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Nova Central realiza II Congresso
com presença de 21 Estados

A Nova Central Sindical dos Trabalhadores, presidida por José Calixto Ramos, realizou em Brasília, de 27 a 29 de maio, seu segundo Congresso Nacional. O evento, com mais de 1.500 delegados representando 20 Estados, reuniu também parlamentares como o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP) e o senador Paulo Paim (PT-RS). Além das teses e dos painéis de debates, o segundo congresso também elegeu a direção da entidade, que confirmou Calixto presidente.
Fundada em 2005 e com forte presença nas Confederações, a NCST é a terceira Central brasileira em número de entidades filiadas e, com base nas deliberações do seu congresso, prepara-se para crescer. Um dos segmentos onde a Nova Central vem crescendo é o de Servidores Públicos, até pelo fato de contar em sua direção com o sindicalista João Domingos, que preside a Confederação da categoria.
Neoliberalismo - Firmada sobre o conceito de unicidade, a favor do imposto sindical e da Justiça do Trabalho paritária, a Nova Central tem uma linha definida contra o modelo neoliberal e defende a participação estratégica do Estado na economia nacional. Um dos trechos do documento reafirmado no segundo congresso diz: “A luta dos trabalhadores e das suas organizações não se encerra nos limites da busca de melhores condições de trabalho. Ela aponta para a paz social e para uma sociedade mais justa e mais solidária, da qual um dos patamares avançados é a conquista do Estado Democrático Social de Direito.”
Mais informações:
www.ncst.org.br
Calixto (61) – (61) 3274.4150
Moacir Tesch – (61) 3322.6884
João Domingos – (61) 3202.0288

Assembleia na Voith reúne 2 mil metalúrgicos
na Zona Oeste de São Paulo
Sindicato convoca trabalhadores para 11º Congresso
Cerca de 2.300 trabalhadores da metalúrgica Voith, localizada no bairro do Jaraguá, Zona Oeste da capital paulista, participaram de assembleia realizada na manhã desta sexta-feira (5) como parte das atividades de convocação do 11º Congresso da categoria. O evento ocorrerá nos dias 17, 18 e 19 de junho, no Palácio do Trabalhador, sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes.
O Sindicato vem realizando plenárias e assembleias, desde o início de maio, para debater os temas do Congresso com os metalúrgicos. Na última quarta-feira (3), foi realizada assembleia na Mooca, reunindo trabalhadores de seis fábricas da região. Na quinta (4), ocorreram mais duas, nas empresas Tayffe (Zona Sul) e Filsan (Zona Norte).
Para Miguel Torres, presidente do Sindicato, o Congresso é fundamental para organizar os metalúrgicos para a campanha salarial da categoria, que tem data-base em novembro. “Como o País atravessa uma crise financeira, o Congresso servirá para elaborarmos nossa pauta de reivindicações e definirmos uma linha de ação sindical. Em 2009, vamos antecipar as atividades da campanha para acumular mais força”, declarou Torres.
Agenda - O congresso dos metalúrgicos tem como temas: Comunicação Sindical; Sindicato, Cidadania e Ação Política; Atendimento à Categoria e Saúde e Segurança do Trabalhador.
Mais informações:
www.metalurgicos.org.br

Mulheres perderam menos empregos com a crise
A crise econômica mundial causou mais desemprego para a população masculina que para a feminina no Brasil, de acordo com estudo da pesquisadora Natália de Oliveira Fontoura, diretora de Estudos Sociais do Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea).
Ela ressalta, no entanto, que isso não tem significado vantagens para as mulheres. Ocorre que a redução de vagas na indústria de transformação e na construção civil, que tradicionalmente empregam mais homens, e a menor remuneração das mulheres são as possíveis razões para esse cenário, aponta Natália Fontoura.
Segundo a pesquisadora, dos 585.912 postos de trabalho perdidos de outubro do ano passado a abril deste ano no País, somente 5.273 (0,9%) eram ocupados por mulheres. Em alguns setores ocorreu, inclusive, substituição de homens por mulheres. É o caso da construção civil, que demitiu 63.082 empregados, enquanto empregou 3.745 trabalhadoras.
Desigualdade - De acordo com pesquisa do Ipea, embora as desigualdades de remuneração tenham diminuído continuamente na última década, mulheres ainda recebiam, em 2007, 65,6% da remuneração paga ao sexo masculino. Se forem comparadas trabalhadores negras com homens brancos, o rendimento delas corresponde a apenas 34% do que eles recebem.
Fonte: Agência Câmara
www.camara.gov.br

Combate ao trabalho infantil mobiliza
entidades e parlamentares
Foto: Luiz Xavier
A diretora do escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Lais Abramo, avalia que é possível erradicar o trabalho infantil no País, desde que sejam estabelecidas metas e implementadas ações políticas nesse sentido.
Uma das ações seria a aprovação da emenda constitucional (PEC 277/08) que prevê a educação obrigatória de adolescentes até o Segundo Grau. No Brasil, a idade mínima para admissão no trabalho é de 16 anos. A lei prevê também a situação especial de aprendizagem a partir dos 14 anos.
“O Congresso tem que estar atento ao Orçamento público e às políticas a serem desenvolvidas na proteção da infância. Devemos estar atentos para o subemprego, para não ser ocupado por crianças e adolescentes com trabalho precário e superexplorado”, ressalta a presidente da comissão de educação da Câmara dos Deputados, Maria do Rosário.
Campanha - Em comemoração ao Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho, foi lançada na Câmara, quarta-feira (3), uma campanha nacional de combate à exploração do trabalho infantil.
Fonte: Agência Câmara
www.camara.gov.br

Sindicato dos Metalúrgicos debate meio
ambiente na Câmara de Guarulhos
O secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, Heleno Benedito da Silva, que também é secretário do Meio Ambiente da Força Sindical/São Paulo, participou nesta manhã de audiência pública na Câmara Municipal da cidade. O evento reuniu especialistas e representantes da sociedade e do poder público para debater o uso e a ocupação do solo no município.
Segundo Heleno, a preservação do meio ambiente e o respeito à natureza são preocupações permanentes do Sindicato. “Já recebemos prêmios pelo trabalho de preservação da natureza que realizamos em nosso Clube de Campo (Parque Primavera)”, ressalta o sindicalista. O dirigente metalúrgico comentou que a entidade participou da audiência para ouvir, mas principalmente apresentar propostas de ação construtiva no setor.
O objetivo da audiência, convocada pela presidente da Comissão Permanente de Defesa do Meio Ambiente e da Qualidade de Vida, vereadora Luiza Cordeiro (PCdoB), foi comemorar o Dia Mundial do meio Ambiente, celebrado em 5 de junho.
Devastação - O debate focalizou a necessidade de se respeitar áreas e regiões que deveriam ser preservadas e que são utilizadas de forma a pôr em risco o futuro da biodiversidade e do próprio homem. O município vem registrando inúmeras ocorrências que comprometem o ecossistema da região, inclusive a devastação das margens do Rio Baquirivú, maior afluente do Tietê na Região Metropolitana de São Paulo.
Mais informações:
www.camaraguarulhos.sp.gov.br

Novas agências facilitam acesso à Previdência
O acesso da população aos serviços previdenciários está ficando mais fácil, com a construção de 720 novas agências da Previdência Social. O Plano de Expansão está em ritmo acelerado. As novas agências serão construídas em municípios com mais de 20 mil habitantes, que ainda não contam com atendimento. Com a expansão, serão 1.825 unidades em 1.670 cidades brasileiras.
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João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores
O valor da imprensa sindical
Nesta semana em que o jornalista João Franzin lançou em Brasília, com grande apoio do movimento sindical e sucesso de público e venda, seu livro “Imprensa Sindical – Comunicação que organiza”, quero compartilhar com os leitores algumas resoluções da 1ª Conferência Municipal dos Trabalhadores e Trabalhadoras Metalúrgicos, Mecânicos e de Material Elétrico de São Paulo ocorrida nos dias 18 e 19 de fevereiro de 1956.
Com o mesmo título desta coluna lemos:
“Que seja incrementado entre os trabalhadores a necessidade de escreverem artigos e comentários sobre tudo que for de interesse da coletividade dos trabalhadores, difundindo a necessidade da sindicalização e as leis de proteção ao trabalhador, bem como os necessários esclarecimentos;
Criação e incentivo de correspondentes da imprensa sindical nas empresas, fábricas e indústrias, que tragam comprovadamente acontecimentos das mesmas, principalmente as injustiças que são cometidas, assim como os abusos e desrespeito às leis sociais;
Divulgação cada vez mais crescente do jornal do Sindicato, esclarecimento da necessidade da imprensa sindical, como órgão representativo da classe trabalhadora;
A criação de uma seção que divulgue as vitórias dos trabalhadores quando uma firma cumprir um pedido ou quando seja ganha uma causa na Justiça, ou como luta dos trabalhadores;
Que sejam publicados todos os assuntos referentes aos Institutos de Aposentadoria;
Que o jornal só publique assuntos referentes e de interesse dos trabalhadores;
Que sejam transcritos no jornal artigos referentes à prevenção de acidentes dos trabalhadores;
Que o jornal conserve as folhas sugestivas e publique fotografias, para dar maior atrativo ao jornal;
Que seja criada uma seção esportiva, recreativa e feminina.”
De todas as recomendações, estas guardam grande atualidade.


Adi Lima é presidente da CUT/SP
Trabalho, meio ambiente e responsabilidade do Estado
Para debater a questão ambiental é fundamental discutir o crescimento de nossa economia com respeito à natureza, não somente avaliando a área onde se estabelecem as empresas, mas também o uso de recursos naturais.
Apesar das discussões sobre reaproveitamento do lixo por meio da reciclagem e sobre o uso racional da água estarem em pauta, ainda há grupos que produzem de maneira irresponsável intoxicando o solo, os mananciais e lençóis freáticos.
Especialmente no campo, com a expansão da cana e da soja, a situação se torna delicada. A monocultura prejudica o meio-ambiente ao atacar a biodiversidade e exigir o uso excessivo de agrotóxico, já que a proposta é produzir em larga escala, com quantidade em detrimento da qualidade. Vale lembrar que em 12 anos, a área ocupada pelo plantio de cana-de-açúcar cresceu 90,6% em São Paulo.
Uma saída para isso é apostar na agricultura familiar, menos poluente e mais diversificada. Porém, para que essa forma de produção cresça é necessário crédito, infraestrutura, suporte técnico e programas de pesquisa na área de agroecologia, ações que não encontram respaldo no governo de José Serra. Pelo contrário, o tucano prefere referendar a grilagem, como demonstrou há pouco, ao enviar à Assembléia Legislativa de São Paulo um projeto de lei que dava posse definitiva de terras do Estado em situação irregular a fazendeiros da região do Pontal de Paranapanema.
A situação da capital paulista também é muito crítica. No Dia Mundial do Meio Ambiente precisamos repensar a mobilidade urbana, investir em veículos e em um transporte público menos poluente e na ampliação do Metrô, cuja extensão é cinco vezes menor que o da Cidade do México, apesar de começar a ser construído no mesmo período. Também devemos cobrar a criação de ciclovias na maior cidade da América Latina, onde os ciclistas são obrigados a lutar contra os carros por um espaço no trânsito.
Ciente da necessidade de se aprofundar no debate sobre um Estado sustentável, a Central Única dos Trabalhadores de São Paulo criou em seu 12º Congresso, em maio deste ano, a Secretária do Meio Ambiente, que terá a missão de aglutinar as propostas dos trabalhadores para um novo modelo de desenvolvimento.
Cabe a nós lutar para estabelecer um canal de diálogo com os governos municipal e estadual e cobrar medidas que atendam à população atual, sem comprometer as próximas gerações.
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