Segundo a direção da Contec, a entidade vai reforçar junto às instituições financeira que há possibilidade dos bancos aceitarem ou superarem (como no BRB) a reivindicação salarial dos bancários, que é de 11% de reajuste (inflação mais ganho real). Além disso, vai estabelecer indicadores técnicos para a negociação da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR), que no caso do BRB deve superar os R$ 5.500,00 do ano passado. Acordo - “A greve dos bancários se justifica diante da verdadeira provocação patronal de oferecer apenas o repasse da inflação de 4,29% para os salários, num dos setores da economia que teve lucros astronômicos no último ano”, destaca o presidente da Contec, Lourenço Prado. O sindicalista observa que a negociação com o BRB prova que é possível um bom acordo que porá fim à greve. Mais informações:
Comando dos bancários reúne-se nesta O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf-CUT), se reunirá nesta segunda-feira (4) para fazer uma avaliação da greve nacional da categoria e definir os próximos passos do movimento. A reunião será na sede da Contraf, em São Paulo, às 17 horas.
“Nesta reunião vamos fazer uma avaliação da paralisação para fortalecer ainda mais a greve em todo o País”, explica Carlos Cordeiro, presidente da entidade e coordenador do Comando Nacional. “A greve vai crescendo à medida que o tempo passa e os banqueiros não apresentam proposta”, avalia o sindicalista. Sem proposta dos bancos, a greve iniciada dia 29 de setembro se ampliou por todo o País, atingindo 6.215 agências nos 26 Estados e no Distrito Federal, além de dezenas de centros administrativos de todos os bancos nas capitais, até a última sexta-feira (1º de outubro). Os bancários reivindicam 11% de reajuste, valorização dos Pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção da saúde que incluam combate ao assédio moral e às metas abusivas. Mais informações:
Metalúrgicos da Benteler/Campinas A redução da jornada – que era de 41 horas – para 40 horas semanais será em duas etapas: redução de 30 minutos a partir de janeiro de 2011 e mais 30 minutos, a partir de julho de 2011. Pauta - Além disso, os metalúrgicos conseguiram a readequação do Plano de Cargos e Salários, com equiparação salarial: em cinco anos o salário do trabalhador atingirá o teto e o reajuste anual será automático (sem intervenção da chefia); pagamento de abono de R$ 2.200,00 (igual ao acordo da planta de Camaçari/BA) até o teto de R$ 5 mil; e desjejum aos trabalhadores do primeiro turno. Mais informações:
Comerciários de Jundiaí lançam selo comemorativo O Sindicato dos Empregados no Comércio de Jundiaí e Região (Sincomerciários) lançará na próxima quinta-feira (7), às 19 horas, um Selo Comemorativo aos 59 anos de fundação da entidade. O evento acontecerá na sede do Sindicato (à rua Prudente de Moraes, 377, Centro, Jundiaí/SP), com a presença de autoridades locais, líderes sindicais comerciários e de outras categorias. Segundo o presidente do Sincomerciários, Claudio Oliveira da Silva, o objetivo da entidade ao lançar o Selo é marcar os 59 anos de lutas e conquistas da categoria. “É também é uma forma de levar o nome do Sindicato para todo o Brasil e exterior, além de nosso selo passar a integrar o acervo dos filatelistas”, comenta. A data oficial de fundação do Sindicato é comemorada no dia 10 de outubro. Selo - O carimbo alusivo ao aniversário do Sindicato também será utilizado pelos por um prazo determinado e, após, será encaminhado para o Museu dos Correios. “Esta foi a maneira que encontramos de homenagear a categoria comerciária”, acrescenta Cláudio Oliveira da Silva. Mais informações:
Ferroviários denunciam situação Os associados ao Sindicato dos Aposentados e Pensionistas Ferroviários do Estado de São Paulo (Sindapfer), ligados à antiga Fepasa, denunciaram em assembleia dia 28 de setembro a caótica situação do Hospital Sorocabano da Lapa, na capital paulista, que no início do mês passado teve que suspender o atendimento em todos os setores. O hospital foi construído com a doação de um dia de salário dos ferroviários. Os associados informam que protocolaram no Ministério Público do Estado de São Paulo um documento “para expor e requerer a interveniência” do órgão face à grave e urgente greve desencadeada no hospital. Os ferroviários denunciam que funcionários estão sem receber salários há três meses e a atual direção do hospital teria conseguido empréstimo de R$ 15 milhões para normalizar a situação, mas isso não ocorreu. O Hospital Sorocabano tinha mais de 80% do faturamento vinculado ao atendimento de pacientes via Sistema Único de Saúde (SUS), com repasses da prefeitura e governo estadual. A crise do hospital vem se arrastando há, no mínimo, quatro anos. Por falhas da administração, a entrada de recursos através do SUS, que já chegou a ser de R$ 1,2 milhão/mês, caiu para R$ 500 mil. Descaso - “Se o governo do Estado e a prefeitura já tinham conhecimento da péssima administração do hospital, porque continuaram mandando o dinheiro do SUS sem exigir providências?”, indagou o presidente do Sindapfer e membro da executiva nacional da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Oswaldo Lourenço. Mais informações:
Vendas nos supermercados crescem 1,2% em agosto As vendas nos supermercados brasileiros cresceram 1,2% em agosto em relação ao mesmo mês de 2009. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Índice Nacional de Vendas registrou alta de 4,7% de janeiro e agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado. |
Por João Franzin Na democracia, a autoridade máxima é o eleitor. Ele lá, com suas razões, é quem decide e dá a palavra final. É a ele, portanto, que devemos render nossas homenagens, cuidando de entender suas expectativas e seus caprichos. Portanto, ante o eleitor, a nossa primeira postura deve ser de humildade, eu diria, de franciscana humildade. Afinal, é o político que depende dele, e não contrário. Penso que, neste segundo turno, quem quiser ganhar a eleição deverá ter esse critério em primeiríssimo lugar. Mas não basta. Com dois concorrentes, o eleitor irá se pautar por questões mais pontuais, e decidirá pelo candidato que corresponder às suas expectativas econômicas, sociais, culturais e religiosas. Outra providência, urgente, é corrigir os erros. Não vou falar de Serra (de cuja competência política jamais duvidei), porque me alinho à outra candidatura. E, agora, não teremos mais o direito de errar. Comunicação - Eu sempre disse que o governo Lula é ruim de comunicação. Como um governo aprovado por 80% dos brasileiros (à base de suas reais realizações) obtém uma votação apenas mediana à sua candidata? Por erros gritantes de comunicação! Marquetagem - Ainda em julho, alertado pelo jornalista Sérgio Gomes, eu escrevi que haviam erguido um cerco em torno de Dilma. É a velha tática dos marqueteiros, de isolar o candidato, evitar contatos com o movimento social e impedir que a campanha tenha uma pegada mais política. Atritos - Durante uma campanha, a regra é a do lulinha paz e amor, obedecida, em primeiro lugar, pelo próprio Lula. Não se briga com a mídia no meio da batalha eleitoral! Religiões - O sentimento religioso (ainda que em muitos casos movido por preconceitos arcaicos) é um fato concreto, que mexe com milhões de pessoas. Portanto, durante a campanha nada de mexer com esse tipo de assunto. Partidos - Nesta campanha, cada candidato cuidou de seu quintal. A militância desapareceu. E nos poucos lugares onde a militância militou os resultados foram efetivos. Portanto, despertar a militância e sair para ganhar o voto do eleitor (“...e o semeador saiu a semear”). Observe: saiu. Movimento sindical - Precisa, no segundo turno, comportar-se como movimento, de forma articulada, mostrando as diferenças entre os candidatos e por que, na questão trabalhista, Dilma é avanço e Serra não. Fico por aqui, usando uma frase que antes ninguém usou: não existe eleição fácil. João Franzin |
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