Os grandes fabricantes de geladeiras, fogões e máquinas de lavar, produtos que foram beneficiados pela redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), dizem que já retomaram em maio níveis de produção pré-crise e estão fazendo contratações. A redução do imposto teve o apoio das Centrais Sindicais.
Segundo a empresa, o corte no IPI foi responsável por um crescimento de 20% nas vendas em maio, sobre o mesmo mês do ano passado. Eletros - Na Mabe (marcas GE e Dako), que chegou a dar férias coletivas para enxugar a produção, o movimento foi semelhante: a produção de lavadoras cresceu 25%, a dos refrigeradores 15%, e dos fogões 10%. De acordo com a associação dos fabricantes do setor (Eletros), após o corte do IPI, de abril para maio houve acréscimo de 20% a 25% nas unidades vendidas para o varejo. Mais informações:
Manifestação em Brasília repudia a CPI da Petrobrás
A atividade foi convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Federação Única dos Petroleiros (FUP), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e teve a presença de diversas organizações dos movimentos sociais, com grande número de estudantes da UNE, militantes do MST, Movimento Sem Teto de Brasília e diversas entidades sindicais que organizaram caravanas em seus estados. O secretário de Finanças e Administração da FUP , Aldemir de Carvalho Caetano, disse que a CPI da Petrobrás tem como único objetivo atacar o governo Lula. “Está clara a intenção da oposição em tentar usar a CPI como instrumento eleitoral. A oposição está sem discurso para tentar desgastar o governo, que tem grande apoio popular, e quer criar a CPI que pode inviabilizar a captação de investimentos internacionais no País”, afirmou. Clique aqui e leia a íntegra da Carta Aberta aos Parlamentares, distribuída durante a manifestação.
Bancários de São Paulo atrasaram expediente
Houve manifestações de bancários do Casa 3, que atrasaram o expediente por cerca de duas horas, além de concentrações nas unidades Casa 1, 2 e 4, Majolão e matriz do Real. Foram distribuídos cerca de 10 mil exemplares do jornal Sindical Santander, que aborda com detalhes os prejuízos que o banco vem causando ao trabalhador. Plenária - “É fundamental que os funcionários participem das atividades organizadas pelo Sindicato e debatam os problemas entre si nos locais do trabalho”, afirma o funcionário do Santander e dirigente sindical Marcelo Gonçalves. Dia 10 de junho terá plenária na sede do Sindicato. Mais informações:
Trabalhadores nos frigoríficos paulistas
|
Precisamos de um novo modelo econômico Por Paulo Pereira da Silva (Paulinho) Precisamos debater no nosso congresso, marcado para o final de julho, a necessidade de o País elaborar um novo modelo econômico que tenha como prioridade-um o trabalho e a geração de emprego, deixando a especulação financeira subordinada aos interesses do povo brasileiro. Este debate irá nortear as discussões no congresso e esperamos que a resolução aprovada assinale que os interesses dos trabalhadores prevalecerão sobre os interesses dos banqueiros. Por isso, a tese estabelece que o objetivo é o “emprego para todos, desenvolvimento sustentando e democracia”. Mas não basta querer mudar. É preciso reunir todas as forças progressistas da sociedade para que pressionem o governo a lançar as bases de uma nova economia defendida pelos trabalhadores. Nossa tese está em sintonia com a visão da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que vai realizar nos próximos dias uma conferência internacional em Genebra com vistas a debater um pacto mundial de emergência para o emprego. O objetivo da OIT é dar uma resposta política à crise financeira mundial que jogou na rua milhões de trabalhadores. A entidade e a Força Sindical querem que os projetos de recuperação econômica dos países priorizem a criação de empregos e a proteção social. As projeções sobre o desemprego são assustadoras, alarmantes. A OIT reviu suas projeções e calcula que este ano haverá entre 210 milhões e 239 milhões de desempregados no mundo. Ainda de acordo com a organização, crises financeiras semelhantes perduram por até 5 anos. E no Brasil os dados econômicos divulgados pelo IBGE não são animadores. Apesar de a produção industrial ter registrado alta de 1,1 % em abril, na comparação com março, no quadrimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2008, a queda foi brusca: 14,7%. Diante deste cenário, os trabalhadores não podem ficar de braços cruzados. Precisam lutar por mudanças radicais na política econômica, assim como manter a pressão por uma reforma tributária e fiscal. Redução imediata de impostos para os segmentos atingidos pela desaceleração econômica e a manutenção de investimentos públicos nos setores geradores de mão-de-obra intensiva são objetivos imediatos que devem ser alcançados. Paulo Pereira da Silva (Paulinho) é presidente da Força Sindical e deputado federal |
||
![]() |
|||