Festas de 1º de Maio reúnem cerca As festas de 1º de Maio das Centrais Sindicais reuniram cerca de 2 milhões de pessoas na Capital e Grande São Paulo, na última sexta-feira. O maior público compareceu à festa promovida pela Força Sindical na praça Campo de Bagatelle, em Santana (Zona Norte), com cerca de 1,5 milhão de pessoas. A festa da Força começou às 7 horas e se estendeu até as 19 horas, com 30 shows gratuitos de artistas como os sertanejos Daniel e a dupla Rick e Renner, o padre Marcelo Rossi e o trio pop KLB. Também houve sorteio de 20 automóveis Celta zero quilômetro. O ministro Carlos Lupi (Trabalho), que passou pelo local de manhã, levou uma boa notícia à multidão: a criação de empregos no mês de abril vai ser melhor ainda do que foi em março. Segundo o ministro, as novas vagas podem ser suficientes para deixar o saldo de empregos positivo em 2009. No evento, o ministro também entregou ao presidente da Força, Paulo Pereira da Silva (Paulinho), o registro sindical da entidade, propiciado pela legalização das Centrais. Além dos shows, o ato político teve a presença de autoridades como o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), os deputados federais Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Ciro Gomes (PSB-CE).
Cidadania - O 1º de Maio descentralizado da CUT foi realizado em Cidade Dutra (Zona Sul) e no Itaim Paulista (Zona Leste), com prestação de serviços à população. A Central também promoveu comemorações do Dia do Trabalhador em Santo André, São Bernardo e Diadema. Em Santo André, a festa teve início às 10 horas e contou com a participação de 80 mil pessoas. Menos juros - A UGT (União Geral dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores) realizaram uma comemoração unificada, que começou às 13 horas na Avenida São João, Centro da Capital. Com shows, homenagens e ato político, a festa reuniu cerca de 200 mil pessoas. Segundo o presidente da UGT, Ricardo Patah, o objetivo foi fazer uma festa popular com música e críticas ao sistema financeiro. Ele reafirmou a importância da unidade dos trabalhadores para enfrentar a crise. “Queremos passar uma mensagem de otimismo”, destacou. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o ministro Lupi também passaram pela festa. O presidente da CTB, Wagner Gomes, lembrou que o 1º de Maio tem origem no assassinato de 12 operários que faziam uma greve, em 1886, na cidade americana de Chicago. “A redução da jornada de trabalho era a principal reivindicação daqueles trabalhadores – uma causa justa pela qual lutamos até os dias de hoje”, disse. Mais informações:
O Ministério do Trabalho lançou, quinta-feira passada (30), o site do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), endereço eletrônico (www.fgts.gov.br) que visa informar trabalhadores, empregadores, estados, municípios, agentes financeiros e a imprensa em assuntos referentes ao Fundo. Além das informações gerais o site disponibilizará áreas específicas para trabalhador e empregador. Segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, a ferramenta é um presente aos trabalhadores. A presidenta da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, o site é um portal de serviços desenvolvido especialmente para atender as necessidades do trabalhador brasileiro e tirar as principais dúvidas sobre o FGTS. Serviços - No site, trabalhadores poderão verificar o saldo, obter o extrato de suas contas vinculadas, realizar alteração de endereço, receber saldo do FGTS e informações sobre movimentações via celular. O ministro Carlos Lupi também anunciou que a Pasta vai instituir um comitê tripartite com o objetivo de promover o entendimento entre trabalhadores, empregadores e o governo federal. O comitê será coordenado pelo Ministério do Trabalho e terá participação de trabalhadores indicados pelas Centrais Sindicais; e representantes dos empregadores, indicados pelas confederações patronais. Competências - Caberá ao comitê opinar sobre a elaboração de propostas legislativas relacionadas à área trabalhista, proposições ao Congresso Nacional e diretrizes de políticas públicas, programas e ações governamentais, sempre no âmbito das atribuições do MTE. Mais informações:
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“A todos “Meu Maio” - este é um poema de Vladimir Maiakovski, poeta russo que nasceu e morreu no Século 20 e que expressava suas idéias em suas obras, profundamente revolucionárias. Tão revolucionárias que são eternamente contemporâneas e atuais. Estas palavras possuem um significado enorme, pois muitas primaveras se passaram, mas o Dia 1º de maio será sempre ‘Dia de Luta’. Dia de operários, camponeses, trabalhadoras e trabalhadores do mundo todo, que reivindicam desde aquele maio de 1886, em Chicago, por melhores condições de trabalho. Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Ao longo deste caminho, de lutas e muitas conquistas, podemos comemorar mais um 1º de Maio com muito orgulho e com a certeza de estarmos sendo bem conduzidos pelos pulsos firmes de um trabalhador, de Luiz Inácio Lula da Silva. Vivemos um momento único na história, pois diante de uma crise internacional o nosso País está bem preparado para enfrentar os seus efeitos, com um sistema econômico sólido e regulado. Por isso, as palavras de Lula ficarão na história: “que ninguém nunca mais ouse duvidar da capacidade de luta da classe trabalhadora”. Diante desta turbulência financeira internacional, muitos setores da sociedade já aparecem com um discurso pronto – o de precarizar direitos. Considero um mal muito grande essa alternativa apresentada por determinados empresários que dizem que a solução do problema é reduzir o salário dos trabalhadores. Pela experiência que eu tenho de vida, toda vez que acontece uma crise, volta à tona a questão do debate de redução de direitos da classe trabalhadora. Ora, esta alternativa aprofunda a crise. Os direitos dos trabalhadores são sustentadores do mercado interno e devem ser respeitados sempre. Portanto, hoje, é preciso a união daqueles que têm responsabilidade social para buscar enfrentamentos perante a conjuntura. É por isso que devemos estar sempre atentos, discutindo com todos os setores da sociedade e apresentando projetos que melhorem a condição de vida dos trabalhadores e que apresentem mecanismos para enfrentamentos diante de colapsos. O problema da crise não é o trabalhador. Não se pode repassar à classe trabalhadora uma crise não provocada por ela. Garantir direitos sem redução de salários é uma luta eterna da classe trabalhadora. Parabéns trabalhadores e trabalhadoras do Brasil e do mundo! Vicentinho é deputado federal (PT/SP)
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