Líderes comerciários debatem no
A regulamentação da profissão de comerciário foi discutida, nesta terça-feira (5), em audiência pública da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), com a presença de várias lideranças sindicais do setor. A proposta de debate partiu do senador Paulo Paim (PT-RS), que é autor de um projeto de lei (PLS 115/07) sobre a questão. Além do senador Adelmir Santana (DEM-DF), presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomercio), foram convidados o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah; o coordenador do Fórum Sindical dos Trabalhadores, José Augusto; o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (CNTC), Antônio Almeida; e o presidente da Federação dos comerciários paulistas (Fecomerciários), Luiz Carlos Motta. “As Centrais Sindicais estão unidas para que seja consolidada a profissão do comerciário. É uma categoria que move o desenvolvimento do País, por isso merece ser profissionalizada com direitos como qualquer outra profissão”, afirma o presidente da UGT, Ricardo Patah. Jornada - O presidente da UGT denunciou também que os comerciários, de maneira geral, são os trabalhadores que mais horas trabalham por semana, chegando a cumprir jornada de até 53 horas semanais sem receber pelo trabalho em hora-extra. Ainda segundo o sindicalista, é nessa categoria que existe o maior número de trabalhadores informais. O representante da Nova Central Sindical, José Alves Paixão, ressaltou que a categoria tem sido obrigada, por vários empresários, a trabalhar sem remuneração nos feriados, recebendo apenas o direito a uma folga. “Isto sem falar na obrigatoriedade de ficar de pé o tempo todo, o que prejudica a coluna”, protestou o sindicalista. Em seu projeto, Paim estabelece a proibição do trabalho no comércio aos domingos e feriados, assegurando o descanso semanal remunerado da categoria aos domingos. Mais informações:
O governo federal ingressou com 341 ações para recuperar cerca de R$ 55 milhões pagos pelo INSS a título de pensão por morte ou invalidez, referentes a acidentes de trabalho causados pela falta de segurança. Um dos objetivos é proteger os trabalhadores, estimulando empresas a prevenirem acidentes com a utilização de equipamentos de segurança exigidos por lei. Do total, 116 casos envolvem desastres fatais, o que corresponde a 34% das ações propostas. As mortes foram causadas por explosões, quedas de andaimes, esmagamento, politraumatismo, eletrocussão, entre outros. “Com o ajuizamento das ações vamos ajudar a prevenir novos acidentes de trabalho, por meio da conscientização dos empregadores quanto à importância do cumprimento das normas de segurança de trabalho”, afirmou o Procurador-geral Federal, Marcelo de Siqueira Freitas. Ações - As ações foram propostas pelas unidades da Procuradoria Geral Federal (PGF) em todas as regiões do País contra empresas do ramo da construção civil, estabelecimentos rurais e agrícolas, agroindústrias, agropecuárias, metalurgia, energia elétrica, indústrias moveleiras, têxteis, automotivas, navais, calçadistas e instituições financeiras. Mais informações:
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Por Antônio Augusto de Queiroz O movimento sindical, sem prejuízo da boa interlocução com o poder executivo, deve intensificar sua relação com o Congresso, onde existe uma ampla agenda de projetos com reflexos sobre o mundo do trabalho. A história recente registra algumas investidas contra os direitos dos trabalhadores, como a aprovação da emenda 3, a retirada dos trabalhadores dos conselhos de contribuintes, a tentativa de supressão das fontes de financiamento da seguridade social, a pressão para votação do projeto de FHC sobre terceirização, entre outras. Esse movimento para flexibilizar direitos, caso não haja uma contra-ofensiva do movimento sindical, pode ganhar musculatura, especialmente neste momento de crise. Propostas como a que propunha a redução das contribuições sobre a folha e redução da despesa do empresário com o FGTS, cuja diferença para menor seria compensada com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador podem sensibilizar os parlamentares. O deputado Michel Temer (PMDB/SP), em audiência no mês de abril com lideranças sindicais da UGT, surpreendeu os presentes ao dizer que desde que assumiu a presidência da Câmara aquela era a primeira vez que alguém pedia a retirada ou arquivamento do projeto sobre terceirização. Todos os pedidos sobre o projeto – e foram muitos – eram para sua imediata votação. Este simples episódio relatado pelo presidente da Câmara ilustra e justifica uma atuação mais ostensiva no Congresso, seja para lutar pela aprovação de projetos de interesse dos trabalhadores, como o que acaba com o fator previdenciário, reduz jornada, garante aumento real até 2023 para o salário mínimo, proíbe a demissão imotivada e extingue a contribuição dos inativos, seja para rejeitar aqueles prejudiciais ao trabalhador, como o que trata da terceirização. Para contribuir com esse trabalho, o Diap elaborou três levantamentos com projetos de interesse do movimento sindical que estão disponíveis no portal www.diap.org.br.O primeiro cuida dos projetos sobre servidores públicos, o segundo sobre os trabalhadores do setor privado e o terceiro sobre organização sindical. Antônio Augusto de Queiroz é jornalista e diretor de Documentação do Diap
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