Câmera Aberta exibe programas com Magri, Vargas Netto e metalúrgicos

Durante o recesso da TV Aberta São Paulo, o Câmera Aberta Sindical vai apresentar três programas gravados e algumas reprises de programas que tiveram maior repercussão no ano.

Para apresentação no recesso, foram gravados programas com o sindicalista e ex-ministro do Trabalho e Previdência Antonio Rogério Magri; o consultor sindical João Guilherme Vargas Netto; e os dirigentes metalúrgicos de Guarulhos José Pereira dos Santos e Heleno Benedito da Silva.

Robson Gazzola, diretor do Câmera, afirma: “Queríamos gravar seis programas. Mas, por problemas de agenda, não foi possível. Tenho certeza, porém, que a programação terá o nível e a qualidade que o telespectador merecem”.

Dias e horários - Os programas serão apresentados, em São Paulo, sempre às quartas-feiras, das 19 às 20 horas. A programação é a seguinte:


José Pereira dos Santos e Heleno Benedito no programa que será exibido nesta quarta, dia 6

Dia 6 de janeiro: José Pereira dos Santos e Heleno Benedito da Silva, respectivamente presidente e secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região;
 
Dia 13 de janeiro: João Guilherme Vargas Netto, membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores;
 
Dia 20 de janeiro: Antonio Rogério Magri, ex-ministro do Trabalho e Previdência.

Mais informações
www.agenciasindical.com.br

Novo salário mínimo de R$ 510 já está em vigor

O novo valor do salário mínimo, fixado em R$ 510 por meio da Medida Provisória 474/09, está em vigor desde 1° de janeiro de 2010. O novo mínimo é 9,68% superior ao anterior (R$ 465), com aumento real estimado em 6%.

Os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), referentes período de 2008, revelam que no País 1.269.811 de trabalhadores têm contratos de trabalho formal no valor de um salário mínimo. No mesmo período havia 31.993.302 de pessoas com registro em Carteira de trabalho.

Segundo o Ministério da Previdência, o reajuste dos benefícios de até um salário mínimo atingirá a 15,112 milhões de beneficiários e representará um acréscimo de R$ 7,775 bilhões nos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A despesa com benefícios assistenciais, que são pagos pelo INSS, mas custeados pelo Tesouro Nacional, aumentará em R$ 2,09 bilhões no próximo ano.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (Paulinho), considerou que o reajuste do salário mínimo foi uma vitória histórica do movimento sindical que realizou marchas a Brasília, manifestações e protestos em defesa de um aumento melhor.

“O reajuste do mínimo aumentará o poder de compra de parcela significativa de trabalhadores. Injetará R$ 26,6 bilhões na economia brasileira, o que gerará consumo, mais produção e geração de novos postos de trabalho”, afirma Paulinho.

Acumulado - Entre abril de 2002 e janeiro de 2009, o reajuste acumulado do salário mínimo alcançou 132,50%, frente a uma inflação (INPC) de 59,15% no período. Com isso, o aumento real dos benefícios foi de 44,97%.

Mais informações:
www.camara.gov.br

Seguro Desemprego também aumenta em 9,67%

O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) também reajustou – em 1º de janeiro – o benefício do Seguro Desemprego em 9,67%, seguindo o reajuste do salário mínimo, que subiu de R$ 465 para R$ 510. A previsão é que haja um impacto de mais R$ 1.584.046.084,52 nas parcelas do benefício, consideradas todas as suas modalidades.

Para realizar o cálculo de quanto será a nova parcela do Seguro Desemprego, o trabalhador deve adotar as seguintes fórmulas:

Quando a média dos três últimos salários anteriores à dispensa for até R$ 841,88, o valor da parcela será o resultado da multiplicação pelo fator 0,8. Já quando a média dos três últimos salários for entre R$ 841,89 e R$ 1.403,28 o valor será o resultado da multiplicação pelo fator 0,5 e soma-se a R$ 673,51. A média que exceder a R$ 1.403, o valor da parcela será, invariavelmente, R$ 954,21.

Abono - A previsão é que 6,2 milhões de brasileiros recebam o Seguro Desemprego em 2010, o que poderá totalizar R$ 17, 9 bilhões em parcelas. Há ainda a previsão de R$ 727, 6 milhões de incremento no Abono Salarial, considerando a projeção de pagamento de benefícios no calendário 2009/2010. Totalizando, esses valores corresponderão a um adicional de R$ 2,312 bilhões circulando na economia.

Fonte:
www.mte.gov.br

BNDES encerra 2009 com desembolso recorde

O Banco nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou em 2009 o maior volume de desembolsos de sua história, com liberações de R$ 137,3 bilhões. O crescimento foi de 49% em relação aos desembolsos de 2008. Se incluirmos repasses para operações de giro a bancos federais, o valor ascende a R$ 139,7 bilhões.

O setor industrial respondeu pela maior parte dos desembolsos, atingindo R$ 60,1 bilhões, uma alta de 54% em relação a 2008. Os desembolsos para infraestrutura totalizaram R$ 46,5 bilhões, um aumento de 32% na comparação com o ano anterior.

O banco também reduziu as taxas cobradas em seus financiamentos, estimulando especialmente os setores de bens de capital, inovação e intensificando seu apoio às micro, pequenas e médias empresas. Também ampliou sua atuação no financiamento à exportação e capital de giro.

Crise - As medidas tomadas em coordenação com outros bancos públicos e demais esferas do governo federal ajudaram o País a superar a fase mais aguda da crise e a retomar a trajetória de crescimento do PIB, do emprego e do investimento.

Mais informações:
www.bndes.gov.br

Brasil terá 880 novas Unidades Básicas de Saúde em 2010

O governo federal liberou R$ 225,4 milhões para construção de 880 Unidades Básicas de Saúde (UBS) em 779 municípios brasileiros. Os 26 estados e o Distrito Federal foram beneficiados. As UBSs são os principais locais de atuação das equipes de Saúde da Família, que trabalham em ações de prevenção e reabilitação de doenças e manutenção da saúde nas comunidades.
 

 

João Guilherme V. Netto é consultor sindical


A 6ª Marcha desmente
os golpistas


Por João Guilherme Vargas Netto

O sucesso da 6ª Marcha unitária dos trabalhadores à Brasília e a pertinência das reivindicações apresentadas aos presidentes da Câmara e do Senado, e ao ministro Carlos Lupi, desmentem as premissas do complicado jogo golpista da oposição, de alguns analistas desorientados e dos editores da grande mídia.

Explico-me. Essa tríplice constelação de luz negra, capitaneada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, tem procurado tecer nos últimos dias uma teia destinada a capturar os incautos. Partindo da inegável popularidade do presidente (que não pode ser negada, mas os incomoda), formulam com maior ou menor sofisticação as teses do “autoritarismo populista” ou “populismo autoritário”, do presidencialismo individualista e da impossibilidade da continuação do projeto lulista sem a presença de Lula na presidência. Então, concluem – ou alguém conclui em nome de todos eles – pelo perigo e atualidade do projeto de terceiro mandato consecutivo, agora, sim, golpista.

A 6ª Marcha com seus milhares de participantes, com a unidade das seis Centrais Sindicais que a organizaram e com as reivindicações apresentadas – redução constitucional da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas, aprovação das Convenções 151 e 158 da OIT, aumento real para as aposentadorias e a política de valorização do salário mínimo – todas elas voltadas para a institucionalização das conquistas, desmentem a novela ensaiada pelos confusionistas embriagados de fracasso. O movimento sindical é forte, unido, reivindicatório e democrático.

Não há queremismo e nem haverá sem apoio explícito e organizado pelo movimento sindical. A 6ª Marcha não reivindicou terceiro mandato.

Nem existe, no horizonte visível das direções dos trabalhadores, o golpismo do terceiro mandato porque a 6ª Marcha reivindicou, pura e simplesmente, que se vote no Congresso e se implemente como política de Estado, a continuidade das políticas públicas de governo que têm significado vitórias e avanços para os trabalhadores.

Nada melhor para um queremismo disfarçado e malévolo (se existisse) do que, em lugar de procurar resolver institucionalmente os problemas, deixá-los no ar como reivindicações vagas e demagógicas. E a 6ª Marcha quer garantir desde já as conquistas para valer.

Contra o trolóló dos golpistas elegantes, ouviu-se o tropel agitado nas ruas de Brasília ocupadas pelos milhares de trabalhadores manifestantes da 6ª Marcha.

João Guilherme V. Netto é membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores