“Culturalmente, se atribui à mulher o cuidado quase que exclusivo com a casa e a família. Aqui, se tem uma coisa complexa que passa pela redefinição das relações entre homens e mulheres, uma parceria muito mais equilibrada entre os sexos no âmbito das famílias”, avaliou a diretora do escritório da OIT em Brasília, Lais Abramo. A pesquisa revela também que parte significativa das mulheres trabalham como empregadas domésticas, a maioria delas negras. Dos 42,5 milhões de mulheres que fazem parte da população economicamente ativa, 6,2 milhões são negras, o que representa 15,8% do total. Segundo o estudo, cerca de 20% das mulheres negras ocupadas trabalham como empregadas domésticas e só 24% delas têm Carteira assinada. Para a diretora da OIT, a desvalorização do trabalho doméstico está ligada a uma desvalorização das funções de cuidado na sociedade, no qual o trabalho doméstico se insere, e esse tipo de trabalho exige qualificação. São Paulo - Uma pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), também divulgada na quinta, aponta que a participação das mulheres no mercado de trabalho na Região Metropolitana de São Paulo diminuiu em 2009, na comparação ao ano anterior. Os dados mostram que 55,9% delas estão inseridas no mercado de trabalho, enquanto em 2008 foi registrado 56,4% de participação. Segundo a pesquisa, a redução ocorreu principalmente entre os grupos economicamente vulneráveis, como o de mulheres jovens, as que ocupam a posição de filha no domicílio em que residem, aquelas menos escolarizadas e as negras. No entanto, a taxa de desemprego total das mulheres diminuiu pelo sexto ano consecutivo: caiu de 16,5% em 2008 para 16,2% em 2009. Mais informações:
Força Sindical inaugura nova sede com presença de Lula A Força Sindical inaugura sua nova sede em São Paulo no próximo domingo (7), a partir das 10 horas, em solenidade que terá a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A chegada de Lula ao local está prevista para as 11 horas. O novo endereço da Central fica à rua Rocha Pombo, 94, bairro Liberdade. “A nova sede é um instrumento de fortalecimento da luta dos trabalhadores”, ressalta o presidente da Força, Paulo Pereira da Silva (Paulinho). A Central deixa as instalações que ocupou desde sua fundação, em 1991, no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Presenças - A inauguração contará com a presença dos presidentes de outras Centrais Sindicais, além de várias autoridades, entre elas o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi; o secretário de Relações do Trabalho do ministério, Luiz Antonio de Medeiros; o líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vacarezza (PT-SP); o presidente da Fiesp, Paulo Skaf; e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Mais informações:
Centrais e Dieese promovem IV Jornada Nacional de Debates Vem aí a IV Jornada Nacional de Debates, organizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) e as seis Centrais Sindicais brasileiras. Os eventos ocorrerão entre os dias 23 de março e 8 de abril, percorrendo todas as capitais do País. O principal tema que será debatido é a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Locais e datas - São Paulo e Porto Alegre (23 de março); Florianópolis, Vitória, Aracaju, Belo Horizonte, Natal e Palmas (24 de março); Brasília (25 de março); Salvador, Rio Branco, Manaus, Rio de Janeiro e Porto Velho (30 de março); Campo Grande, Goiânia e Curitiba (31 de março); Fortaleza, Teresina, Recife e Belém (6 de abril); Boa Vista, São Luís e João Pessoa (7 de abril); e Maceió, Cuiabá e Macapá (8 de abril). Mais informações:
Novos serviços disponíveis para entidades na página do Diap
Outros serviços disponíveis: Calendário Eleitoral; desempenho dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF); Portal da Transparência (demonstrativo de gastos do governo federal); e Histórias do Poder - cem anos de política no Brasil (1900-2000). Mais informações:
País pode aumentar produção agropecuária sem desmatamento O Ministério da Agricultura divulgou a projeção de que o Brasil será responsável por quase metade do mercado mundial de carnes. E o melhor: o País pode aumentar a produção agropecuária - inclusive de carne - sem aumentar o desmatamento. Basta aproveitar melhor as terras já desmatadas, segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). |
Cuba hoje Não temos o direito de ter ilusões: a opção em Cuba é o regime urdido pela revolução de Fidel ou a volta ao status de colônia norte-americana, com o agravante de que o retorno dos Estados Unidos à ilha traria, como uma espécie de lixo tóxico, toda a máfia de anticastristas baseada em Miami e amamentada, esses anos todos, pelo leite da CIA. Fidel é um herói moderno: lutou, foi ferido, foi derrotado, fugiu para o exílio, reorganizou seus homens, recuperou-se e, pelo mar, voltou para fustigar o ditador Batista e colocar um grupo de jovens revolucionários no poder, confrontando a maior potência do mundo, a poucas milhas de Cuba. Como os heróis de verdade, uma das marcas de Fidel é a obstinação. E, como líder real que é, o seu método sempre foi conceder na tática para não comprometer a estratégia. Vale registrar que, desde sua recuperação após o assalto frustrado ao quartel de Moncada, ele teve a sabedoria de manter um núcleo coeso e em torno dele agregar apoios de todos os matizes políticos, inclusive os velhos comunistas cubanos com quem Fidel – e seu grupo – não tinha maiores ligações. Engana-se quem pensa que o sentimento anti-EUA é manobra tática para manter acesa a chama nacionalista na ilha. Na verdade, desde os anos 50, em suas posições e em documentos políticos, Fidel sempre deixou marcada sua posição de nenhuma concessão ao império (como mostra Marta Harnecker em seu livro Fidel, A Estratégia Política da Vitória – editora Expressão Popular). Boa parte da esquerda já perdeu as ilusões com Cuba (isso ocorre com quem se ilude na política, território do pragmatismo). O país enfrenta graves problemas econômicos e o regime não tem mais o fulgor de antigamente. Nesse quadro - dificuldades econômicas e regime sem a velha empolgação - surgem focos de oposição. Num regime democrático, a oposição legitima a situação. Não num regime fechado, como Cuba. Lá, oposição é subversão (alguns são comprovadamente terroristas) e o caminho desse tipo de dissidente quase sempre é o cárcere. Na cadeia, em Cuba, o preso político fica forte (Igreja, ONGs, CIA e outros alimentam a dissidência). Quando um morre, em greve de fome, vira bandeira da dissidência e dos seus aliados. Dissidente preso fica forte. Se eu fosse Fidel, soltaria essa gente, exigindo apenas que arranjassem um trabalho decente. E deixa que façam oposição, protestos e atos. Só não pode deixar conspirarem junto com a CIA. Aí tem de fuzilar! João Franzin é jornalista |
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