Câmera Aberta Sindical especial
Martim Sampaio, presidente da
TV Aberta, é o convidado desta quarta

São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 3 de novembro, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
Guarulhos:
TV Guarulhos, BIG TV, Canal 20 – dia 4 de novembro, das 19 às 20 horas.
 São José dos Campos
: Canal 95, Vivax – 10 de novembro, das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas.
São José do Rio Preto
: TV da Cidade, Canal 16 – 7 de novembro, das 20 às 21 horas.
Reprises: terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas.
Presidente Venceslau:
TVC - TV a Cabo Venceslau, Canal 4 – 10 de novembro, das 13 às 14 horas
Rede Brasil de TV – Quartas-feiras, às 11h30, para todo o Brasil. Via Satélite - Canais UHF:
14, 45 e 59 (São Paulo); 59 e 42 (Minas Gerais); 57 (Rio de Janeiro); 59 (Distrito Federal);
50 (Espírito Santo); 26 (Goiás); 27 (Mato Grosso); 23 (Mato Grosso do Sul); 4, 22 e 30 (Paraná);
13 (Santa Catarina); 55 e 58 (Rio Grande do Sul); 1Abe5 (Bahia); 20 (Pernambuco);
55 (Maranhão); 38 (Rondônia); 20 (Amazonas); 17 (Pará); 13 (Acre); e 5 (Tocantins).


Dia 27 - Edson Bicalho, Franzin e Francisco Pereira (Chiquinho)

A TV Aberta São Paulo elegeu a sua nova diretoria dia 13 de outubro. Martin Sampaio é novo presidente da emissora, numa diretoria composta por outros 11 membros integrantes do consórcio formado entre a OAB-São Paulo, Editora Vida & Trabalho e a TV Interação.

Sampaio é o convidado do Câmera Aberta Sindical desta quarta, dia 3 de novembro. No programa, ele destaca os principais avanços conquistados pela TV Aberta ao longo dos seus 13 anos de funcionamento.

Excepcionalmente, o programa desta quarta-feira foi gravado por conta de uma viagem do apresentador João Franzin ao Uruguai, onde participa da Conferência de Comunicação da Central Sindical das Américas (CSA), nos dias 1º e 2 de novembro.

Na entrevista, Martim fala sobre os projetos de sua gestão e a inclusão das emissoras comunitárias em sinal aberto da TV Digital.

Assista - O Câmera é transmitido pela TV Aberta São Paulo (NET 9, TVA 72 ou 99 e TVA Digital 186) e apresentado pelo jornalista João Franzin. Assista também na internet, pelo site da TV Aberta São Paulo (www.tvaberta.tv.br).

Você faz a pauta - Para divulgar sua entidade ou propor um tema para o programa, ligue 3231.3453 e fale com Dhayane.

Participe: faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Assista pela internet: www.tvaberta.tv.br
E-mail: cameraabertasindical@agenciasindical.com.br

Dilma quer manter crescimento econômico para gerar empregos

A presidente eleita Dilma Rousseff afirmou, em seu primeiro pronunciamento, que a manutenção do crescimento econômico e da política de valorização do salário mínimo são essenciais para ampliar a geração de empregos no País. Dilma foi eleita em segundo turno no domingo (31), com 56,05% dos votos (55.752.529), e será a primeira mulher a ocupar o cargo na história da política brasileira.

Ela reconheceu que o Brasil terá um duro trabalho para atingir um desenvolvimento econômico “de qualidade”, mas ressaltou que os ajustes a serem feitos não prejudicarão os programas sociais. “Não podemos descansar enquanto houver famílias e crianças morando nas ruas. Peço o apoio de todos para superar esse abismo que impede o Brasil de ser uma nação desenvolvida”, disse.

Dilma reforçou o compromisso de erradicar a miséria e criar oportunidade para todos os brasileiros. A presidente reafirmou ainda a importância de simplificar a tributação e também se comprometeu a valorizar o microempreendedor e a ampliar os limites do Supersimples.

Pré-sal - “Vamos buscar um desenvolvimento de longo prazo. É preciso estabelecer regras mais claras e cuidadosas para evitar a especulação, que aumenta a volatilidade”, acrescentou. Dilma destacou que a arrecadação que será feita com o pré-sal permitirá atingir os objetivos sociais. “O fundo social do pré-sal será um mecanismo de poupança de longo prazo”, disse.

Metalúrgicos de São Paulo fazem notificação
de greve aos grupos patronais

A Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo encaminhou, na sexta-feira (29), notificação de greve a todos os grupos patronais dos diversos setores da indústria com quem a entidade negocia a Convenção Coletiva de Trabalho referente a 2010/2011. A notificação tem validade a partir de zero hora do dia 1º de novembro.

A Federação congrega 54 Sindicatos filiados à Força Sindical, representando 800 mil metalúrgicos em todo o Estado. A data-base da categoria é em 1º de novembro. O estado de greve foi aprovado em assemblias realizadas pelos Sindicatos, diante da falta de uma contraproposta salarial satisfatória dos patrões. As negociações se arrastam desde meados de setembro.

Pauta - Os metalúrgicos reivindicam reajuste salarial com aumento real, valorização do Piso salarial, licença-maternidade de 180 dias, programas de qualificação profissional, redução da jornada para 40 horas semanais, combate às demissões imotivadas e obrigatoriedade das negociações de PLR (Participações nos Lucros e/ou Resultados).

Segundo o presidente da Federação, Claudio Magrão, “ou os empresários nos apresentam uma proposta decente ou vamos realizar paralisações em todas as bases no Estado”. A notificação de greve está nos termos do artigo 3º, parágrafo único, da Lei 7783/89, artigo 9º da Constituição Federal.

Mais informações:
www.fedmetalsp.org.br

Químicos da Força conquistam reajuste 9,2% no Piso

A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas
do Estado de São Paulo (Fequimfar) conseguiu, na sexta-feira (29), melhorar
a proposta patronal em relação ao reajuste salarial dos trabalhadores no setor, chegando aos índices de 9,2% no Piso salarial (3,96% de aumento real) e de 8% nos demais salários (aumento real de 2,81%).

Segundo o presidente da Fequimfar, Sergio Luiz Leite, a entidade também obteve “uma série de avanços em cláusulas sociais da Convenção Coletiva, junto à manutenção dos demais direitos já existentes”. O Piso salarial passará para R$ 890,00 e a PLR (Participação nos Lucros e/ou Resultados) será de R$ 660,00 (reajuste de 10%).

Até o dia 7 de novembro, os Sindicatos filiados à Federação estarão realizando assembleias em todas as regiões do Estado para avaliação e possível aprovação da proposta patronal. No dia 8 de novembro, serão avaliados os resultados em plenária na sede da Fequimfar.

Categoria - A Federação, filiada à Força Sindical, representa mais de 115 mil trabalhadores, distribuídos nos segmentos químicos, plástico, abrasivos, fertilizantes, cosméticos, tintas e vernizes, entre outros. A data-base da categoria é 1º de novembro.

Mais informações:
www.fequimfar.org.br

Conferência da CSA defende combate aos oligopólios de mídia

A Conferência Sindical Democratização da Comunicação
nas Américas, promovida pela CSA (Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas), foi encerrada terça-feira (2), em Montevidéu. O evento, com a presença de lideranças de 20 países, aprovou uma exortação aos governos do continente para que garantam a liberdade de expressão negada hoje pelos oligopólios privados de mídia.

Na avaliação dos participantes, é preciso estruturar, com a participação da sociedade, “marcos regulatórios que assegurem igualdade de oportunidades no acesso aos meios e equidade no uso das frequências”. “As organizações sindicais e sociais das Américas consideram urgente o papel ativo do Estado para democratizar a comunicação”, assegurando as “condições legais, tecnológicas e comunicacionais” necessárias.

O encontro aprovou ainda a criação de uma rede de comunicadores sindicais para fortalecer a ação da classe trabalhadora e promover “a solidariedade e o intercâmbio de experiências positivas de comunicação entre as organizações sindicais”, fortalecendo seu protagonismo na ”construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e diversa”.

Palestra - A conferência foi realizada nos dias 1º e 2 de novembro. O jornalista João Franzin, da Agência Sindical, fez uma palestra sobre o tema “Para que serve a comunicação sindical?”.

Mais informações:
www.cut.org.br

Vendas de veículos crescem 9,11% até outubro

O emplacamento de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos, implementos rodoviários e outros veículos registrou crescimento de 9,11% no acumulado de janeiro a outubro deste ano, na comparação com o verificado em igual período de 2009. A entidade representativa do setor destaca a evolução do segmento de caminhões, que registrou aumento de 47,2% nos dez primeiros meses de 2010.


Gilson Caroni é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso



A doce vitória
de Vanda

Por Gilson Caroni

“Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte não haverá discriminação, privilégio ou compadrio”. Em seu primeiro discurso como presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff reafirmou a consolidação, junto ao eleitorado, de um projeto republicano. A primeira providência de um vencedor nas urnas é remover os destroços da campanha. A esta altura, não cabe a menor dúvida de que a vantagem de 12 milhões de votos, que a separou de seu competidor, mostrou, de forma cabal, a irreversibilidade de uma agenda que contemplou desenvolvimento com redistribuição de renda.

A sua vitória demonstra a maturidade da sociedade civil brasileira. De nada adiantou o toque de direitismo, com tonalidades protofascistas, da campanha tucana.
Os efeitos da eleição presidencial sobre o
quadro partidário brasileiro confirmam com clareza um fenômeno já reconhecível
há algum tempo: a desagregação do esquema político que deu sustentação aos oito anos de domínio neoliberal.

O encolhimento expressivo das bancadas do PSDB, DEM e PPS é extremamente emblemático. Reflete a rejeição a uma prática conservadora que, em desespero, açulou o
que havia de mais primitivo no imaginário social, com o objetivo de estabelecer
uma plataforma calcada
no retrocesso cego. Porém, ao mesmo tempo em que levou as forças reacionárias ao paroxismo, a oposição, involuntariamente, construiu uma unidade de pensamento que aglutinou expressivos setores da sociedade organizada a
se aliarem em torno da aspiração da continuidade de mudanças profundas
nas estruturas que, por muito tempo, sustentaram uma ordem social
autoritária e excludente.

Por não estar em sintonia com o tempo político, incapaz de esmaecer suas indefinições internas, o núcleo duro do tucanato
vive um momento de desestruturação que exigirá um esforço imenso para manter até mesmo a imagem unívoca de partido político. De ponta a ponta,
o País está sendo varrido por uma ânsia de consolidação democrática que não tem mais condições de ser reprimida. Para a direita, diminuem
as possibilidades de uma recomposição de campos de atuação. Querer refrear as oportunidades de mudança social surgidas nos dois governos petistas foi a grande tragédia que tolheu as pretensões de José Serra e seus aliados.

Em intensidade nunca vista, a prova das urnas esfrangalhou as estruturas partidárias da oposição demo-tucana, mostrando a ineficácia de uma estratégia firmada sobre dois pilares:
o poder midiático e o desembarque do “iluminismo tucano” no
mais deslavado integrismo católico. No palco eleitoral, o personagem central dessa historieta, beijando a imagem de Nossa Senhora Aparecida, tentou passar-se por filho do destino. Deveria saber que o mito funcionaria contra sua intenção burlesca. Varrido pela tempestade dos votos que liquidaram quase todas as lideranças do seu partido, Serra atuou como cabo eleitoral às avessas. É
triste o fim que o transformismo dá a quem
o abraça a qualquer preço.

Terminada a campanha,
à vencedora cabe tomar a iniciativa de cicatrizar divergências sem a necessidade de compor interesses rasteiros por baixo de uma retórica elevada. A primeira mulher eleita presidente do Brasil não pode, nem quer, ser prisioneira de uma rigidez política que a imobilize dentro de sua base de apoio. O problema, por enquanto, é a falta de um interlocutor que tenha sobrevivido do outro lado.

É lógico que, diante desse quadro, as áreas da imprensa mais vinculadas aos pontos de vista dos derrotados venham dando ênfase às diferenças na coligação vencedora. Apostam, com os olhos voltados para o passado,
na fraqueza relativa dos partidos em nossa história republicana. Parecem não querer se dar conta de que há grande possibilidade de uma convergência programática e de ação
das forças políticas que, com Dilma, venceram as eleições de 2010. O baronato joga suas fichas na impossibilidade da democracia como reinvenção. Já deveria ter aprendido que o rumo da história é ditado por forças dinâmicas.

Outubro de 2010. O arsenal tático da ex-guerrilheira atordoa as barricadas do atraso. É doce o sorriso de Vanda. Como suave é sua mão estendida.

Gilson Caroni é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha)