TST, esta cláusula deve ser suprimida dos acordos.

Mais informações:
www.tst.gov.br

Derrota de Dunga

Dunga é tosco demais para compreender a complexidade do futebol. A complexidade cultural, a psicologia dos jogadores, a pressão da mídia, o espírito esportivo e os grandes negócios da bola.

Observe que nos quatro jogos anteriores quem garantiu a vitória para o Brasil foi a defesa. Contra a Holanda, como a defesa falhou, a Seleção foi desclassificada.

Observe que a equipe brasileira careceu de um trabalho psicológico. Tanto assim que até atletas como Kaká jogaram nervosos; Kaká, por incrível que pareça, chegou a ser expulso. Outros jogadores sempre afáveis, como Robinho e Luiz Fabiano, estiveram o tempo todo tensos e discutindo com o juiz. Num ambiente desses, cabeças-de-bagre como Felipe Melo perdem totalmente o controle e decidem esparramar botinadas.

É clássica a foto de Didi, na Copa de 1958, indo buscar a bola nos fundos da rede de Gilmar e comandar a reação do nosso selecionado. Quem, nesta Copa, era líder dentro de campo? Ninguém.

Por não compreender o futebol em sua beleza e complexidade, Dunga não cuidou de armar um bom meio-campo, quando se sabe que, na prática, é ali que se decide até uma pelada. A não-convocação de um Paulo Henrique Ganso, ou de um Hernanes, por exemplo, mostra a limitação técnica e estética de Dunga e de Jorginho, seu ajudante-serviçal.

Se o Brasil fornece ao mundo seus melhores jogadores, mas não consegue armar uma seleção competitiva, convenhamos, a culpa não é dos jogadores. O erro está na gestão do futebol brasileiro. Está na escolha de técnicos burocráticos, como Parreira e Dunga, homens de ambição miúda e patriotismo rastaquera.

Dunga não sabe convocar, não sabe escalar, não sabe substituir, não sabe mexer no time no intervalo. É bom irmos pensando no Mano Menezes...

João Franzin
Jornalista da Agência Sindical

Bolsa-Atleta

O Ministério do Esporte está recebendo desde quinta-feira passada (1º) as inscrições para a Bolsa-Atleta, benefício que garante uma verba mensal para custear treinamento e participação em campeonatos nacionais ou internacionais. A ficha de inscrição está disponível no portal do ministério (www.esporte.gov.br), até 14 de agosto.

 


Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

 


Mudar ou continuar

Por Marcos Coimbra

Já faz algum tempo, começou a se generalizar no meio político a convicção de que Dilma vai ganhar as eleições. Embora nem todos admitam, é o que pensam até as principais lideranças da oposição, assim como a quase totalidade dos formadores de opinião e da imprensa. Para consumo externo, continuam a dizer que o processo está aberto, que nada está definido. Mas não é o que, no íntimo, acreditam que vai acontecer.

Do lado governista, nem se fala. Não é de agora que os principais estrategistas do Planalto e do PT trabalham com o cenário de crescimento e vitória da candidata de Lula. A rigor, é nisso que apostam desde 2008, quando o presidente deixou claras duas coisas: que ele próprio não tentaria mudar as regras do jogo para disputar um terceiro mandato; e que achava que conseguiria ganhar as eleições através de alguém que o representasse.

Tudo que está acontecendo na sua sucessão, até o momento, confirma seu cálculo. Ele não se baseava no que diziam as pesquisas sobre as intenções de voto do conjunto do eleitorado. Ao contrário, o raciocínio sempre foi sobre o potencial de crescimento de uma candidatura identificada com ele e o governo, avaliados, pela grande maioria da população, como ótimos ou bons.

Nunca foi relevante considerar os resultados agregados das pesquisas (que são os que a imprensa normalmente divulga), pois misturavam respostas de quem sabia e quem não sabia qual era a candidatura apoiada por Lula. Enquanto não aumentasse a proporção dos que tinham essa informação, a vantagem de Serra era ilusória e não preocupava quem, no PT, sabia fazer as contas.

É de se notar que, na oposição, as pessoas pensaram de maneira oposta. A opção por Serra, em detrimento de Aécio, mostrou que ela preferia escolher em função do desempenho presente dos pré-candidatos, deixando em segundo plano seu potencial de crescimento. Serra prevaleceu pelo patamar de largada, não pela perspectiva de chegada.

Há quem defenda que é cedo para decretar que a eleição está resolvida. De fato, é preciso admitir que muita água ainda pode rolar por baixo da ponte. Não é impossível que Dilma, sua campanha, seus apoiadores e o vasto conjunto de forças políticas mobilizadas para elegê-la cometam erros calamitosos. É, apenas, pouco provável.

Em função da possibilidade cada vez mais concreta de que Dilma venha a ganhar (talvez já no primeiro turno), alguns setores da oposição andam à cata de novos argumentos, para tentar convencer os eleitores a mudar de ideia. Um dos mais engraçados tem a ver com o conceito de alternância do poder.

Trata-se da tese de que é bom, para a democracia, que as eleições ensejem a mudança do partido ou coalizão que está no poder, assim permitindo que ocorra uma salutar alternância de pontos de vista e prioridades. A continuidade seria ruim, ao impedir que novas agendas sejam discutidas e que outras políticas, mais adequadas a um novo momento, sejam formuladas.

O ápice dessa argumentação aconteceu outro dia, quando uma importante revista semanal entrevistou o candidato do PSDB e perguntou “porque é positivo”, para “a democracia brasileira”, experimentar “uma alternância de poder depois de 8 anos de governo Lula”.

Difícil imaginar algo mais sem sentido, a começar pelo fato da pergunta ser feita ao candidato interessado na alternância. É o mesmo que perguntar ao macaco se quer banana. Ou alguém supõe que Serra diria que o melhor, para o País, é a continuidade?

Mas o importante não é isso. A democracia não está na ideia abstrata de alternância. Para o ideal democrático, o relevante não é o conteúdo da escolha. Tanto faz que os cidadãos prefiram continuar ou mudar. O que torna uma sociedade democrática é haver instituições que assegurem, a cada cidadão, a possibilidade real de escolher.

Se a maioria da sociedade brasileira quer a continuidade e vota Dilma,
é bom que todos se acostumem, incluindo os que querem a alternância. Em si, ela só é importante como uma possibilidade.
Se não, nem seria preciso haver eleições. Bastaria trocar o governo a cada período estipulado. (O problema é que ninguém saberia como fazê-lo.)

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi. Publicado originalmente no Correio Braziliense