São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 4 de novembro, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA Dia 11 de novembro as Centrais realizam a 6ª Marcha da Classe Trabalhadora a Brasília, tendo como uma das principais reivindicações a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução do salário. Em junho deste ano, a pressão sindical conseguiu aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 231/95), que institui as 40 horas, na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. A luta agora é para conseguir levar a matéria a votação no plenário da Câmara.
O Câmera Aberta Sindical desta quarta, dia 4, vai contar com a participação do deputado Vicentinho, que foi o relator da proposta na Comissão Especial e é uma liderança sindical histórica.
Sancionada lei que cria o Dia Nacional O Diário Oficial da União publicou na sexta-feira (30) a Lei 12.064, de 29 de Outubro de 2009, que cria o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo e a Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. O projeto que originou a lei é de autoria do senador José Nery (PSOL-PA), que preside a Subcomissão de Combate ao Trabalho Escravo. Homenagem - O dia 28 de janeiro foi escolhido para representar a data em homenagem aos Auditores Fiscais do Trabalho Erastóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, e o motorista Ailton Pereira de Oliveira, assassinados em 28 de janeiro de 2004, durante vistoria a fazendas na Zona Rural de Unaí, Minas Gerais. Fonte: imprensa do MTE
Químicos de São Paulo recebem proposta salarial dos patrões A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar-Força Sindical) recebeu na sexta-feira (30) a proposta de reajuste salarial apresentada pela bancada patronal. Os índices são: 7,38% no Piso salarial (3% de aumento real, elevando o Piso de R$ 759,00 para R$ 815,00) e 6% para quem ganha mais (1,68% de aumento real).
A mesma proposta vale para os trabalhadores representados pela Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico no Estado de São Paulo (Fetquim-CUT). Nos próximos dias os Sindicatos filiados às duas entidades realizarão assembleias para submeter a proposta patronal à avaliação dos trabalhadores. A data-base é 1º de novembro. Mais informações:
Metalúrgicos de São Paulo inauguram
O espaço, com 670 lugares foi inteiramente revitalizado, para oferecer mais conforto, nova iluminação, projetores e acústica para abrigar as manifestações, assembleias, encontros dos trabalhadores, assim como apresentações culturais, seminários e palestras. Obras - A responsável pela supervisão da obra, Elza Costa Pereira, explica que do palco à cabine de som, do chão ao teto, tudo no auditório é novo. O palco ganhou tablado de madeira, escadas laterais mais amplas, rampas de acesso das coxias, forração nas paredes, cortinas (vestimenta cênica) e telão acionados de forma automática. Mais informações:
Saúde do professor é tema do Plantão Saúde do Trabalhador
Segundo Cristiane, a extensa jornada de trabalho tem prejudicado a saúde desses profissionais. “As principais queixas dos professores são dores nos ombros, nas costas e nos braços, por conta do prolongado tempo que eles ficam de pé, escrevendo. Além disso, o aumento dos alunos em sala de aula tem causado prejuízos à voz e eles se queixam de dores na garganta”. A pesquisadora afirma também que há uma grande incidência de traumas psicológicos. “O professor é cobrado pela direção da escola, pelos pais e pelos alunos”, destaca e completa: “O que mais preocupa os professores são os alunos. Por outro lado, o que mais dá prazer aos educadores é o reconhecimento do aluno”. Assista - O Plantão é o primeiro programa da televisão brasileira que discute o tema saúde e segurança dos trabalhadores sob o ponto de vista do movimento sindical. O programa vai ao ar pela TV Aberta São Paulo (NET 9, TVA 72) nas terças-feiras, às 10 horas; quintas, às 18 horas; sextas, às 14h30; sábados, às 2 horas da madrugada; e domingos, às 10 horas (assista também pelo site: www.tvaberta.com). Mais informações:
Banda Larga nas Escolas chega a mais Até 30 de setembro passado, 36.146 escolas públicas de todas as regiões já haviam recebido internet gratuita de alta velocidade. Apenas entre julho e setembro, mais de 7 mil novas escolas foram conectadas. O número de escolas beneficiadas até agora representa 55,71% das 64.879 escolas públicas urbanas abrangidas pelo projeto Banda Larga nas Escolas. A meta do governo é conectar 80% delas até o final deste ano. |
Desvio de recursos previdenciários Por Vilson Antonio Romero Durante muitos anos, a Previdência Social acumulou recursos originados da suada contribuição compulsória de empresários e empregados. Principalmente no período entre seu surgimento em 1923 e o final da década de 50. Sob a égide dos poderosos Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAPs), foram-se acumulando valores consideráveis, já que o maior volume de concessão de aposentadorias à primeira geração de contribuintes iniciou nos idos de 1960. O visionário JK sabia aonde buscar dinheiro para financiar os seus 50 anos em cinco. Acorreu aos cofres dos Institutos e, pelos cálculos de respeitáveis estudiosos, de lá saíram mais de US$ 100 bilhões para financiar a construção da nova megalópole, hoje inundada de gente, automóveis, poeira, poderes e palácios. Outras obras faraônicas também foram levantadas às custas das burras previdenciárias: Hidrelétrica de Itaipu, Ponte Rio-Niterói, Usina Nuclear de Angra dos Reis etc. O próprio governo federal já reconheceu sua dívida. Estudo divulgado na gestão tucana pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) revelou que somente a atualização financeira dos saldos positivos das contas previdenciárias nos anos 70 a 90, apropriados pelo governo, atinge a fábula de R$ 400 bilhões. Já a professora Eli Andrade, da Universidade Federal de Minas Gerais, em sua tese de doutorado, calculou a capitalização dos superávits do Regime Geral de Previdência Social entre 1945 e 1997. Pasmem: mais de R$ 598 bilhões! Outro montante astronômico do dinheiro que escoou nos ralos do gasto público desenfreado... Como a história se repete, em inúmeros outros momentos, com desvios maiores ou menores, o dinheiro das aposentadorias seguiu outro rumo que não o republicano, constitucional e legítimo. Agora, aqui no Rio Grande do Sul, um novo episódio reprisa e repisa a mesma burla. Em agosto de 2007, foram criados – com a venda de ações do banco estatal, o Banrisul - o Fundo de Equilíbrio Previdenciário (FE-Prev) e o Fundo de Garantia da Previdência Pública Estadual. O primeiro, com um saldo atual aproximado de R$ 1 bilhão, contribui para o pagamento da folha dos atuais aposentados. O segundo serve para assegurar uma futura previdência complementar dos servidores, cujo projeto ainda tramita no Legislativo estadual. Pois o governo analisa a possibilidade de utilizar estes recursos para pagamento de dívidas e investimentos. O protesto de entidades de servidores deve ser uníssono contra mais este saque de cofres previdenciários. Se, aqui como em Brasília, sempre se fala em rombo nas contas das aposentadorias e pensões, como se pretende, em mais um episódio, localizado e estadual, tomar de assalto o cofre que garante um pouco de dignidade aos servidores quando da perda da capacidade laborativa? Explique-se o governo e mobilizem-se os servidores. Se não, o dinheiro vai. E, com certeza, não volta mais! Vilson Antonio Romero é jornalista e diretor da Fundação Anfip de Estudos da Seguridade Social. |
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