Centrais retomam negociações
sobre salário mínimo de 2011

As Centrais Sindicais retomaram, nesta quinta-feira (4), as negociações com o governo sobre o reajuste do salário mínimo para 2011. Esta nova rodada de debates foi iniciada com uma reunião, às 10 horas, entre representantes das Centrais e o relator do Orçamento, senador Gim Argello, para discutir o novo valor do Piso nacional.

Segundo nota divulgada pela Força Sindical, na quarta-feira (3), os representantes dos trabalhadores deverão resgatar a importância do processo de valorização do mínimo até 2023, iniciado no acordo com as Centrais Sindicais em 2006, que leva em conta a inflação e o PIB de dois anos anteriores. No entanto, destaca a Central, é importante ressaltar que o País, “após as incertezas econômicas de 2009, que resultaram num PIB negativo, teve uma forte recuperação em 2010”.

Assim, as Centrais Sindicais estão defendendo uma forma de reavaliação do critério, levando-se em conta o cenário de crescimento previsto para o ano de 2010, com expectativa de um PIB de 7%. “Isto deve ser somado à inflação do período. Destacamos que um bom reajuste terá um impacto positivo na renda de 45 milhões de trabalhadores e aposentados que recebem o piso nacional”, diz a nota da Força.

Além do relator do Orçamento, os sindicalistas também conversarão com os líderes partidários no Congresso Nacional, visando sensibilizá-los sobre a importância de um bom reajuste em 2011.

“Entendemos que um reajuste digno para o salário mínimo é uma forma de distribuir renda e fortalecer o mercado interno, aumentando o consumo, a produção e, consequentemente, gerando novos postos de trabalho”, reforça a Central, lembrando que o reajuste do salário mínimo também ajudará a aumentar o Piso de diversas categorias profissionais.

Orçamento - Na semana passada, Gim Argello admitiu em entrevista à Rádio Senado a possibilidade de se chegar a um valor superior aos R$ 538,15, previsto no projeto da lei orçamentária enviado ao Congresso Nacional. “Se couber, vamos elevar o salário mínimo para R$ 560”, disse. O relator ponderou que o novo valor deve resultar de uma negociação que deverá incluir a presidente eleita no domingo.

Dilma - Em pronunciamento na quarta (3), ao lado do presidente Lula, Dilma Rousseff avaliou como positivo o critério até então adotado pelo governo para reajustar o salário mínimo. Ela reconheceu, entretanto, que o Brasil enfrentou uma crise econômica que afetou o PIB de 2009, fazendo com que o número se aproximasse de zero. “Estamos avaliando. Vamos ver se é possível fazer essa compensação.”

Amiga Dilma
(Muito prazer em me conhecer)

A senhora não me conhece, mas eu sou seu amigo já faz um bom tempo. Na verdade, essa amizade vem desde 2002. Eu me lembro que na sua nomeação para a pasta de Minas e Energia, o João Guilherme Vargas Netto me falou: “Presta atenção nessa moça lá do Sul. É uma boa indicação do presidente Lula”.

Diante da recomendação do João Guilherme e sabendo também por ele de sua ligação com o trabalhismo, não tive como deixar de prestar atenção em seu trabalho no governo Lula. E foi um trabalho acertado, produtivo e vitorioso.

Agora que a senhora foi eleita Presidente, depois de uma campanha muito dura, penso que essa amizade tem tudo pra continuar. Sendo assim, e na condição de amigo, e supondo que amigo de verdade é o que apoia, aconselha e também corrige, quero dar aqui algumas sugestões, todas começando com não. São três:

. Não caia na tentação de impor restrições à imprensa, porque é uma briga onde nosso lado sai perdendo. Mas faça valer a lei e estimule, efetivamente, rádios e TVs comunitárias;

. Não tente mudar a lei sobre o aborto – isso gera atritos com gregos, troianos, atenienses e espartanos, suscitando ódio dos setores rancorosos, principalmente daqueles que marcharam com Deus (e a CIA), criando clima para o golpe de 1964 e a ditadura que a senhora conheceu na carne;

. Não ceda a pressões para nomeações de oportunistas (ainda que do seu partido) e trate disso como uma questão de Estado, procurando, dentro do possível, valorizar o Servidor de Carreira tecnicamente qualificado.

A próxima carta será melhor, pois tratarei de questões que comecem com um sim.

Até breve,

João Franzin
Jornalista e assessor sindical

Apeoesp reafirma luta contra 'provas'
e mantém processos na Justiça

A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) reafirmou sua posição contra as provas instituídas pela Secretaria da Educação para os ACTs e a promoção por mérito. Dia 29 de outubro, o Diário Oficial publicou a Resolução 70, que fixou a nova bibliografia para a prova dos professores admitidos em caráter temporário e para a promoção por mérito.

“A primeira é, na verdade, um instrumento que causa o desemprego e pune os professores, sob o pretexto de selecionar melhor os temporários que devem lecionar na rede”, denuncia a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha (Bebel). Ela acrescenta que a prova de mérito “é um mecanismo excludente e, a nosso ver, inconstitucional, uma vez que permite a uma pequena parcela vencimentos diferenciados, enquanto a maioria fica estagnada, sem reajuste salarial”.

Ações - A primeira tentativa do governo estadual de aplicar a provinha dos ACTs foi barrada por duas liminares que a Apeoesp obteve na Justiça. No ano passado, a entidade entrou com uma outra ação civil pública que discute a extensa e mal formulada bibliografia exigida aos professores que tencionam dar aulas na rede.

Mais informações:
www.apeoesp.org.br

UGT promove seminário sobre políticas públicas no Paraná

A regional da União Geral dos Trabalhadores no Paraná (UGT Paraná) realiza, na próxima sexta-feira e sábado
(5 e 6), um seminário estadual com o objetivo de debater as perspectivas do mundo do trabalho em relação ao governo que se inicia em janeiro de 2011. Com o tema “Perspectivas do Movimento Sindical Frente às Políticas Públicas do Novo Governo”, o evento ocorrerá na cidade de Quatro Barras, com início às 8h30.

Temas - Além da questão das políticas públicas, o seminário também contará com palestras sobre o “Sistema Homolognet/MTE – um instrumento a favor do trabalhador” e “Portaria 186/08 e seus aspectos legais”. Na pauta, ainda consta a reorganização do Sindicato dos Aposentados e Pensionistas e encontros temáticos.

Mais informações:
www.ugt.org.br

Lupi diz que qualificação profissional é prioridade para o País

O ministro Carlos Lupi (Trabalho) afirmou, na segunda-feira (1º), que a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 vão impulsionar o crescimento do emprego no governo da presidente eleita Dilma Rousseff. Para aproveitar essa oportunidade, o ministro defendeu que o País amplie investimentos em qualificação profissional.

Lupi destacou que o próximo governo terá pela frente o “gargalo da qualificação profissional”, desafio que há em vários setores e que precisa ser enfrentado também pela iniciativa privada. “Hoje, muitos setores estão completamente afunilados”, disse. “Não tem mais mão de obra qualificada na área de construção civil, hotelaria, serviços”.

“A economia está indo muito bem. A tendência é aumentar. Teremos quatro anos com Dilma, de recorde, porque vai ser muito alimentado por dois grandes eventos: a Copa do Mundo e as Olimpíadas”, ressaltou, avaliando que os eventos serão “grandes fontes de geração de emprego”.

Fonte: Agência Brasil
agenciabrasil.ebc.com.br 

Indústria paulista deve crescer de 10% e 11% em 2010

A taxa de crescimento da indústria paulista deve encerrar 2010 entre 10% e 11% sobre o ano passado, ancorada na expansão do emprego, renda e crédito. Os dados do Indicador de Nível de Atividade (INA) da Fiesp mostram que, de janeiro a setembro, o indicador teve alta de 12%, registrando o segundo melhor resultado da série, desde 2003, nesta base de comparação.


Sérgio Nobre é presidente dos Metalúrgicos do ABC


 

A vitória de Dilma
é a nossa vitória

Por Sérgio Nobre

A vitória de Dilma Rousseff revela, acima de tudo, que a maioria do povo brasileiro aprova e quer a continuidade de um projeto político e de governo que, nos últimos oito anos, tornou o Brasil maior, melhor, mais igual e mais justo. Ao obter a maior parte dos votos no primeiro e segundo turnos, a companheira Dilma prova que propostas e ações estão além de pessoas e nomes, ainda mais se esses nomes nada
propõem nem fazem em benefício da maioria. As pessoas passam, mas os projetos ficam e seguem. Lula seguirá nos projetos
de Dilma presidente.

Sob impacto da derrota, adversários tentarão desqualificar a vitória de Dilma ao dizer que ela, apesar de herdeira política do operário que se tornou
o melhor presidente da história deste País, não conseguiu tantos votos quanto Lula em 2006
(58,2 milhões), mesmo com a sua extraordinária
aprovação popular (96%). Mais uma distorção a
figurar na lista indigna de mentiras da campanha eleitoral da oposição.

Dilma venceu não só por
ter sido a escolhida de
Lula, menos ainda por ser mulher. Ela foi eleita
porque, com competência
e verdade, defendeu e esteve à frente desse projeto político e de
governo inclusivo implementado nos oito
anos de Lula. Ao presidente, lógico, os
louros pelo duplo acerto
na escolha de Dilma: para tocar com ele um Brasil melhor e para disputar a
sua sucessão. À eleita, o reconhecimento pela coragem de enfrentar o preconceito por ser mulher e novata numa eleição presidencial e pela competência, fibra e dignidade com as quais atravessou a campanha e conquistou o pleito. 

Mas Dilma venceu mesmo porque contra fatos e ações verdadeiros não há mentira e boatos fortes o suficiente. E os fatos se impuseram em favor da petista e do povo: crescimento do emprego; valorização do salário mínimo; respeito aos trabalhadores, Sindicatos
e movimentos sociais; inclusão social; investimento na educação, segurança, moradia e saúde; fim da dívida com o FMI; aumento das reservas internacionais; da soberania; fortalecimento do Estado e do mercado interno.

É credenciada pela força incontestável desse projeto político que Dilma entrará para a história, no dia 1° de janeiro de 2011, como a primeira mulher a assumir a Presidência da República no Brasil. Feito emblemático em um País que só depois de eleger o primeiro operário ao governo central instituiu lei (Maria da Penha) que efetivamente coíbe, combate e pune a violência doméstica contra as mulheres.

Dilma Rousseff tem, já a partir de agora, a tarefa de proteger e ampliar o legado que Lula deixará para a população brasileira. Ao contrário do operário que assumiu em 2002 um Brasil com cenário de terra arrasada pelo desemprego, privatizações e endividamento externo, ela subirá a rampa do Palácio do Planalto levando nas mãos a colheita dos frutos semeados por Lula e sua equipe, ela à frente. Um legado que combinou,
com sucesso reconhecido internacionalmente, crescimento econômico, distribuição de renda e justiça social.

A exemplo do que ocorreu duas vezes com Lula, a classe trabalhadora comemora a vitória de Dilma Rousseff com a certeza de que ela fará
pela população brasileira, em especial a mais necessitada, tanto quanto fez este ex-metalúrgico do ABC, pois ambos comungam o mesmo ideal de um Brasil mais igual e mais justo.

Sérgio Nobre é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC